quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dia da Bandeira do Brasil

História do Dia da Bandeira

O Dia da Bandeira foi criado no ano de 1889, através do decreto lei número 4, em homenagem a este símbolo máximo da pátria. Como nossa bandeira foi instituíta quatro dias após a Proclamação da República, comemoramos em 19 de novembro o Dia da Bandeira. 

Nesta data ocorrem, no Brasil, diversos eventos e comemorações cívicas nas escolas, órgãos governamentais, clubes e outros locais públicos. É o momento de lembrarmos e homenagearmos o símbolo que representa nossa pátria. Estas comemorações ocorrem, geralmente, acompanhadas do Hino à Bandeira. Este lindo hino ressalta a beleza e explica o significado da bandeira nacional.

Curiosidades sobre a bandeira brasileira:

- Quando várias bandeiras são hasteadas em nosso país, a brasileira deve ser a primeira a chegar no topo do mastro e a última a descer.

- Quando uma bandeira brasileira fica velha, suja ou rasgada, deve ser imediatamente substituída por uma nova. A bandeira velha deve ser recolhida a uma unidade militar, que providenciará a queima da mesma no dia 19 de novembro.

- Caso a bandeira fique hasteada no período noturno, ela deve ser iluminada.

Dia mundial do vaso sanitário não é uma piada


Dia Mundial do vaso sanitário
 A Organização das Nações Unidas (ONU) tem uma longa tradição de comemorar marcos políticos, como a abolição da escravatura, e de organizar intermináveis sessões sobre temas polêmicos, como os testes nucleares. A agenda da ONU cobre uma ampla gama de tópicos políticos, sociais e econômicos, com jornadas como Dia Mundial Contra o Câncer, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Dia Mundial dos Refugiados, Dia Mundial da Luta Contra a Aids, Dia Mundial da População e Dia Mundial da Água.
No entanto, por alguma razão inexplicável, as Nações Unidas vinham deixando de lado um problema que atinge mais de 2,5 milhões de pessoas: a falta de saneamento adequado. Por isso, sua Assembleia Geral, de 193 membros, adotou em julho uma resolução apresentada por Cingapura para declarar 19 de novembro Dia Mundial do Vaso Sanitário.
“O nome é contagioso e engraçado”, reconhece a declaração de Cingapura, “mas serve para chamar a atenção do público e se concentrar nos desafios do saneamento e dos vasos sanitários”. A resolução, copatrocinada por 121 países-membros da ONU, exorta no sentido de gerar maior atenção para a crise mundial de saneamento, com a comemoração deste dia.
O representante permanente-adjunto de Cingapura na ONU, Mark Neo, disse à IPS que o saneamento não estava entre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e que sua inclusão foi acordada mais tarde, na conferência Rio+10, realizada em Johannesburgo, na África do Sul, em 2002. “O mais importante é que o saneamento não se refere apenas a vasos sanitários e infraestrutura, mas a mudanças sociais e aos comportamentos, que não se pode conseguir de um dia para outro”, destacou.
Apesar desses obstáculos, houve um importante avanço. Desde 1990, 1,8 bilhão de pessoas no planeta obtiveram melhor saneamento, e o número de pessoas que defecam ao ar livre diminuiu em 272 milhões, ressaltou Neo. “Contudo, a triste realidade é que um bilhão de pessoas ainda defecam ao ar livre, e 2,5 bilhões não têm instalações sanitárias adequadas”, afirmou. De todo modo, o último Chamado à Ação Sobre Saneamento, do vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, e a resolução do Dia Mundial do Vaso Sanitário são ferramentas úteis e oportunas para “destacar a necessidade de avançar”, acrescentou.
