quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vitamina B12: 10 informações importantíssimas



Esse assunto não é polêmico, mas tenho recebido diversas dúvidas por e-mail e dos pacientes que atendo devido a dados desencontrados, tanto de profissionais de saúde, quanto de pessoas adeptas ao vegetarianismo ligadas a filosofias e à espiritualidade.

Nesse artigo vamos conversar sobre diversos assuntos, que vão desde os sintomas da deficiência, tratamento e até questões filosóficas.

Apenas para relembrar: vitamina B12 só é encontrada em carnes, leite, queijos, ovos e suplementos. A B12 encontrada em algas e alimentos fermentados é diferente da que necessitamos para o nosso metabolismo.

Cerca de 50% dos vegetarianos têm carência de vitamina B12
Cerca de 40% dos não vegetarianos têm carência de vitamina B12

1)    Quais são os primeiros sintomas da deficiência?

A deficiência de vitamina B12 traz sintomas bastantes inespecíficos, o que, algumas vezes, dificulta o diagnóstico clínico (por meio de sinais e sintomas), sendo necessário a avaliação por exames laboratoriais para descartar outros problemas com sintomas semelhantes.

O sintoma mais precoce que tenho visto em pacientes que atendo são queixas de formigamento nas pernas após poucos minutos sentado com as pernas cruzadas. Da mesma forma, as queixas de redução da atividade cognitiva (concentração, memória e atenção) são regra. Na deficiência de B12 há dificuldade de manter a atividade intelectual com conforto.

A deficiência de B12 pode se manifestar com alteração da sensibilidade dos pés e das pernas, redução da propriocepção (a pessoa tem dificuldade de perceber adequadamente o próprio corpo) e sintomas psiquiátricos.

A anemia por falta de B12 pode ocorrer, mas é menos comum do que os sintomas neurológicos citados acima.

2)    Por que alguns profissionais não chegam à mesma conclusão no diagnóstico da B12?

A resposta é bem simples: porque nenhum profissional consegue saber tudo de todos os assuntos. O acúmulo de conhecimentos faz com que exista a necessidade de especialistas em diversas áreas. Isso não é uma fragmentação do todo, mas sim uma necessidade de aprofundar mais algumas áreas do conhecimento.

O diagnóstico da deficiência da B12 é claro quando o profissional conhece o assunto, e não há margem para equívocos quando há esse domínio.

3)    Como fazer o diagnóstico da falta de B12?

Esse diagnóstico é feito, basicamente, pela avaliaçaõ da B12 no sangue, associado ou não aos sintomas de deficiência. O diagnóstico pode ser complexo em algumas poucas situações, e depende dos exames que temos em mãos. Na maioria das vezes é muito simples.

4)    A dosagem da vitamina B12 no sangue

Esse exame é o mais comumente utilizado, e sujeito a muitos erros de interpretação. Para entendermos o porquê, é necessário conhecermos a forma que ele foi elaborado.

No passado, foram recrutadas cerca de 250 pessoas aparentemente normais, sendo coletado o sangue dessas pessoas. Dos valores encontrados, 95% delas estavam entre 200 a 900 pg/mL de vitamina B12.  Assim, esse valor foi utilizado como faixa de normalidade.

Veja que problema é essa faixa de normalidade! Primeiro: a normalidade foi estabelecida de forma muito subjetiva. Segundo: a faixa é muito ampla (200 a 900 pg/mL, o que já sugere uma flexibilidade exagerada na análise dos dados).

Com marcadores sanguíneos diferentes, verificamos que estar nessa faixa de normalidade não significa estar com bons níveis sanguíneos.

Logo abaixo veremos os níveis que ela deve ser mantida.

5)    Então a avaliação da B12 no sangue não é útil para o diagnóstico?

Ela é útil sim, inclusive é o melhora parâmetro de análise, mas deve ser avaliada com critério pelo seu médico, pois é necessário correlacioná-la com outros dados clínicos e laboratoriais.

6)    Ouvi dizer que a dosagem de B12 não é adequada para o diagnóstico, pois ela é feita no sangue, e não dentro da célula (intracelular).

A dosagem da B12 no sangue é muito útil para o diagnóstico sim! Os níveis no sangue refletem os níveis dentro das células.

