Essa troca é destinada àquele momento em que pinta a fome
no meio do dia. Solução fácil, mas nada saudável seria recorrer aos salgadinhos
ou biscoitos recheados, petiscos que costumam contar com gordura trans em sua
receita. “Ela não só faz aumentar o LDL como ainda contribui para derrubar o
HDL”, alerta Ana Maria Lottenberg. Para escapar da malfeitora, aposte nas
castanhas e nas nozes — legítimos depósitos da gordura monoinsaturada, que faz
exatamente o trabalho oposto. “As oleaginosas ainda são fontes de
antioxidantes”, lembra Jorge Mancini.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Trocar pizza de mussarela pelas de vegetais
A ideia pode não agradar aos fãs mais puristas das pizzarias, mas presta um enorme serviço aos vasos sanguíneos. Deixar camadas e mais camadas de queijo de lado de vez em quando significa podar gordura saturada do cardápio. Como você viu, ela protagoniza o disparo do LDL, o tipo perigoso do colesterol. Substituir a mussarela ou a quatro queijos pelas redondas cobertas de vegetais é uma saída para degustar pizzas sem receio. Opções não faltam — vale pizza de escarola, de rúcula, de brócolis e até de abobrinha. E elas oferecem um bônus: pitadas de fibras e antioxidantes.
Melhor tipo de carne pro seu corpo...
Picanha por lombo O
porco não é mais gordo que o boi nem o boi é mais gordo que o porco.
Tudo é uma questão de corte. Há peças bovinas com menos gordura
saturada, caso da alcatra e do filé mignon, e há aquelas parrudas, como a
picanha e o cupim. O mesmo raciocínio se aplica à carne suína: o lombo é
mais magro que o pernil. Mas saiba que há medidas para retalhar o
possível malefício de qualquer corte rechonchudo. “Limpe a peça antes de
cozinhá-la, retirando toda gordura aparente”. Até
porque, apesar de a gente não ver, altas doses do nutriente já estão
emaranhadas na carne.

Pequenas mudanças pra melhora seu cotidiano
Óleo de soja e outros por azeite O ganho dessa troca vem da combinação entre gorduras benéficas e antioxidantes que povoam o óleo de oliva. Uma de suas vantagens é fornecer doses generosas de ácidos graxos monoinsaturados. “Eles não aumentam os níveis de LDL e ainda ajudam há erguer um pouco as taxas de HDL, o colesterol bom”, afirma o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração de São Paulo. “Além disso, os compostos fenólicos do azeite evitam a oxidação do colesterol, fenômeno que propicia a formação das placas”, complementa Jorge Mancini, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.
TROCAS QUE VALEM A PENA
Leite integral por desnatado
Esse esquema garante a entrada do cálcio, tão caro aos ossos, sem um
bando de penetras gordurosos. A bebida desnatada tem o mesmo teor do
mineral, com a vantagem de ostentar menos ácidos graxos saturados. O
excesso desse tipo de gordura eleva os níveis de LDL, a fração ruim do
colesterol. “Isso porque reduz o número de receptores que captam LDL nas
células”, ensina a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. Se esse mecanismo não funciona direito, o
colesterol vaga no sangue, pronto para se depositar na parede das
artérias.
Trocar bauru por peito de peru e queijo branco.
Calma, não pretendemos condenar ao ostracismo um lanche tão tradicional como o bauru. O problema é que ele deixa a desejar se as taxas de colesterol já rumam aos céus. Basta averiguar seus ingredientes: queijo prato e presunto, redutos de gordura saturada e colesterol. Que tal substituí-lo por um sanduiche de peito de peru e queijo branco, que é mais esbelto do que seu congênere? Experimente. Só é preciso ficar atento ao tamanho do lanche. Ora, uma gigantesca baguete recheada pode fornecer mais calorias e gorduras do que um bauru de porte modesto.
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