Chris Williams, diretor-executivo do Conselho Coletivo de Fornecimento de Água e Saneamento (WSSCC), com sede em Genebra, disse à IPS que esse assunto é fundamental para o desenvolvimento econômico, social e de saúde em todo o mundo. “Em um ambiente sem saneamento nem água potável, alcançar outras metas de desenvolvimento é um sonho impossível. Agora é hora de agir”, pontuou. Nessa campanha, o governo de Cingapura se associou à Organização Mundial do Vaso Sanitário (WTO), fundada em 2001, com sede nesse país asiático.
A WTO é uma plataforma de 534 grupos e entidades da sociedade civil e governamentais que trabalham em temas de saneamento. O fundador da entidade, Jack Sim (conhecido afetuosamente como “senhor sanitário”) estará presente hoje na sede da ONU para as comemorações. “Quando éramos crianças, nossos pais nos diziam para não falarmos” em defecar, contou Sim à IPS. “Isso é um sério problema. Não se pode melhorar aquilo de que não se fala”, explicou.
Fleur Anderson, chefe de campanhas da organização WaterAid, de Londres, disse à IPS que a comemoração de hoje não é mais uma, pois representa um forte sinal de que os governos reconhecem a importância do acesso ao saneamento para salvar vidas de meninos e meninas. “Trabalharemos com outros para aproveitar o Dia Mundial do Vaso Sanitário e chamar a atenção dos governos para a grandiosidade do problema”, detalhou.
A WaterAid também prevê lançar um informe com a WSSCC e a empresa de sabonetes Unilever para destacar o enorme impacto do saneamento na vida das mulheres, e pedir a colaboração entre governos, sociedade civil e setor privado para alcançar a meta de reduzir pela metade o número de pessoas sem saneamento adequado, incluída nos ODM.
Para Emma Pfister, gerente de meios sociais e associação na organização Water for People, não basta investir dinheiro para instalar mais vasos sanitários. “Vimos que esse enfoque não funciona e, portanto, é perda de dinheiro e cria mais desafios para os pobres do planeta”, explicou à IPS. “Nosso objetivo na Water for People é garantir que cada família, escola e clínica tenha acesso a um banheiro adequado, isto é, que possa continuar funcionando”, detalhou.
Comemorar o Dia Mundial do Vaso Sanitário é um grande passo à frente, pois faz do saneamento uma prioridade na agenda mundial, ressaltou Pfister. “E também ajuda a conscientizar e mobilizar fundos. Devemos exigir soluções mais efetivas com um impacto mais duradouro”, apontou. “Devemos mudar a forma como se investe a ajuda e fazer com que as agências da ONU, as organizações não governamentais e os governos prestem contas do que fazem ao intervirem na vida das pessoas”, acrescentou.
Neo enfatizou à IPS que não há tempo suficiente para alcançar a meta dos ODM sobre saneamento até 2015. No ritmo atual, estima que em 2015 ainda haverá 936 milhões de pessoas que deverão fazer suas necessidades ao ar livre. “Portanto, é importante que o saneamento ocupe um lugar destacado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, que sucederão os ODM na agenda pós-2015, afirmou. Segundo Neo, o saneamento deficiente custa aos países entre 0,5% e 0,7% de seu produto interno bruto, enquanto os ganhos mundiais com investimentos nesse setor seriam de US$ 260 bilhões ao ano.
A chefe executiva da WaterAid, Barbara Frost, recordou que com a mudança de milênio os governantes mundiais se comprometeram a reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso a saneamento até 2015. Mas, no ritmo atual, cerca de 500 milhões de pessoas terão que esperar outra década para ver cumprida a promessa desse serviço básico. “Podemos e devemos fazer melhor, porque estamos falando de serviços básicos que podem transformar vidas”, ressaltou à IPS. Envolverde/IPS