A deficiência de B12 pode ser dividida em 4 estágios. Nos 2 primeiros estágios, os compostos que ficam alterados (já decorrentes da falta de B12) só podem ser dosados em laboratórios muito especializados, e por isso não conseguimos o diagnóstico precoce. Nesses dois estágios iniciais, a B12 já está baixa dentro da célula (no plasma intracelular), e por isso os compostos ficam alterados.

No terceiro estágio, outros compostos estão alterados, como a homocisteína e o ácido metilmalônico. Portanto, a alteração desses 2 compostos, que podemos dosar, já indica uma deficiência mais avançada.

No quarto e último estágio, além das alterações já descritas, podem aparecer os sintomas e alterações no hemograma.

Assim, desde os estágios mais precoces da deficiência a B12, ela já se encontra reduzida dentro das células. A B12 no sangue simplesmente reflete a B12 intracelular.

7)    Então quais são os exames necessários para avaliar a B12?

A dosagem da B12 no sangue sempre deve ser feita. É o primeiro exame que deve ser pensado para avaliá-la.

A dosagem da homocisteína e do ácido metilmalônico (que se elevam na deficiência da B12) podem ser utilizados, mas na prática, são desnecessários.

O hemograma, para ser utilizado, depende de muita habilidade de quem o lê, pois diversos fatores interferem nos parâmetros que podem indicar a deficiência de B12.


8)    A B12 deve sempre permanecer acima de 490 pg/mL!!

Esse número não é um número mágico e muito menos arbitrário.

Estudo publicado há vários anos já demonstrou que quando a B12 está abaixo de 490 pg/mL (sendo a referência de 200 a 900 pg/mL), ela já é potencialmente deficiente.

Outro estudo demonstrou que quando a B12 está abaixo de 350 pg/mL, muitas pessoas podem apresentar sintomas de deficiência de B12, especialmente relacionados ao sistema nervoso.

9)    Qual é o valor ideal que a B12 deve ser mantida?

Essa pergunta pode ser respondida de formas diferentes.

A melhor forma de avaliar isso é por meio de diversos exames interligados, pois a B12 muda vários parâmetros do nosso metabolismo.

Assim, como regra simples, utilizando como referência um estudo científico que fez essas correlações com dezenas de indivíduos (vegetarianos e não vegetarianos), podemos seguir as seguintes diretrizes:

- quando a B12 no sangue está acima de 490 pg/mL, raramente um indivíduo tem carência de B12;
- a homocisteína é outro parâmetro, e deve permanecer sempre abaixo de 8 mcmol/L.Essa dosagem é dispensável.

Assim, a dica é:

Mantenha sempre a B12 acima de 490 pcg/mL. A homocisteína deve permanecer abaixo de 8 mcmol/L.
Pessoas com níveis abaixo de 490 pg/mL podem ou não estar com deficiência de B12, mas isso só pode ser avaliado por um médico que domine o assunto.

10)    Talvez você se confunda ao avaliar os exames laboratoriais.

Talvez não, com certeza haverá confusão, pois essa avaliação deve ser feita pelo seu médico.

Não basta olhar as referências de normalidade nos exames, pois é necessário conhecer diversas condições do organismo. Avaliação de exames não se faz simplesmente olhando as faixas de normalidade.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Qualidade de Vida: Veja 7 Razões Para Não Beber Refrigerantes



