quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Alcoolismo

Abuso e dependência química do álcool  
O uso de substâncias que modificam o estado psicológico tem ocorrido em todas as culturas conhecidas desde a Antigüidade mais remota. Costumavam ser associadas a rituais tradicionais nas várias culturas. O alcoolismo é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo. Segundo estatísticas americanas, atinge 14% de sua população e no Brasil estima-se que entre 10 a 20% da população sofra deste mal. O álcool é classificado como um depressor do sistema nervoso central.    
EFEITOS FÍSICOS  
Os efeitos físicos ocasionados pelo álcool são muito amplos no ser humano. Diminuição dos reflexos e sedação são comuns. O uso a longo prazo aumenta o risco de doenças como o câncer na língua, boca, esôfago, laringe, fígado e vesícula biliar. Pode ocasionar hepatite, cirrose, gastrite e úlcera. Quando usado em grande quantidade pode ocasionar danos cerebrais irreversíveis. Pode levar à desnutrição. Pode causar problemas cardíacos e de pressão arterial. É uma causa conhecida de malformação congênita quando usado durante a gestação.  
EFEITOS EMOCIONAIS  
Os efeitos emocionais e comportamentais são muito frequentes e variáveis conforme a tolerância do indivíduo e a dose ingerida. Perda da inibição, sendo que pessoa intoxicada com álcool pode fazer coisas que normalmente não faria, como, por exemplo, dirigir um carro em alta velocidade. Alteração do humor, ocasionando raiva, comportamento violento, depressão e até mesmo suicídio. Pode resultar em perda de memória. Prejuízo na vida familiar do alcoolista, ocasionando desentendimento entre o casal, e problemas emocionais a longo prazo nas crianças. Diminuição da produtividade no trabalho.   
COMO A PESSOA DESENVOLVE ALCOOLISMO  
Um indivíduo pode tornar-se alcoolista devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais. Sabe-se que homens e mulheres têm 4 vezes mais probabilidade de ter problemas com álcool se seus pais foram alcoolistas.   
EFEITOS DO ÁLCOOL  
Geralmente está associado a outras condições psiquiátricas como transtornos de personalidade, depressão, transtorno afetivo bipolar (ou psicose maníaco depressiva), transtornos de ansiedade e suicídio.   
INTOXICAÇÃO POR ÁLCOOL  
Os sintomas dependem da concentração de álcool no sangue. No início do quadro a pessoa pode tornar-se séria e retraída, ou falante e alegre. Podem ocorrer crises de riso ou choro. Em geral ocorre sonolência. Gradativamente o indivíduo começa a perder a coordenação motora, apresentando dificuldade para falar e caminhar. Os reflexos tornam-se mais lentos. Intoxicações graves com concentrações maiores de álcool no sangue podem levar ao coma, depressão respiratória e morte.    
INTOXICAÇÃO PATOLÓGICA  
Caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de uma pequena quantidade de álcool. A duração é limitada, sendo comum o black out (amnésia). Pela violência das manifestações pode ser necessário até internar o paciente além de medicá-lo. 
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA AO ÁLCOOL  
Ocorre em pacientes que fazem uso de álcool em grande quantidade e por tempo prolongado, e que param de consumir a bebida. Os primeiros sintomas de abstinência iniciam 12 horas após parar de beber. Os sintomas mais comum são os tremores, acompanhados de irritabilidade, náuseas, vômitos, ansiedade, sudorese, pupilas dilatadas e taquicardia. Pode evoluir para uma condição clínica mais grave chamada Delirium por abstinência de álcool (Delirium Tremens)    
DELIRIUM TREMENS  
É uma emergência médica e, quando não tratado adequadamente, pode levar o paciente a convulsões e morte em até 20% dos casos. Inicia geralmente na semana em que o paciente para de beber. O paciente apresenta taquicardia, sudorese, febre, ansiedade, insônia. Pode apresentar alucinações, como, por exemplo, enxergar insetos ou outros pequenos bichos na parede. O nível de consciência do paciente "flutua" desde um estado de hiperatividade até um de letargia.    
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO  
O diagnóstico é feito através de uma anamnese (entrevista) com o paciente e sua família e exame físico. Os exames de laboratório não servem para diagnosticar alcoolismo, porém podem dar "pistas" se o paciente faz uso crônico de álcool, e conseguem dar uma idéia aproximada do grau de lesão de alguns órgãos ocasionado pelos efeitos tóxicos do álcool, como por exemplo no fígado.   
COMO SE TRATA  
Em primeiro lugar é preciso esclarecer que não existe um tratamento ideal para o alcoolismo. Por isso, os casos devem ser considerados individualmente, e a partir de um bom exame clínico, deve-se indicar o tratamento mais apropriado para cada paciente de acordo com o grau de dependência e do ponto de desenvolvimento da doença em que se encontra a pessoa. É preciso lembrar que as recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas. Na grande maioria dos casos, o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência dela. Nestes casos, pode-se começar o tratamento ajudando o paciente a reconhecer seu problema e a necessidade de tratar-se e de tentar abster-se do álcool. A indicação de internação, pelo menos como fase inicial de desintoxicação, costuma ser a regra.  
Em ambulatório, os tratamentos disponíveis são a psicoterapia cognitivo comportamental e a psicoterapia de orientação analítica, realizadas individualmente ou em grupo.  
Os grupos de auto-ajuda, como os Alcoólicos Anônimos, têm-se mostrado uma das alternativas mais eficazes no tratamento do paciente alcoolista e no acompanhamento de sua família, o que costuma ser indispensável para o bom andamento do tratamento. Algumas medicações podem ser utilizadas para causar uma reação física violenta se a pessoa ingere álcool ou ainda bloquear a vontade e o prazer de beber.  
Fontes de informação sobre álcool, tabaco e outras drogas ou substâncias psicoativas   
           