Dislexia

Entender como aprendemos e o porquê de muitas pessoas inteligentes e, até, geniais experimentarem dificuldades paralelas em seu caminho diferencial do aprendizado, é desafio que a Ciência vem deslindando paulatinamente, em 130 anos de pesquisas. E com o avanço tecnológico de nossos dias, com destaque ao apoio da técnica de ressonância magnética funcional, as conquistas dos últimos dez anos têm trazido respostas significativas sobre o que é Dislexia.
A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional mestria, em suas pesquisas e estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os tempos.
A evolução progressiva de entendimento do que é Dislexia, resultante do trabalho cooperativo de mentes brilhantes que têm-se doado em persistentes estudos, tem marcadores claros do progresso que vem sendo conquistado. Durante esse longo período de pesquisas que transcende gerações, o desencontro de opiniões sobre o que é Dislexia redundou em mais de cem nomes para designar essas específicas dificuldades de aprendizado, e em cerca de 40 definições, sem que nenhuma delas tenha sido universalmente aceita. Recentemente, porém, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas, como:
que Dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas, transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossomo # 6 que, por ser dominante, torna Dislexia altamente hereditária, o que justifica que se repita nas mesmas famílias;
que o disléxico tem mais desenvolvida área específica de seu hemisfério cerebral lateral-direito do que leitores normais. Condição que, segundo estudiosos, justificaria seus "dons" como expressão significativa desse potencial, que está relacionado à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimensões, criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas;
que, embora existindo disléxicos ganhadores de medalha olímpica em esportes, a maioria deles apresenta imaturidade psicomotora ou conflito em sua dominância e colaboração hemisférica cerebral direita-esquerda. Dentre estes, há um grande exemplo brasileiro que, embora somente com sua autorização pessoal poderíamos declinar o seu nome, ele que é uma de nossas mentes mais brilhantes e criativas no campo da mídia, declarou: "Não sei por que, mas quem me conhece também sabe que não tenho domínio motor que me dê a capacidade de, por exemplo, apertar um simples parafuso";
que, com a conquista científica de uma avaliação mais clara da dinâmica de comando cerebral em Dislexia, pesquisadores da equipe da Dra. Sally Shaywitz, da Yale University, anunciaram, recentemente, uma significativa descoberta neurofisiológica, que justifica ser a falta de consciência fonológica do disléxico, a determinante mais forte da probabilidade de sua falência no aprendizado da leitura;
que o Dr. Breitmeyer descobriu que há dois mecanismos inter-relacionados no ato de ler: o mecanismo de fixação visual e o mecanismo de transição ocular que, mais tarde, foram estudados pelo Dr. William Lovegrove e seus colaboradores, e demonstraram que crianças disléxicas e não-disléxicas não apresentaram diferença na fixação visual ao ler; mas que os disléxicos, porém, encontraram dificuldades significativas em seu mecanismo de transição no correr dos olhos, em seu ato de mudança de foco de uma sílaba à seguinte, fazendo com que a palavra passasse a ser percebida, visualmente, como se estivesse borrada, com traçado carregado e sobreposto. Sensação que dificultava a discriminação visual das letras que formavam a palavra escrita. Como bem figura uma educadora e especialista alemã, "... É como se as palavras dançassem e pulassem diante dos olhos do disléxico".

A dificuldade de conhecimento e de definição do que é Dislexia, faz com que se tenha criado um mundo tão diversificado de informações, que confunde e desinforma. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em que aborda esse grave problema, somente o faz de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo, fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência.
Dislexia é causa ainda ignorada de evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa, não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.
Hoje, os mais abrangentes e sérios estudos a respeito desse assunto, registram 20% da população americana como disléxica, com a observação adicional: "existem muitos disléxicos não diagnosticados em nosso país". Para sublinhar, de cada 10 alunos em sala de aula, dois são disléxicos, com algum grau significativo de dificuldades. Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser considerados.
Também para realçar a grande importância da posição do disléxico em sala de aula cabe, além de considerar o seríssimo problema da violência infanto-juvenil, citar o lamentável fenômeno do suicídio de crianças que, nos USA, traz o gravíssimo registro de que 40 (quarenta) crianças se suicidam todos os dias, naquele país. E que dificuldades na escola e decepção que eles não gostariam de dar a seus pais estão citadas entre as causas determinantes dessa tragédia.
Ainda é de extrema relevância considerar estudos americanos, que provam ser de 70% a 80% o número de jovens delinquentes nos USA, que apresentam algum tipo de dificuldades de aprendizado. E que também é comum que crimes violentos sejam praticados por pessoas que têm dificuldades para ler. E quando, na prisão, eles aprendem a ler, seu nível de agressividade diminui consideravelmente.
O Dr. Norman Geschwind, M.D., professor de Neurologia da Harvard Medical School; professor de Psicologia do MIT - Massachussets Institute of Tecnology; diretor da Unidade de Neurologia do Beth Israel Hospital, em Boston, MA, pesquisador lúcido e perseverante que assumiu a direção da pesquisa neurológica em Dislexia, após a morte do pesquisador pioneiro, o Dr. Samuel Orton, afirma que a falta de consenso no entendimento do que é Dislexia, começou a partir da decodificação do termo criado para nomear essas específicas dificuldades de aprendizado; que foi elegido o significado latino dys, como dificuldade; e lexia, como palavra. Mas que é na decodificação do sentido da derivação grega de Dislexia, que está a significação intrínseca do termo: dys, significando imperfeito como disfunção, isto é, uma função anormal ou prejudicada; elexia que, do grego, dá significação mais ampla ao termo palavra, isto é, como Linguagem em seu sentido abrangente.
Por toda complexidade do que, realmente, é Dislexia; por muita contradição derivada de diferentes focos e ângulos pessoais e profissionais de visão; porque os caminhos de descobertas científicas que trazem respostas sobre essas específicas dificuldades de aprendizado têm sido longos e extremamente laboriosos, necessitando, sempre, de consenso, é imprescindível um olhar humano, lógico e lúcido para o entendimento maior do que é Dislexia.
Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos. 
Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...