Ainda que não saiba o porquê, com certeza sabe que os refrigerantes não fazem bem á saúde. Estas bebidas são desprovidas de qualquer valor nutricional, podendo ser comparadas a um copo de água com açúcar rico em caloria e isento de nutrientes que não só engorda como pode levar à obesidade e a Diabetes, além de outros males que não recebem muita atenção nas discussões de saúde, mas que listamos aqui na esperança de lhe recrutar para o lado do suco natural, chá e outras bebidas mais saudáveis.
Não é só a questão de calorias ou não, os refrigerantes têm inúmeros malefícios ao nosso organismo e seu consumo causa efeitos colaterais, além disso, é considerado por muitos um vício e é muito melhor viver longe dele.
Abaixo segue 07 razões para não beber refrigerantes:
1 – Envelhecimento Acelerado
Independente do tipo de refrigerante seja normal, diet, light ou zero, todos os refrigerantes a base de cola contêm fosfato ou ácido fosfórico, um ácido que concede ao refrigerante o seu sabor típico e, ainda, aumenta seu tempo de prateleira. Embora esta substância exista em muitos alimentos integrais, tais como carne, leite e nozes, o ácido fosfórico em excesso pode levar a problemas cardíacos e renais, a perda muscular e a osteoporose, o que sugere que o pode provocar um envelhecimento acelerado, como relata o estudo.
02 - Presenças de Benzeno
Os refrigerantes são ricos em Benzeno, uma substância líquida, inflamável, incolor de aroma doce e agradável, porém é um composto tóxico, que também está presente na fumaça do cigarro e é liberado, junto a fumaça, na queima de combustível. É uma substância altamente relacionada com desenvolvimento de câncer.
Por que esta substância esta presente nos refrigerantes? O Benzeno é resultado da reação do conservante benzoato de sódio com a Vitamina C, portanto, as maiores taxas de benzeno foram encontradas nos refrigerantes a base de laranja e guaraná.
3- Osteoporose
O consumo constante de refrigerantes a base de cola pode causar osteoporose, que é a descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágeis e quebradiços. Por conterem ácido fosfórico aromatizante em alta concentração, os refrigerantes diminuem o pH do sangue, tornando-o mais ácido. Para normalizar o pH sanguíneo é preciso neutralizar o ácido do organismo, neste caso, o cálcio dos ossos é requisitado e entra em ação. E de onde vem esse Cálcio? Diretamente de nossos ossos.
4- Problemas Renais
Os refrigerantes Diet e/ou Zero podem ser um verdadeiro perigo para os Rins. Um grupo com mais de 3 mil mulheres foi avaliado em um estudo realizado pela Universidade de Harvard, Center of Medical School, onde os pesquisadores descobriram que o consumo excessivo de refrigerante diet pode dobrar o risco de problemas renais, é necessário, ressaltar que o problema está associado aos adoçantes.
Consumo x Consequência: A função renal começa a declinar quando as mulheres ingerem mais de dois copos de refrigerante por dia!
5- Adoçantes Artificiais
Como alternativa para se livrarem das calorias dos refrigerantes comuns muitas pessoas acabam optando pela versão Diet, Zero ou Light ricas em adoçantes e isentas de açúcar.
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, relata que o consumo de refrigerantes dietéticos cresceu 25% entre os adultos se comparado ao da última década. Mas o problema é que esta escolha pode ser ainda pior para o organismo do que o consumo de refrigerante comum.
Os adoçantes pode provocar aumento no peso corporal, através da falha na diminuição da atividade do hipotálamo, o centro da fome no cérebro, e da baixa ativação do sistema dopaminérgico, responsável pela sensação de satisfação após a ingestão de algum alimento.
A falta da saciedade, juntamente com a constante estimulação da fome, manteria o comportamento por procura de alimento no indivíduo, aumentando sua ingestão alimentar, neste caso aumento do consumo calórico.
Estudo realizado pela Universidade de Minnesota avaliou o consumo de refrigerante diet em 10 mil adultos, segundo resultados o refrigerante diet aumenta em 34% o risco de síndrome metabólica, o que inclui aumento de colesterol e problemas cardíacos.
6- Ricos em Açúcares
A presença excessiva de açúcar na composição dos refrigerantes pode desencadear diversos maléficos à saúde.
Saúde Bucal: Nos Estados Unidos, o consumo de refrigerantes é alto no meio da criançada e elas acabam com a boca cheia de cáries causadas por níveis em excesso de açúcar. Boca podre é o apelido que os dentistas deram as crianças americanas.
O açúcar é um alimento altamente calórico e que não possui quase nenhum nutriente. Seu excesso pode gerar uma série de doenças como a obesidade e a diabetes.
Ganho de peso: Os refrigerantes comuns são conhecidos como calorias vazias, por serem altamente calórico e pobre em nutrientes. São consumo não traz nenhum benefício à saúde e associado a uma alimentação não balanceada e ao sedentarismo resulta facilmente em ganho de peso. É um ciclo vicioso de má alimentação, alta ingestão de açúcar e sedentarismo que leva à obesidade.
Diabetes tipo 2: é desencadeada por um somatório de fatores como obesidade, sedentarismo, consumo elevado de açúcar e maus hábitos alimentares.
7- Problemas Neurológicos
Um ingrediente chamado óleo vegetal bromado (BVO) é adicionado ao refrigerante para evitar que o aroma separe-se da bebida, é um produto químico industrial usado como retardador de chamas em plásticos.
O BVO tem sido conhecido por causar distúrbios de memória e perda nervosa quando consumido em grandes quantidades. Os pesquisadores também suspeitam que o mesmo se acumule na gordura corporal, podendo causar problemas de comportamento, infertilidade e lesões nos músculos do coração ao longo do tempo.

