sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Comer a noite!? Veja algumas dicas!!

Posso comer carboidrato depois das 18 horas? Por que sinto uma vontade incontrolável de comer doces no período da noite? Ficar sem jantar vai me ajudar a eliminar peso? Estas e outras perguntadas são feitas freqüentemente a nós nutricionistas, por isso, vamos esclarecer tudo sobre a alimentação no período da noite.

1- Ficar sem jantar vai me ajudar a eliminar peso?

O jantar é uma refeição indispensável, é um erro deixar de realizar esta refeição, pensando em eliminar peso. É importante comer de forma balanceada nas refeições principais, que são: café da manhã, almoço e jantar.

Para que o jantar esteja equilibrado é necessário ter um alimento de cada grupo alimentar, ou seja, deve conter no seu prato: cereais, leguminosas, carne, verduras, legumes e frutas. Sempre na quantidade certa, aliás esse é o segredo para manter o peso saudável. 

Não deixe de acrescentar ao seu prato, alimentos ricos em fibras, que possuem alto índice glicêmico e dão uma sensação de saciedade maior, evitando a fome alguns minutos depois do jantar.

2- Posso comer carboidratos após as 18 horas?

O carboidrato é um nutriente essencial que deve estar presente em todas as refeições. De acordo com a recomendação, de 50 a 60% das calorias diárias consumidas devem ser provenientes de carboidratos.

Muitos comentam que depois das 18 horas, não se pode comer carboidratos. Isso é um mito. Não há nenhuma comprovação de que isso seja benéfico ao organismo. Deve-se sim consumir alimentos que possuem carboidratos, desde que seja em quantidade adequada.

3- Tenho muita vontade de comer à noite. Como posso controlar isso?

Algumas pessoas reclamam que não conseguem fazer dietas, por sentir muita fome à noite. Controlam a alimentação o dia todo, mas quando chegam em casa à noite, colocam tudo a perder. O descontrole envolve sempre alimentos mais calóricos. Por que isso acontece?

Pode ser por diversos motivos, talvez seja porque você não realizou todas as refeições durante o dia e sentiu mais fome. Por exemplo, o fato de não ter realizado o café da manhã, que é uma refeição importante, pode fazer com que você mesmo inconscientemente, recompense durante a noite.

O importante é tentar identificar o motivo e mudar a situação aos poucos. Realize todas as refeições diárias (de 5 a 6) e procure distrair-se quando surgir àquela vontade de comer um docinho. Vá ler um livro, escutar uma música, brincar com as crianças, passear com o cachorro, enfim, vale de tudo para evitar comer em excesso.

Agora, se esta vontade de comer se tornar incontrolável e o consumo alimentar for voraz, com grande quantidade de alimentos, isso pode ser um indicativo de uma doença chamada compulsão alimentar. Na dúvida, consulte um psicólogo ou um médico psiquiatra, além de um nutricionista que poderá orienta-lo adequadamente.

Dicas Gerais

Se você vai sair à noite, não deixe de realizar o jantar. Se você for para uma festa, onde sabe que irá comer, antes de sair de casa coma uma salada, fruta, algo que alimente para que você não chegue à festa com fome e não corra o risco de exagerar nas porções.

Procure jantar até ás 21 horas, para que haja algum tempo para a digestão antes de dormir. Para colaborar com a digestão, opte por alimentos mais leves, evite os gordurosos, frituras e molhos.

Dormir com o estômago cheio pode provocar desconfortos e prejuízo ao seu sono porque o metabolismo torna-se mais lento durante à noite. Por isso não exagere na quantidade e evite alimentos gordurosos. Lembre-se que a digestão lenta poderá causar um sono agitado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Incontinência Urinária

O que é?

Incontinência é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias, devendo ser objetivamente demonstrável. A incidência de incontinência urinária na mulher aumenta com a idade, atingindo 25% após a menopausa.

A perda involuntaria de urina atua de forma devastadora na qualidade de vida da paciente e pode ser adequadamente tratada.

Estima-se que existam mais de 30 milhões de mulheres incontinentes só nos EUA.

Como se desenvolve?

