quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Principais motivos da dor de cabeça

Dr. Arthur Frazão (Médico)

A dor de cabeça constante pode ser causada por diversos fatores, como cansaço, estresse, preocupação e ansiedade. Além disso, a dor de cabeça frontal também pode estar relacionada a outros problemas de saúde, como por exemplo:

Calor: O calor excessivo leva à desidratação leve e a dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais, provocando dor de cabeça;Problemas de visão que forçam a vista provocando dor de cabeça, principalmente em crianças;Corpo cansado: Numa noite mal dormida o corpo não descansa o suficiente e se concentrar fica mais difícil;Alimentos: Consumo de alimentos estimulantes como café, coca-cola e chocolate;Jejum: Ficar muito tempo sem comer porque pode causar hipoglicemia;Doenças: Enxaqueca, sinusite, rinite, gripes e resfriados;Bruxismo: apertar ou raspar os dentes durante a noite altera o posicionamento da articulação da mandíbula, causando dor de cabeçaAlterações hormonais como TPM e gravidez;​Problemas de coluna que afetam principalmente a cervical.

A dor de cabeça constante na região da testa ou em toda parte frontal da cabeça, muitas vezes está relacionada à enxaqueca. Neste caso, a dor é latejante ou pulsátil e pode durar até 3 dias, sendo de difícil cura.

A dor de cabeça constante e tontura podem ser sintomas de pressão alta ou de gravidez. Já a dor de cabeça constante só no lado esquerdo ou direito pode ser enxaqueca ou algo muito específico que deve ser avaliado pelo médico.

A dor de cabeça constante na nuca pode ser causada por contratura muscular na região do pescoço, problema de coluna, e quando ela aparece na gravidez pode estar relacionada a eclâmpsia e, por isso, é importante consultar um médico.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

10 coisas sobre o hipotiroidismo

hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide(glândula que regula importantes órgãos do organismo), que se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4(tiroxina). É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos - o chamado hipotireoidismo congênito. Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre hipotireoidismo:

1. Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo"Teste do Pezinho".

2. O Teste do Pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Em caso de resposta positiva aohipotireoidismo congênito, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, sob rigoroso controle médico, para evitar suas consequências, entre elas o retardo mental. Assim, o bebê poderá ficar curado e ter uma vida normal.

3. Cerca de um a cada 4 mil recém-nascidos possuem hipotireoidismo congênito.

4. Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto.

5. O tratamento do hipotireoidismo é feito com o uso diário de levotiroxina, na quantidade prescrita pelo médico. E os comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser manipulada, pois há chance de erro de dosagem e biodisponibilidade

6. Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino. Outros medicamentos devem ser ingeriodos pelo menos uma hora após a levotiroxina para não atrapalhar a absorção da mesma. 

7. Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os níveis de TSH dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.

8. Se o hipotireoidismo não for corretamente tratado, pode acarretar redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.

9. Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue estão entre os sintomas do hipotieroidismo.

10. Não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo, pois as 
disfunções são opostas: enquanto no "hipo" existe diminuição da produção de 
hormônios; no "hiper", há o aumento.

Calor corporal

Quando ocorre elevação da temperatura corporal (acima de 37,7°C), há hipertermia, e, se ultrapassar os 43°C, pode ser fatal.

1. O que é?

temperatura do corpo humano é constante, não varia com o ambiente e fica em torno de 36° a 37°C. Mas existe uma mudança fisiológica da temperatura, em torno de 1 grau, que ocorre pela manhã (36°C) e ao final da tarde (37°C). Para mantê-la, o corpo usa mecanismos que garantem sua estabilidade. E assim, no frio, os músculos se contraem, impedindo que ocorra a perda de energia. Já no calor, a dilatação dos vasos evita seu aumento excessivo, que é eliminado pelo suor.