É hora de rever nossos conceitos sobre os refrigerantes…
 Na busca de qualidade de vida, não seria razoável retira-los do nosso consumo?




A busca por qualidade de vida é cada vez maior. Ações como alimentação saudável, emagrecimento, exercícios físicos, superação de limites, dietas, vida saudável e abandono de velhos hábitos alimentares compõem as ações que nos levam ao encontro da saúde e bem estar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Glúten pode engorda?

O  glúten  é  um  tipo  de  proteína  ou  fração  protéica  presente  nos  seguintes alimentos:  trigo,  centeio,  cevada  (malte)  e  em  menor  quantidade  na  aveia. Muito se fala do glúten devido a sua ação maléfica na doença celíaca, na qual as prolaminas (fração tóxica para os celíacos – no caso do trigo é a gliadina; no centeio é a secalina; na cevada ou malte é a hordeína e na aveia a avenina) começam um processo inflamatório no intestino, destruindo as microvilosidades deste órgão, fazendo com que os nutrientes não sejam absorvidos adequadamente e causando uma desnutrição severa no celíaco.

Porém,  na  Nutrição  Funcional,  estudamos  muito  o  potencial  alergênico  de certas  proteínas,  como  o  glúten,  por  exemplo.  Proteínas  de  difícil  digestão  e com  um  potencial  alergênico  alto  propiciam  um  aumento  na  produção  de substancias  inflamatórias  no  intestino,  fazendo  com  que  esse  perca  sua integridade,  ou  seja,  suas  células  que  deveriam  ser  juntinhas  e  só  deixasse passar nutrientes em suas menores formas (glicose ou aminoácido ou ácidos graxos), deixa passar moléculas maiores e mal digeridas, fazendo com que o sistema imune reaja a essas moléculas, causando mais inflamação no corpo.

Voltando  para  a  matéria.  Uma  pesquisadora  de  Belo  Horizonte,  fazendo  um estudo  com  ratinhos  ingerindo  uma  dieta  igual  em  calorias,  com  a  mesma quantidade  de  gordura,  porém  com  um  grupo  consumindo  uma  dieta  com glúten e outro grupo uma dieta isenta de glúten, foi observado que o grupo que consumiu glúten teve um aumento de peso 25% maior do que o grupo que não consumiu glúten. E ainda tem mais, os ratinhos que consumiram glúten tiveram um  aumento  na  gordura  abdominal  ou  visceral  (perto  dos  órgãos),  que  é  a gordura mais perigosa, pois altera o funcionamento adequado dos órgãos.

A pesquisadora continuará seus estudos para verificar como o glúten ocasiona isso,  porém,  tenho  minha  opinião  sobre  como  isso  acontece.  Se  ocorre  tudo aquilo que descrevi acima, sobre o glúten aumentar a produção de moléculas inflamatórias  no  organismo,  esse  aumento  da  inflamação propicia uma maior deposição de gordura, como uma defesa natural  do organismo, de sobrevivência.

Imaginem a seguinte situação: um paciente na UTI, com uma inflamação aguda ou  muito  exacerbada,  com  grande  quantidade  de  moléculas  inflamatórias  no organismo.   Para   sua   sobrevivência   o   organismo   libera   hormônios   para começar a deixar o metabolismo mais lento, para utilizar somente o necessário de  calorias  para  sobrevivência  e  começa  a  estocar  gordura  para  ter  energia nesse estresse que está passando.