1.     ABEAD - http://www.abead.com.br/  Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas A ABEAD mantém um boletim de acesso livre com destaques das notícias mais relevantes relativas a drogas de abuso. Apresenta também material de consulta restrita para associados.
2.     CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas www.cebrid.epm.br O site do CEBRID oferece informações em vários níveis de complexidade, incluindo levantamentos epidemiológicos nacionais entre escolares e na população geral.
3.     CREMESP – O conselho Regional de Medicina de São Paulo oferece uma boa introdução ao tema dos problemas decorrentes do uso de álcool, tabaco e outras drogas,  intitulada “USUÁRIOS DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS - Abordagem, diagnóstico e tratamento”. http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Publicacoes&acao=detalhes&cod_publicacao=23
4.     NIAAA - NIAAA National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. www.niaaa.nih.gov/ O NIAAA oferece atualização focada no alcoolismo.
5.     NIDA -  National Institute on Drug Abuse   www.nida.nih.gov/ Este site apresenta informação sobre álcool, tabaco e outras drogas em vários níveis de complexidade e para públicos variados, desde adolescentes escolares até profissionais da saúde em busca de atualização.
6.      SENAD - Secretaria Nacional  www.senad.gov.br  A SENAD mantém disponíveis informações sobre todas as substâncias com potencial de abuso e levantamentos epidemiológicos relativos ao uso de drogas no Brasil. Apresenta, ademais, informações relevantes para organizadores de serviços para atenção a usuários de álcool, tabaco e outras drogas.
7.     VIVAVOZ - VIVA VOZ - 0800 510 0015 www.psicoativas.ufcspa.edu.br/vivavoz  O VIVAVOZ é um serviços modelo para informação sobre drogas de abuso. Oferece também informações via telefone, tanto para quem busca conhecimento quanto assistência clínica.
8.     UNIAD - Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas http://www.uniad.org.br/ A UNIAD mantém um site com farta informação de acesso livre organizada em largo espectro de complexidade. Mantém também esforços em Pesquisa e Assistência.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Calcanhar de Maracuja

O que é ?

Essa doença de grande gravidade, chamada cientificamente de Miíase, é conhecida popularmente como Calcanhar de Maracujá, pela razão do profundo comprometimento deste pela doença.
Essa patologia se origina do contato das larvas da mosca “varejeira”, que se instalam na área do calcanhar, consumindo tecidos externos e internos do pé, deixando um rastro esbranquiçado, assemelhado as sementes do maracujá, o que foi motivo de inspiração ao nome dado a doença.