2. Sintomas

Se a temperatura do corpo ficar abaixo dos 35°C, acontece a hipotermia. O organismo sofre prejuízos, o que pode levar à morte. Os sintomas são: dificuldade para respirar,movimentos lentosamnésiadiminuição do pulso e daatividade celular e falha dos órgãos. Quando ocorre elevação da temperatura (acima de 37,7°C), háhipertermia, e, se ultrapassar os 43°C, pode ser fatal. Afebre é um tipo de hipertermia e aparece como uma defesa do corpo.

3. Diagnóstico

O diagnóstico de alteração é feito com um aparelho científico conhecido como termômetro. Os de mercúrio não são mais usados, pelos riscos de espalhar a substância, se quebrados. Hoje em dia, os termômetros são eletrônicos e tiram a temperatura apontando para a testa, dentro do ouvido ou boca.

4. Prevenção

O organismo mantém o calor de forma automática, pois há centrosreguladores de temperatura no cérebro. Mas, para evitar o aumento da temperatura, useroupas leves, evite locais de temperatura elevada emantenha-se hidratado. Em casos de hipotermia, ao se expor em ambientes frios, o indivíduo deve usar roupas adequadas (agasalhos); se tiver molhadoretire-as imediatamente para manter a temperatura interna e realize movimentos corporais, evitando a contração muscular.

5. Tratamento

Para restabelecer a temperatura normal em quadros de hipertermia, os especialistas recomendam ventilar e cobrir o corpo com toalhas molhadas (ou gelo) para resfriar o indivíduo. Para tratar os problemas causados pela hipotermia, é indicado fazer massagens por todo o corpo, ingerir bebidas quentes, retirar as roupas molhadas e deitar-se encostado à vítima (o calor de outro corpo aquece rapidamente). Se os sintomas permanecerem, procure um médico.

domingo, 18 de outubro de 2015

Curiosidade: o que mudaria se o mundo fosse vegetariano?

Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface você não estaria lendo esta matéria. Aliás, tanto ela como este blog não existiriam, porque ainda seríamos muito primitivos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastão. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como mobilizar. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
E se a adoção da salada ocorresse hoje? E se fosse mundial? O impacto imediato seria na economia, pois o consumo de carne movimenta bilhões de dólares por ano no mundo. No Brasil, segundo maior produtor de carne bovina no mundo[1], estados como Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, principais pecuaristas do país, perderiam receitas. Teríamos perdas de mais de 2,4 bilhões de reais em exportações por ano[2]. Além disso, haveria queda no emprego e na renda de muita gente. A criação é a única fonte de receita para cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas sobre o assunto. Só para se ter uma idéia, o PIB da pecuária em vendas externas foi de US$ 76,7 bilhões em 2010.
Mas muito provavelmente o Brasil não seria muito prejudicado pela mudança. Afinal, o mundo precisaria de grãos. E nós somos um dos maiores produtores de grãos do mundo (só que, atualmente, boa parte dessa produção é usada para alimentar rebanhos nos países ricos, acredite!). “O Brasil é uma potência agrícola e poderia investir em produção de soja para fazer carne vegetal. Haveria a transferência da renda para outras fontes alimentares”, diz o agrônomo especialista em pecuária José Vicente Ferraz.
O impacto ambiental seria enorme. Atualmente, dois terços das áreas agrícolas são destinadas à criação. Isso dá espantosos 30% da terra disponível no mundo. Ou seja, sobraria espaço para plantar e a pressão sobre áreas preservadas, como a Amazônia diminuiria bastante. Mas é provável que o consumo de petróleo aumentasse, para fabricar fertilizantes, tecidos sintéticos e transportar áreas sem potencial agrícola, gerando uma crise energética.
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nútrólogo Mauro Fisberg.
O fato é que, para abandonar a carne, precisaríamos saber mais sobre nutrição, porque viver sem bife exige cuidados, sob o risco e de ficarmos anêmicos.