A perda de urina pode ocorrer de forma transitória, geralmente associada ao uso de fármacos, a infecções (infecção urinária, vaginites), a constipação ou problemas de deficiência hormonal, desaparecendo após o tratamento da causa subjacente; ou pode ser persistente ou definitiva com instalação e piora progressiva.

Muitas mulheres tornam-se incontinentes após o parto, histerectomia (cirurgia para retirada do útero) ou mesmo outros traumas na região pélvica.

Entre os tipos mais comuns de perda de urina existe a incontinência urinária de esforço ou estresse: a perda de urina ocorre quando há um aumento repentino da pressão intra-abdominal como tossir, espirrar, rir, pular, correr ou realizar algum esforço.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado em uma história detalhada. Devemos investigar o inicio dos sintomas, descartando a presença de infecção urinária, cálculos, tumores, doenças associadas como DM, neuropatias e uso de medicamentos. Durante o exame físico pede-se para a paciente tossir, tentando reproduzir a perda urinária. Também pode ser realizado um teste onde um cotonete é inserido na uretra para determinar sua posição e mobilidade. Um exame de análise da urina deve ser realizado. Um teste urodinâmico vai determinar se existem outras alterações da bexiga e da uretra.

Como se trata?

O tratamento vai depender do tipo e das causas da incontinência urinária.

Inclui medidas gerais identificando as possíveis causas da perda de urina, tais como: 
 

Perder peso.
Parar de fumar para diminuir a tosse crônica.
Tratar a constipação.

O alivio dos sintomas pode ser conseguido: 
 

Com alguns medicamentos específicos.
Com a fisioterapia de exercícios para o assoalho pélvico, chamados de Exercícios de Kegel (pode melhorar até 75% dos sintomas).
Com o uso de cones vaginais com pesos diferentes.
Técnicas atuais incluem o uso de eletro-estimuladores.

Também podem ser usadas técnicas que injetam colágeno ao redor da uretra e mesmo cirurgias para corrigir o problema específico.

Como se previne?

Para a prevenção deve-se instituir a rotina dos Exercícios de Kegel, principalmente após o parto vaginal e após cirurgias sobre a região pélvica.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Os exercícios perineais são úteis no tratamento da incontinência urinária?

Existem dispositivos que ocluem mecanicamente a uretra, controlando a perda urinária?

O tratamento medicamentoso pode ser uma alternativa a cirurgia no manejo da perda de urina?

A cirurgia é eficaz no tratamento da incontinência urinária?

Existe diferença de resultados entre as principais técnicas cirúrgicas? 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Caminhada!

A caminhada é um exercício aeróbico bastante poderoso, isso quer dizer que ela trabalha vários grupos musculares, e com isso provoca grande queima de calorias, fazendo você perder peso.

Por ser um exercício simples, barato e praticamente sem contraindicações, é recomendada para qualquer pessoa, entretanto, se você já está há muito tempo sem realizar qualquer tipo de atividade física, é importantes passar por uma avaliação médica antes de começar a praticar caminhada.

Além disso, é importante providenciar também alguns equipamentos simples, mas que são indispensáveis para o seu bem-estar. Para realizar a caminhada você precisará de um bom par de tênis e de alguma roupa adequada. No caso da roupa, ela deve ser leve e facilitar a transpiração.

Comece a caminhada de maneira progressiva. Isso quer dizer que você deve começar devagar, pois o seu corpo precisa ir se acostumando ao exercício. No início o ideal é caminhar durante 30 minutos, 03 vezes por semana. Depois vá aumentando gradativamente, sendo que para perder peso rápido o ideal é caminhar de 01 a 02 horas por dia, 05 vezes por semana.