Na Miíase primária, a mosca hematófaga (mosca varejeira), deposita seus ovos sobre a pele sadia. Estes invadem os tecidos sadios e desenvolvem-se como larvas. Conhecida vulgarmente como “bicheira” é dividida em Migratória e Furunculoide. Já na Miíase secundária, uma mosca da espécie não parasitária, vai depositar suas larvas ou mucosas em regiões de alguma forma, já lesionadas por ulcerações ou feridas.
As larvas crescem por causa da própria condição necrosada dos tecidos, já em estado de decomposição. Essa espécie de Miíase divide-se em: miíase cutânea, cavitária e intestinal.Essa patologia é conhecida também como: Miíase obrigatória, facultativa ounecrobiontófaga ecalcanhar de maracujá pode se desenvolver em áreas como olho, boca, nariz, por exemplo.

Causas

Pode-se ter contato com a larva da mosca varejeira pela pele ao caminhar descalço ou pela picada da própria mosca que deposita seus ovos, que logo se transformam em larvas.
Miíase (Calcanhar de Maracujá) consiste na entrada da larva da mosca varejeira(hematófaga) no corpo do hospedeiro. Ela pode penetrar no indivíduo de duas formas:

  • Primária: forma onde a mosca varejeira pousa, depositando os ovos que transformam-se em larvas, caracterizando a popular bicheira, que se divide em duas espécies: a migratória e a furunculoide.
  • Secundária: uma mosca da espécie não parasitária deposita seus ovos ou mucosas em regiões já lesionadas com ulcerações e feridas.
  • Depois da penetração da larva no indivíduo, a área atingida fica avermelhada e levemente inchada e apresenta um orifício por onde a larva respirará, provocando intensa coceira e fisgadas cíclicas.

Sintomas

Fazem parte dos sintomas, as seguintes ocorrências:
  • Mudança na aparência do calcanhar ou da área afetada pela infecção (nariz, boca, olho, na região das costas);
  • Dores cíclicas e agudas como fisgadas dentro da pele;
  • Forte Coceira na região afetada;
  • Coloração Avermelhada e um leve inchaço com a formação de pequeno orifício no centro, que é por onde a larva vai respirar.
A doença afeta também animais domésticos como cães e gatos e nas áreas rurais, mais conhecida como berne, a incidência é grande no gado e nos porcos comprometendo muito a qualidade das criações, e aos fins a que se destinam.

Tratamento

O procedimento para se tratar a Miíase (Calcanhar de Maracujá), é feito da seguinte maneira: É retirada, com o auxilio de lupas e pinças, os vermes da região, por especialistas da saúde, podendo também ser prescritos o uso de medicação oral, como Ivermectina ou pomadas antibióticas.
Pode ser também empregada, a terapia larval, que se utiliza de moscas varejeiras criadas em laboratório, que se alimentam de tecidos podres, sem que as partes sadias sejam afetadas. O paciente não sentirá dor, pois os tecidos consumidos já estarão mortos. O tratamento dura cerca de 2 a 6 meses.

Para curar-se dessa doença, é extremamente importante, seguir seriamente o tratamento indicado pelo especialista e evitar ao máximo o contato com o inseto transmissor da doença.
Antigamente, algumas pessoas lançavam mão de um pedaço de bacon, colocando-o sobre a região afetada para que as larvas fossem atraídas pelo cheiro até a saída dos orifícios.
Um recurso para ser aplicado, é o uso de difusores de ambiente (aromas), que utilizam essências e óleos com aromas de citronela, limão e outros repelindo os insetos, mantendo-os afastados.

Prevenção

Para se prevenir contra esta doença, o importante é estar atento para não se expor ao contato com as moscas varejeiras, e se algum sintoma for detectado, a atenção e o cuidado para a região é aconselhado e análise por um especialista é sempre recomendado.
O simples fato de se andar descalço, pode desencadear um contágio, sendo também recomendado o uso de calçados, principalmente em áreas onde não a uma boa condição de higiene ambiental.
A simples picada do inseto pode ser fator de transmissão de seus ovos e possível contaminação da região afetada.
O uso de Difusores de Ambiente com óleos e essências de citronel e limão podem colaborar para afastar as moscas varejeiras, evitando o contato com as mesmas.
Procurar sempre manter protegidas as áreas do corpo que possam apresentar lesões e ulcerações de qualquer espécie, evitando possíveis transmissões da patologia, devido a contaminação pelas moscas varejeiras, redobrando-se o cuidado, principalmente em regiões rurais, onde sua incidência é maior.
qualquer sintoma ou sinal estranho, que persista de maneira anormal, é aconselhável a visita a um clínico geral para a devida avaliação de maneira profissional e responsável, evitando assim o desenvolvimento da patologia e suas complicações.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Acne e Espinhas

Acnes e Espinhas: o que fazer?