AMAZÔNIA
A criação de gado ocupa grande parte das melhores terras agrícolas brasileiras. Se o gado desaparecesse, ia sobrar terra para plantar. As áreas preservadas, como Amazônia, cerrado e Pantanal, ficariam em paz durante um bom tempo, sem desmatamento e queimadas.
RIO GRANDE DA ESPANHA
Os portugueses ocuparam o Sul do país criando gado para fornecer carne e couro para o sudeste, onde havia mineração. Sem esse recurso, provavelmente o Rio Grande do Sul teria ficado sem ocupação e seria dominado pelos espanhóis
Há pouco mais de 2 milhões de anos, os hominídeos que viviam na Terra aumentaram o consumo de carne, uma fonte rica de energia. Foi essa potência extra que tornou possível a sobrevivência de hominídeos com cérebro maior, que consome mais calorias. Foi assim que nosso cérebro chegou ao tamanho atual. Esse órgão consome 20% da energia que consumimos. Sem a carne, ainda seríamos meio macacos.

sábado, 17 de outubro de 2015

Vegetariano, vegano e vegetusiano: você sabe a diferença?

Vegetusiano, vegetariano ou vegano? Qual a diferença? Se perguntarmos a qualquer pessoa na rua o que lembra a palavra “vegetariano”, a maioria vai responder que essa palavra designa uma pessoa que não come nada de animais. Se perguntarmos o que quer dizer “vegano”, poucas são as pessoas que conhecem o termo. E raras são as que conhecem a distorção deliberada que os “vegetarianos tradicionais” fizeram do conceito por detrás do termo. Ouvimos dos “vegetarianos” que ingerem laticínios, ovos, mel e qualquer derivado de secreções glandulares de fêmeas de outras espécies, que a palavra deriva do latim, vegetus, cujo significado é vigoroso.
Se fosse verdade que a palavra inglesa vegetarian derivasse do latim, conforme querem os “ovo-lacto-api- vegetarianos” conservadores, a palavra não poderia ter sido escrita desse modo, deveria ser: vegetusian. Em português deveria ser, então, vegetusiano. Leite e ovos não dão em árvores, nem são extraídos do solo. São extraídos do corpo de fêmeas de outras espécies.
Se os vegetarianos conservadores de fato estivessem a nomear sua escolha com base no conceito latino, derivado da palavra vegetus, deveriam dizer-se vegetusianos, deixando a palavra vegetariano, que foi sequestrada por eles para designar falsamente sua dieta, repleta de produtos de origem animal. Que pena! Poderíamos agora ter mais transparência ética na designação do tipo de dieta adotada pelos ovo-lacto-api- vegetarianos.
Os que não adotam uma dieta pensando apenas em se tornar vigorosos, e sim em erradicar de seu prato qualquer comida que resulte da exploração de animais, teriam então o termo correto para se autodesignar: vegetarianos, isto é, os que comem exclusivamente alimentos de origem vegetal.
Quando os vegetusianos usam a palavra vegetariano para designar seu “estilo” alimentar, cometem um erro. Fazem passar sua escolha pelo que de fato ela não é. Vegetarianos deveriam ser somente os que se alimentam exclusivamente de produtos de origem vegetal. Vegetusianos deveriam ser aqueles que adotam uma dieta com o intuito de se tornarem fortes, vigorosos. Para os vegetusianos a questão do sofrimento e morte dos animais é menos relevante. A maioria deles até topa participar de debates em defesa dos animais, mas seu propósito é divulgar o vegetusianismo, ainda que usando a palavra vegetarianismo. Isso confunde as pessoas.
O fundador da primeira sociedade britânica vegana, Donald Watson, denunciou em 1944 o engodo dos vegetarianos que passavam ao público a ideia de que a palavra vegetarian derivaria do latim vegetus. Segundo Watson, os “vegetarianos” assim procedem porque não conseguem explicar para as pessoas o uso do termo vegetariano para designar sua dieta, quando ela contém ovo, leite, mel e derivados destes.
Para não ter de explicar que eram vegetarianos só numa parte do conteúdo de seu prato, os conservadores inventaram essa história de que o termo vegetariano deriva do latim vegetus. Cometem um erro grosseiro, pois basta olhar o termo vegetus para ver que dali não dá para derivar vegetariano e sim vegetusiano. Uma acrobacia tem de ser feita com as letras, para escrever vegetariano como se derivasse de vegetus. Essa acrobacia devemos aos conservadores ovo-lacto-api- vegetusianos.
Uma lástima. Por sorte, após anos de insatisfação por ter de explicar para as pessoas que era vegetariano estrito, autêntico, que só comia coisas do reino vegetal, que não ingeria laticínios, nem ovos, nem mel, Donald Watson, juntamente com Elsie Shrigley e outros cinco vegetarianos estritos, fundaram a primeira sociedade vegana na Inglaterra [cf. Joanne Stepaniak, The Vegan Sourcebook]. Desde então temos esses dois termos, vegetariano e vegano, para distinguir quem come coisas de origem animal e quem não as come.
Para além da alimentação, veganos têm uma díaita, do grego, “modo de vida”, que escolhe a abstenção de todo e qualquer produto de origem animal, não apenas na hora de comer, mas também na hora da higiene pessoal, da limpeza da casa, dos acessórios de moda, dos cosméticos, dos medicamentos. Obviamente, viver um projeto de vida vegana em meio à ditadura da propriedade, exploração e extermínio de animais não é algo que possa ser concretizado de forma pura. Por isso, para ser vegano é preciso, além da honestidade com o uso do termo quando explica a outras pessoas o que a distingue das demais em seu modo de vida, muita determinação e lucidez, para desfazer, uma a uma, as pregas, dobras, rugas e os vincos da moralidade tradicional traiçoeira, ardilosa, que nos enredou nessa forma de vida que representa puro tormento para os animais.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