A caminhada emagrece, mas para colher os benefícios você precisa ser consistente, ou seja,precisa ter disciplina e não abandonar a prática regular da caminhada. Por exemplo, se você ficar 03 dias sem caminhar, isso já resultará em perda de condicionamento físico.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Principais motivos da dor de cabeça

Dr. Arthur Frazão (Médico)

A dor de cabeça constante pode ser causada por diversos fatores, como cansaço, estresse, preocupação e ansiedade. Além disso, a dor de cabeça frontal também pode estar relacionada a outros problemas de saúde, como por exemplo:

Calor: O calor excessivo leva à desidratação leve e a dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais, provocando dor de cabeça;Problemas de visão que forçam a vista provocando dor de cabeça, principalmente em crianças;Corpo cansado: Numa noite mal dormida o corpo não descansa o suficiente e se concentrar fica mais difícil;Alimentos: Consumo de alimentos estimulantes como café, coca-cola e chocolate;Jejum: Ficar muito tempo sem comer porque pode causar hipoglicemia;Doenças: Enxaqueca, sinusite, rinite, gripes e resfriados;Bruxismo: apertar ou raspar os dentes durante a noite altera o posicionamento da articulação da mandíbula, causando dor de cabeçaAlterações hormonais como TPM e gravidez;​Problemas de coluna que afetam principalmente a cervical.

A dor de cabeça constante na região da testa ou em toda parte frontal da cabeça, muitas vezes está relacionada à enxaqueca. Neste caso, a dor é latejante ou pulsátil e pode durar até 3 dias, sendo de difícil cura.

A dor de cabeça constante e tontura podem ser sintomas de pressão alta ou de gravidez. Já a dor de cabeça constante só no lado esquerdo ou direito pode ser enxaqueca ou algo muito específico que deve ser avaliado pelo médico.

A dor de cabeça constante na nuca pode ser causada por contratura muscular na região do pescoço, problema de coluna, e quando ela aparece na gravidez pode estar relacionada a eclâmpsia e, por isso, é importante consultar um médico.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

10 coisas sobre o hipotiroidismo

hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide(glândula que regula importantes órgãos do organismo), que se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4(tiroxina). É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos - o chamado hipotireoidismo congênito. Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre hipotireoidismo:

1. Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo"Teste do Pezinho".

2. O Teste do Pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Em caso de resposta positiva aohipotireoidismo congênito, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, sob rigoroso controle médico, para evitar suas consequências, entre elas o retardo mental. Assim, o bebê poderá ficar curado e ter uma vida normal.

3. Cerca de um a cada 4 mil recém-nascidos possuem hipotireoidismo congênito.

4. Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto.

5. O tratamento do hipotireoidismo é feito com o uso diário de levotiroxina, na quantidade prescrita pelo médico. E os comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser manipulada, pois há chance de erro de dosagem e biodisponibilidade

6. Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino. Outros medicamentos devem ser ingeriodos pelo menos uma hora após a levotiroxina para não atrapalhar a absorção da mesma. 

7. Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os níveis de TSH dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.

8. Se o hipotireoidismo não for corretamente tratado, pode acarretar redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.

9. Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue estão entre os sintomas do hipotieroidismo.

10. Não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo, pois as 
disfunções são opostas: enquanto no "hipo" existe diminuição da produção de 
hormônios; no "hiper", há o aumento.

Calor corporal

Quando ocorre elevação da temperatura corporal (acima de 37,7°C), há hipertermia, e, se ultrapassar os 43°C, pode ser fatal.

1. O que é?

temperatura do corpo humano é constante, não varia com o ambiente e fica em torno de 36° a 37°C. Mas existe uma mudança fisiológica da temperatura, em torno de 1 grau, que ocorre pela manhã (36°C) e ao final da tarde (37°C). Para mantê-la, o corpo usa mecanismos que garantem sua estabilidade. E assim, no frio, os músculos se contraem, impedindo que ocorra a perda de energia. Já no calor, a dilatação dos vasos evita seu aumento excessivo, que é eliminado pelo suor.

2. Sintomas

Se a temperatura do corpo ficar abaixo dos 35°C, acontece a hipotermia. O organismo sofre prejuízos, o que pode levar à morte. Os sintomas são: dificuldade para respirar,movimentos lentosamnésiadiminuição do pulso e daatividade celular e falha dos órgãos. Quando ocorre elevação da temperatura (acima de 37,7°C), háhipertermia, e, se ultrapassar os 43°C, pode ser fatal. Afebre é um tipo de hipertermia e aparece como uma defesa do corpo.

3. Diagnóstico

O diagnóstico de alteração é feito com um aparelho científico conhecido como termômetro. Os de mercúrio não são mais usados, pelos riscos de espalhar a substância, se quebrados. Hoje em dia, os termômetros são eletrônicos e tiram a temperatura apontando para a testa, dentro do ouvido ou boca.