Apareceu àquela espinha ou pontinho vermelho na pele, você já entra em pânico. Apesar de serem comuns, principalmente na adolescência ou para quem tem pele oleosa, você tenta de tudo para acabar logo com ela. Espreme, enche de cremes, pasta de dente, e várias “receitas” milagrosas que todo mundo indica. Mas é preciso ter cuidado para não virar uma inflamação. Confira aqui algumas dicas e como elas aparecem na sua pele.
Entenda a diferença
A espinha é uma doença de pele, dermatose, uma alteração que atinge o pelo e glândula sebácea da região afetada. Já a acne é uma doença de predisposição genética em que as manifestações estão ligadas aos hormônios sexuais. Já a partir dos 10 anos de idade é possível diagnosticar nos casos em que a família já tem problemas de acnes.
É mais comum na adolescência, pois é nessa fase que os hormônios sexuais são produzidos em maior quantidade. A acne também pode aparecer na fase adulta e geralmente é mais comum em mulheres. Mas não adianta todo mundo está sujeito a acordar e levar um susto na frente do espelho acne, cravos e espinhasquando aparece uma espinha ou acne.

Como elas aparecem?

Além de aparecerem por conta da genética (a pessoa já nasce com essa tendência), o aparecimento da acne é causado pelo aumento da secreção sebácea causada pelos hormônios. Mas também tem outras formações. Mulheres que tem disfunção nos ovários, que não transformam o hormônio masculino (andrógeno) em hormônio feminino (estrógeno) estão sujeitas a uma ocorrência maior de acnes. O uso de cosméticos também está diretamente ligado ao aumento das espinhas e acnes, por mais que você ache que não existe essa relação. Se o produto é muito oleoso, pode trazer acne até para quem nunca teve esse tipo de problema.
O uso de medicamentos como cortisona, barbitúricos, xaropes à base de iodo, podem ter efeito colateral e formar a acne.
No período pré-menstrual, como acontece uma alteração hormonal, mesmo na fase adulta, a mulher pode se incomodar com o aparecimento de acnes e espinhas. A melhor coisa a se fazer nessa hora é deixar ela secar normalmente pois assim que os hormônios se regularem ela vai desaparecer. Se você mexer na espinha ainda vai causar uma inflamação e cicatriz na pele.
Por isso é fundamental procurar um dermatologista que vai te indicar o tratamento exato e você não vai ficar fazendo tentativas fracassadas de acabar com o problema.

Tipos de acne
Grau 1: a pele apresenta apenas cravos, aqueles pontinhos pretos, sem inflamações (espinhas)
Grau 2: a pele apresenta cravos e já as espinhas pequenas em pontos amarelos ou brancos de pus (pústulas)
Grau 3: a pele apresenta os cravos, espinhas e outras lesões maiores, apresenta dor nos pontos avermelhados e bem inflamados (cistos)
Grau 4: a pele apresenta espinhas grandes com muitas inflamações, pus, pontos amarelos, e chega a desfigurar parte da pele afetada. São crônicas e só podem ser tratadas com medicamentos específicos.

Tratamento

Géis, loções de limpeza, loções são indicados para tratar acnes e espinhas.
Remédios sistêmicos (em comprimidos), como antibióticos e derivados de vitamina A também são indicados pelos médicos após diagnóstico.
Limpezas de pele, esfoliações químicas também ajudam a melhorar o aspecto da pele pós tratamento das espinhas e acnes.