5 dicas de alimentação saudável para crianças!

Uma dieta balanceada e saudável é essencial para o bem-estar em todas as fases da vida. Durante a infância, quando o organismo está crescendo e se desenvolvendo, a alimentação tem um papel ainda mais importante. Na verdade, tanto na infância quanto na idade adulta, os princípios de uma vida saudável são os mesmos. Todo mundo precisa dos mesmos tipos de nutrientes - como minerais, carboidratos, gorduras e proteínas - no entanto, crianças precisam de diferentes quantidades de nutrientes específicos em diferentes idades.
Com as vitaminas, isso não é diferente. As crianças precisam dos mesmos tipos de vitaminas que os adultos para estarem saudáveis e se desenvolvendo da maneira correta. "A criança deve ter uma alimentação com frutas, legumes e cereais variados. Uma dieta monótona pode levar a deficiência de algumas vitaminas", comentou a nutricionista Mabelle Vicente, da clínica Nutravie.
Com uma alimentação balanceada e colorida, geralmente uma criança conseguirá as quantidade ideais de cada nutriente. Os suplementos de vitaminas, na verdade, só devem ser usado em situações específicas quando não há possibilidade de atingir as recomendações através da alimentação ou a criança apresenta alguma doença que predisponha a sua deficiência. O mais importante é se preocupar com a dieta.
Segundo a especialista, dois tipos de vitaminas são "mais" importantes que as outras: as vitaminas A e D. Essa primeira é essencial para a visão e para a formação de um sistema imunológico forte e saudável. "O leite materno fornece a quantidade de vitamina A que as crianças precisam, nos seis primeiros meses de vida". A vitamina D, por sua vez, tem sido muito relaciada com a saúde cardiovascular. Alguns estudos mostram que baixos níveis de vitamina D, podem estar associados a acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio na vida adulta. Por isso estas são de extrema importância durante essa fase de crescimento.

5 dicas de alimentação para crianças!