4. Prevenção

O organismo mantém o calor de forma automática, pois há centrosreguladores de temperatura no cérebro. Mas, para evitar o aumento da temperatura, useroupas leves, evite locais de temperatura elevada emantenha-se hidratado. Em casos de hipotermia, ao se expor em ambientes frios, o indivíduo deve usar roupas adequadas (agasalhos); se tiver molhadoretire-as imediatamente para manter a temperatura interna e realize movimentos corporais, evitando a contração muscular.

5. Tratamento

Para restabelecer a temperatura normal em quadros de hipertermia, os especialistas recomendam ventilar e cobrir o corpo com toalhas molhadas (ou gelo) para resfriar o indivíduo. Para tratar os problemas causados pela hipotermia, é indicado fazer massagens por todo o corpo, ingerir bebidas quentes, retirar as roupas molhadas e deitar-se encostado à vítima (o calor de outro corpo aquece rapidamente). Se os sintomas permanecerem, procure um médico.

domingo, 18 de outubro de 2015

Curiosidade: o que mudaria se o mundo fosse vegetariano?

Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface você não estaria lendo esta matéria. Aliás, tanto ela como este blog não existiriam, porque ainda seríamos muito primitivos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente. Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastão. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.
Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como mobilizar. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
E se a adoção da salada ocorresse hoje? E se fosse mundial? O impacto imediato seria na economia, pois o consumo de carne movimenta bilhões de dólares por ano no mundo. No Brasil, segundo maior produtor de carne bovina no mundo[1], estados como Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, principais pecuaristas do país, perderiam receitas. Teríamos perdas de mais de 2,4 bilhões de reais em exportações por ano[2]. Além disso, haveria queda no emprego e na renda de muita gente. A criação é a única fonte de receita para cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas sobre o assunto. Só para se ter uma idéia, o PIB da pecuária em vendas externas foi de US$ 76,7 bilhões em 2010.
Mas muito provavelmente o Brasil não seria muito prejudicado pela mudança. Afinal, o mundo precisaria de grãos. E nós somos um dos maiores produtores de grãos do mundo (só que, atualmente, boa parte dessa produção é usada para alimentar rebanhos nos países ricos, acredite!). “O Brasil é uma potência agrícola e poderia investir em produção de soja para fazer carne vegetal. Haveria a transferência da renda para outras fontes alimentares”, diz o agrônomo especialista em pecuária José Vicente Ferraz.
O impacto ambiental seria enorme. Atualmente, dois terços das áreas agrícolas são destinadas à criação. Isso dá espantosos 30% da terra disponível no mundo. Ou seja, sobraria espaço para plantar e a pressão sobre áreas preservadas, como a Amazônia diminuiria bastante. Mas é provável que o consumo de petróleo aumentasse, para fabricar fertilizantes, tecidos sintéticos e transportar áreas sem potencial agrícola, gerando uma crise energética.
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nútrólogo Mauro Fisberg.
O fato é que, para abandonar a carne, precisaríamos saber mais sobre nutrição, porque viver sem bife exige cuidados, sob o risco e de ficarmos anêmicos.

AMAZÔNIA
A criação de gado ocupa grande parte das melhores terras agrícolas brasileiras. Se o gado desaparecesse, ia sobrar terra para plantar. As áreas preservadas, como Amazônia, cerrado e Pantanal, ficariam em paz durante um bom tempo, sem desmatamento e queimadas.
RIO GRANDE DA ESPANHA
Os portugueses ocuparam o Sul do país criando gado para fornecer carne e couro para o sudeste, onde havia mineração. Sem esse recurso, provavelmente o Rio Grande do Sul teria ficado sem ocupação e seria dominado pelos espanhóis
Há pouco mais de 2 milhões de anos, os hominídeos que viviam na Terra aumentaram o consumo de carne, uma fonte rica de energia. Foi essa potência extra que tornou possível a sobrevivência de hominídeos com cérebro maior, que consome mais calorias. Foi assim que nosso cérebro chegou ao tamanho atual. Esse órgão consome 20% da energia que consumimos. Sem a carne, ainda seríamos meio macacos.