Pensemos   agora   numa   situação   menos   aguda,   mais   dentro   de   nossa realidade.  Se  consumimos  alimentos  que  aumentem  a  inflamação  no  nosso corpo  (somados  com  a  poluição,  plástico,  metais  pesados,  ar  condicionado, bactérias,  fungos,  agrotóxicos,  corantes,  conservantes,  adoçantes,  etc.  etc. etc.), porém em uma velocidade mais lenta, mais cronicamente, ao longo dos anos, vamos fazendo esse mesmo processo, porém menos acentuado, só que acumulativo, aumentando a quantidade de gordura corporal que, por sua vez (estudos hoje já demonstram que o tecido adiposo ou de gordura é um órgão endócrino,  que  produz  hormônios  e  moléculas  inflamatórias),  produz  mais moléculas  inflamatórias,  virando  um  ciclo  vicioso,  no  qual  a  pessoa  não consegue emagrecer, mesmo consumindo uma baixa quantidade de calorias.

Por   isso,   sempre   digo,   vamos   priorizar   a   qualidade   da   alimentação.   É necessário  conhecer  e  reconhecer  os  alimentos  que  poderiam  gerar  mais inflamação  no  organismo.  E  também,  o  nosso  intestino  deve  estar  íntegro  e saudável, diminuindo assim muitos processos inflamatórios.

O ideal é ter uma alimentação rica em alimentos antiinflamatórios, como: frutas, verduras, castanhas, cereais, peixes marinhos (óleo de peixe), azeite de oliva, chá verde e oliveira. Mais especificamente, frutas vermelhas, como uva, mirtilo, cramberry,  etc.  E  evitar  os  alimentos  que  aumentam  a  inflamação,  como: excesso de carne vermelha, doces e/ou carboidratos de alto índice glicêmico, ou seja, que aumentem muito rápido o açúcar no sangue, gordura saturada e excluir a gordura trans da alimentação.

Vejam bem, não quero ser radical. O importante é não consumir o glúten todos os  dias,  várias  vezes  ao  dia. E  sim  ter  uma  alimentação  variada,  sem monotonia,  com  diferentes  nutrientes  para  deixá-la  cada  vez  mais  rica  em vitaminas, minerais e compostos bioativos, sendo assim anti-inflamatória.

ATENÇÃO.....

A diferença entre a droga e o remédio está na dose ingerida!!!

Resveratrol



Vinho é sempre uma boa pedida, ideal para celebrar bons momentos, para jantares românticos e para esquentar o friozinho. Além de ser uma bebida deliciosa, nem todo mundo sabe dos benefícios que ele pode trazer a nossa saúde.

Seu consumo MODERADO pode prevenir diversas doenças, e não pense que é de hoje que ele vem sendo usado na medicina.

Os primeiros praticantes da arte da cura, na maioria das vezes curandeiros ou religiosos, já empregavam o vinho como remédio, na antiguidade.

Hipócrates “o pai da medicina”, recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, um veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável. Para ele, cada tipo de vinho teria uma diferente função medicinal.

Até o século XVIII, muitos consideravam mais seguro beber vinho do que água, pois esta era freqüentemente contaminada.

Porém, foi a partir do século XIX que a visão do vinho como medicamento começou a mudar. Com a definição do alcoolismo e os seus malefícios a saúde, foram feitas várias campanhas públicas contra o abuso do álcool. Concomitantemente, surgiram várias pesquisas demonstrando os benefícios desta deliciosa bebida, e estes não param...

RESVERATROL  encontrado no vinho, 
é o produto natural produzido pelas plantas e que faz parte de um sistema de defesa contra as agregações externas sofridas por elas, “fatores estressantes ambientais, ozônio, fungos entre outros, quanto mais fatores estressantes mais resveratrol e antioxidantes te proporcionará”. Ele é considerado também fonte de JUVENTUDE e do prazer.

Mas não é só no vinho que encontramos essa substância, saiba que existe mais de 70 plantas catalogadas que a contêm algumas delas:
·         Uvas (cascas – sementes),
·         Vinho,
·         Blueberries,
·         Açaí,
·         Amendoins - cacau
·         Suco de uva,
·         Cranberries etc.