Frutas e legumes de coloração alaranjada: alimentos como abóbora, laranja, manga e cenoura são ótimas fontes de vitamina A e devem ser incluídos na dieta.
Ovo: fonte de vitamina A e vitamina D, o ovo ainda é rico em proteínas. Além disso, o ovo é um aliado da saúde vascular e fornece minerais como Ferro, Zinco e potássio para o organismo.
Leite: conhecido por ser aliado contra a osteoporose - por ser uma importante fonte de cálcio - o leite ainda fornece boas quantidade de vitamina D.
Peixes de água salgada: além de fornecer ômega 3, a "gordura boa" que ajuda a controlar os níveis de colesterol, esses peixes são fontes de vitamina D.
Sol: pegar sol pode ajudar também nessa busca por uma vida saudável. Ele favorece a produção de calciferol (vitamina D) pelo organismo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Veganos correm mais riscos de ter doença cardíaca

As pessoas que seguem um estilo de vida vegano, que é um vegetarianismo mais restrito, sem consumo de carne e nenhum tipo de derivado de animal - como ovos ou leite - têm um risco elevado de desenvolver coágulos de sangue ou endurecimento das artérias, condições que podem levar a ataques cardíacos e AVC.

O estudo sobre o assunto foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry e é resultado de uma análise de dezenas de artigos publicados sobre a bioquímica do vegetarianismo nos últimos 30 anos.

Os pesquisadores afirmam que as dietas costumam ter deficiência em nutrientes essenciais, como ferro, zinco, vitamina B12 e ácidos graxos ômega 3. Como resultado, os veganos tendem a ter níveis elevados de homocisteína no sangue e diminuição dos níveis de HDL, o "bom" colesterol. Ambos são fatores de risco para doença cardíaca.

Conclui-se que há uma forte base científica para vegetarianos e veganos começarem a acrescentar ômega 3 e vitamina B12 em suas dietas. Boas fontes de ômega-3 incluem salmão e outros peixes oleosos, nozes e alguns outros frutos secos. Boas fontes de vitamina B12 incluem frutos do mar, ovos e leite fortificado. Os suplementos dietéticos também podem fornecer esses nutrientes.

Dieta vegetariana deve incluir vitamina B12, ferro e cálcio
O vegetarianismo tem ganhado espaço em todo o mundo. Muitas pessoas vêm evitando comer alimentos de origem animal (leite e derivados, carne, ovos) em favor dos vegetais. "Benefícios à saúde são os principais motivos que levam muitas pessoas a adotar este tipo de alimentação", afirma a nutricionista Karina Gallerani. As carnes vermelhas possuem quantidades significativas de gorduras saturadas e podem trazer sérios problemas à saúde do coração, além de altos níveis de colesterol e triglicérides.

No entanto, deve-se atentar para o fato de que a adoção de uma dieta vegetariana não necessariamente faz com que uma pessoa se torne mais saudável. "Nosso corpo também precisa de proteínas e vitaminas na carne vermelha", afirma Karina.

Abusar dos carboidratos é outro erro comum dos vegetarianos. Exagerar em pães, queijos, bolos e doces pode levar a um consumo de gorduras saturadas maior do que o realizado por uma pessoa que come carne. "Uma dieta vegetariana precisa ser rica em fibras e em alimentos de baixas calorias, visando suprir todos esses nutrientes", diz a nutricionista.

A seguir, ela identifica os erros mais comuns no dia-a-dia de quem resolveu abrir mão da proteína animal e mostra como corrigir a dieta sem pôr a saúde em risco. 
1. Falta de proteínas
Deve-se prestar muita atenção na quantidade de proteínas ingeridas nessa dieta, visto que o nutriente de origem animal é o que tem a melhor absorção pelo nosso organismo. "O corpo necessita de proteína para manter pele, ossos, músculos e órgãos saudáveis", diz Karina. Para esses casos, deve-se dar preferência a outras fontes de proteínas de origem animal, como leite e derivados e ovos, opção bem vista pelos ovolacto-vegetarianos.

O ovo contém vários nutrientes importantes para o organismo, como vitaminas lipossolúveis (A,D, E e K), vitaminas do complexo B e minerais como ferro, fósforo, potássio, sódio. As proteínas do leite e seus derivados são de fácil digestão. Além disso, elas são de elevado valor biológico, contendo os aminoácidos essenciais a uma dieta equilibrada e nutritiva.

