domingo, 8 de maio de 2016

Quiabo

De origem africana, o quiabeiro é atualmente cultivado em várias regiões tropicais, subtropicais e regiões temperadas do mundo, por conter frutos comestíveis saborosos e cheio de nutrientes. No Brasil, ele foi introduzido com o comércio de escravos e é cultivado em todas as regiões, principalmente na região Sudeste, com destaque para o Estado de São Paulo (Araçatuba e Campinas), que é o maior produtor do país.
Da família das Malvaceas da qual fazem parte mais de 2.000 espécies, entre elas o famoso cacaueiro, o quiabeiro assim como a maioria dos membros de sua família é uma planta arbustiva, porém existem algumas espécies, em menor quantidade, que são árvores e cipós. No entanto, todas as espécies desta família possuem canais mucilaginosos e indumento constituído geralmente por pêlos ramificados ou escamosos.
Presente na alimentação de muitos brasileiros, principalmente na dos baianos e mineiros, e, apreciado na culinária de várias culturas do mundo, o quiabo é consumido de variadas maneiras, tais como crus em saladas, refogados, cozidos, assados, grelhados e como ingrediente de diversas receitas. Desprezado por algumas pessoas por conter uma gomosidade característica o quiabo chama atenção em outro quesito, nutrição. Seu perfil nutricional é bem chamativo, e apesar da textura grudenta, que pode ser facilmente removida de acordo com a forma de preparo, o quiabo fornece vários nutrientes importantíssimos à saúde. Ele é rico em vitamina A, C e B1 e possui ainda em sua composição minerais como o cálcio, fibras e proteínas. Por fornecer poucas calorias (100 gramas contém cerca de 30 kcal) o quiabo pode estar contido em dietas de restrições calóricas e com a vantagem de ser um alimento de fácil digestão.
Além de todos estes nutrientes presentes no quiabo, ele também é conhecido por conter propriedades medicinais. Ele é anti-helmíntico, antiparasitário, demulcente e indicado como tratamento de várias enfermidades como diarreia, verminoses, disenteria, inflamações e irritação do estômago, rins e intestino.
Para conservar os quiabos por mais tempo após serem comprados, recomenda-se guardá-los em sacos plásticos e colocá-los na parte inferior da geladeira. Assim, o quiabo pode ser consumido em até uma semana. É importante ao prepará-lo, lavá-lo devidamente, para eliminar sujeiras e possíveis parasitas impregnados em sua casca. Para as pessoas que desejam remover a sua baba característica, uma dica é fritar os quiabos e pingar algumas gotinhas de limão.