Dentre os vinhos concluímos então que o melhor é vinho tinto, que possui cerca de 20-50 vezes mais resveratrol do que o vinho branco, devido à inclusão das cascas das uvas na produção, onde são encontrados os polifenóis e outras substâncias que tornam o vinho um importante antioxidante e anti-inflamatório, tornado está requintada e saborosa bebida num poderoso alimento funcional.

CURIOSIDADE: Dentre as uvas, a uva natural dos Estados Unidos chamada  muscadine (Vitis rotundifolia Scupperno) que tem coloração bronze/roxa negra é a que mais contém resveratrol quando falamos de uva.

Quantidade de resveratrol POR LITRO
Suco de uva 50 a 100 (mcg/l) de resveratrol
Vinho “ como um todo que foi fermentado” contém 1.5 a 3 (mg/l)
Vinho Branco no máximo  0.05 a 1.80 (mg/l)
Vinho espanhol vermelho 1.98 a 7,13 (mg/l)
Vinho com a uva muscadine 14.1 a 40mg (mg/l) de resveratrol.

Benefícios do RESVERATROL:
1.     Atividade antitumoral;
2.     Quimioprevenção;
3.     Inibe ativação do NF-kB;
4.     Induz apoptose;
5.     Induz células leucemia mielóide;
6.     Previne câncer de próstata, gástrico e tireóide;
7.     Reduz adesão plaquetária dos monócitos (resposta anti-inflamatória);
8.     Previne a oxidação LDL;
9.     Cardio proteção;
10.  Protege da injúria da radiação UV;
11.  Protege isquemia cerebral (neuroproteção);
12.  Proteção do DNA pulmonar e apoptose;
13.  Inibe crescimento H.Pylori;
14.  Evita reinfecções Herpes simples;
15.  Promove saúde cardiovascular (na atividade plaquetária, relaxamento vascular, proteção á oxidação do LDL)
16.  Reduz insulina
17.  Reduz glicose
18.  Reduz glicação
19.  Aumenta vitamina C e vitamina E
20.  Melhora função hepática
21.  Ajuda no combate a obesidade e diabetes.
22.  Anti-aginging – antioxidante;

No caso de falta de apetite, uma taça de vinho é um aperitivo natural para aumentar a salivação e a atividade estomacal.

Para os IDOSOS, o vinho tomado ao deitar torna o sono mais repousante e reduz a quantidade de tranqüilizantes e pílulas para dormir.

“Alguns” CULTURISTAS também utilizavam por ser um poderoso VASODILATADOR devido à presença de etanol que estimula a produção de óxido nítrico. Estes ingeriam um cálice de vinho tinto logo antes de subir ao palco”.

Aos que querem emagrecer. Um estudo recente feito com o primata chamado Mouse Lemur” da Ilha de Madagascar, mostrou que o resveratrol aumenta o metabolismo basal em 29% e diminui o aporte energético em 13%. “ Resveratrol aumenta o metabolismo, promove perda de peso em primatas” “ Eita notícia boa”!

Mas quanto eu devo tomar?
Estudo de (Napoli 2005) mostra que 1 taça de vinho 360ml de 2 vezes por semana melhora a sensibilidade da insulina em 43%, outros autores recomendam 1 taça de vinho ao dia para as mulheres e homens, já seria o suficiente para obtermos todos os benefícios citados acima.

Se você NÃO tem o hábito de ingerir bebida alcoólica, não precisa iniciar essa prática para obter os benefícios do resveratrol. Existem outras formas de atingirmos todos os benefícios desse produto. Consulte um médico ou nutricionista para te ajudar.

CUIDADO: Deve-se ressaltar que nem todos podem se beneficiar dessas vantagens, como mulheres grávidas e pessoas com certas doenças como hipertensão, diabetes e alcoolismo. Convém sempre consultar um médico ou nutricionista antes de adotar este hábito.

LEMBRE-SE: sempre que o CONSUMO EM EXCESSO de bebidas alcoólicas pode trazer SÉRIOS RISCOS Á SAÚDE como, dependência, aumento dos triglicerídeos, hipoglicemias e cirrose hepática. Portanto, RESTRINJA O CONSUMO AO QUE FOI INDICADO.