Alimentos à base de soja também são freqüentemente utilizados para suprirem essa necessidade. Outras leguminosas como feijão, lentilha, grão de bico também são ótimas alternativas, assim como as frutas oleaginosas como a castanha-do-pará e os cereais integrais. Os cereais integrais merecem destaque, uma vez que também possuem diversas vitaminas do complexo B, zinco e ferro.

2. Falta de ferro
Esse também é um nutriente bastante comentado em dietas vegetarianas, já que a melhor fonte do mineral são os alimentos de origem animal, principalmente a carne vermelha. Karina lembra que o ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. "Com a falta de ferro nosso sistema imunológico fica deprimido, pode ocorrer também queda de cabelo e alterações nas unhas", diz Karina.

É possível obter este mineral através de alimentos e origem vegetal, como as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha). No entanto, a absorção do ferro proveniente das leguminosas, principalmente, é inferior se compararmos com o ferro de origem animal. Alimentos fontes de vitamina C potencializam esse processo. Inclua goiaba, laranja, kiwi, morango, caju, tomate, acerola ou limão na mesma refeição.

Outra dica é evitar o consumo de chás, como o preto e o mate, cafés, leites e derivados próximo às refeições que contém ferro, pois a cafeína e o cálcio também são componentes que prejudicam a absorção do mineral.

3. Falta de vitamina B12
A falta desse nutriente é comum entre as pessoas que não comem carnes, ovos e nem laticínios. São os chamados vegans. O problema é que esses alimentos são nossas fontes de vitamina B12, usada na produção de glóbulos vermelhos.

A carência de vitamina B12 no organismo pode provocar anemia e alterações neurológicas. Em casos de deficiência já instalada, suplementos de via oral ou injeções com grande dosagem da vitamina fazem a reposição da substância. Os veganos também podem obter vitamina B12 a partir de suplementos que contenham esta vitamina, cereais enriquecidos ou produtos de soja fortificados.

4. Excesso de carboidratos
A dieta vegetariana bem planejada tende a oferecer um bom suprimento da maioria dos minerais e vitaminas, além de quantidades balanceadas de carboidratos, proteínas e lipídios. Entretanto, se a dieta for mal planejada, pode contribuir para o surgimento de deficiências nutricionais e até mesmo para o excesso de peso em alguns casos.

"Quem deseja adotar a dieta vegetariana e, ao mesmo tempo, emagrecer, deve evitar frituras, massas, alimentos com molhos gordurosos oudoces gordurosos como bolos, tortas, cremes, chocolates", lembra a nutricionista.

5. Falta de cálcio
O cálcio é um mineral essencial para a saúde de dentes e ossos. É também essencial para a coagulação sanguínea e ainda tem um papel especial na contração muscular. O leite e seus derivados são a melhor fonte do mineral. Além disso, muitos novos alimentos vegetarianos são enriquecidos com cálcio.

"Só se aconselha a suplementação para vegans caso não atendam à necessidade de cálcio com a alimentação", afirma Karina. Isso porque folhas verde-escuro (especialmente brócolis, folhas de couve e mostarda) nozes, avelãs e amêndoas também contêm cálcio.

Há ainda alguns compostos alimentares, chamados prebióticos, não digeríveis e que estimulam o crescimento de um número de bactérias benéficas no intestino. "Essas bactérias harmonizam a flora intestinal e favorecem a absorção do cálcio", explica Karina. Cebola, alcachofra, escarola, alho-poró e chicória são alimentos que incentivam o crescimento dessas bactérias. 
6. Falta de zinco
A baixa ingestão de zinco, presente nas carnes bovinas, também pode ser detectada em dietas vegetarianas. Quando o mineral está em falta, ocorrem lesões de pele e cabelo, perda do paladar e infecções devido a menor eficiência do sistema imunológico.

Mesmo assim, a dieta vegetariana pode e costuma fornecer quantidades suficientes de zinco. "Os cereais integrais (farelo de trigo, gérmen de trigo) assim como os feijões, leguminosas em geral, sementes (girassol, linhaça, gergelim) são boas fontes de zinco", diz a especialista.  

Deficiência em vitamina B12 e Omêga-3 no organismo é a principal causa