 

Mitos e Verdades

Chocolates causam espinhas
Não. Eles não interferem na formação hormonal do organismo, pois são digeridos assim que a pessoa come.
Espinhas e estresse. Existe relação?Sim. Estresse ajuda a formar espinhas e também outras doenças como depressão, dermatite, pressão alta, entre outras.
Usar limão seca a espinha?Não! Não recorra a este tipo de tratamento para nenhum problema relacionado à pele. O limão pode causar queimaduras graves na pele. Cuidado.
Espremer a espinha ajuda a melhorar?
Por mais que seja difícil, nunca esprema a espinha. Ao mexer na espinha você aumenta a flora bacteriana da região, deixa cicatrizes e manchas na pele. Além de poder causar uma grave inflamação e depois ter que tomar antibióticos e anti-inflamatórios para curar. Você vai gerar outro problema.
Procure controlar a oleosidade da pele. Ao passar cremes diurnos e noturnos para hidratar a pele, opte pelos que não contém álcool. Desconfie dos muito cheirosos e que prometem milagres. O melhor é que sejam receitados por um dermatologista.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Dor e coceira nos seios: O que pode ser?

Dor e coceira

A situação é bem incômoda e pode durar um bom tempo. A grande maioria das mulheres vai sofrer da condição um dia, já que tanto a coceira quanto a dor são comuns do ciclo menstrual. No entanto, podem também ser sintomas de algo mais preocupante, assim como de uma gravidez.
Infelizmente, o câncer de mama não costuma provocar dor, o que não levanta suspeitas e dificulta o seu diagnóstico. Entretanto, a doença de Paget, é um tipo de cancro que pode provocar dor e coceira. Além disto, mulheres grávidas também costumam sentir coceira e dor, já que os seios esticam e aumentam consideravelmente de tamanho nesta fase da vida.
Alergias, nódulos benignos e uma série de dermatites de contato também podem provocar tanto coceira quanto dor, por isto, é muito importante consultar um profissional diante destes sintomas. Nunca realize automedicação, pois você pode estar tratando algo preocupante da forma incorreta. Além do mais, muitos fármacos podem piorar ainda mais a situação quando são utilizados erroneamente.

Por que coça? Por que dói?

Nem sempre dor e coceira estão relacionados, no entanto, conforme mencionamos acima, em algumas condições isto pode ocorrer, como durante o período menstrual, uma gravidez e na doença de Paget.
Quando ocorrem mudanças nas estruturas dos seios tais sintomas podem ter início, por exemplo, durante o período menstrual, quando as mamas ficam inchadas e cheias de líquido, durante a gravidez, quando a mulher passa a produzir o colostro, líquido nutricional do qual o bebê irá se alimentar ou quando a mulher desenvolveu nos seios algum cancro, como no caso da doença de Paget.

Período menstrual

A grande maioria das mulheres sente dor nas mamas quando a menstruação se aproxima. Algumas podem apresentar mais dor, outras menos, sendo que coceira e sensibilidade são outros sintomas frequentes.
A dor e a coceira podem surgir até mesmo 2 semanas antes, sendo que a situação tende a piorar quando há retenção muito grande de líquido nos seios, como algo em torno de um ganho de peso de 1,5 a 2 kg. Algumas vezes pode ser necessário o uso de diuréticos para amenizar a dor e a coceira, mas na grande maioria das vezes os sintomas vão embora e voltam novamente com o reinicio o ciclo menstrual.
Não deixe de consultar periodicamente um médico e de realizar os exames de rotina. Coceira e dor podem ser indícios de algo mais preocupante, como um cancro, ou de algo como uma gravidez.

Dor e coceira na gravidez

Dor e coceira nos seios são bastante comuns durante a gravidez. Já por volta da oitava semana os seios mudam consideravelmente de tamanho e esticam, processo que continua no decorrer da gestação, devido ao aumento de camadas de gordura. Esta transformação pode ser um tanto quanto desconfortável, no entanto, desempenha um importante papel: preparar as mamas para a amamentação.dor e coceira nos seios
Além da coceira e da dor, estrias também costumam surgir. Os mamilos ficam mais escuros e duros, assim como as veias das mamas ficam mais aparentes. Bolinhas podem aparecer ao redor da aréola e a área abaixo dos seios costuma ficar irritada, especialmente no calor.

 
Para passar por estas transformações e por estas sensações sem tanto incômodo, seu médico pode receitar uma série de medicamentos e passar diversas orientações. Não deixe de conversar com ele e informe quaisquer sintomas.

Doença de Paget

Dor, coceira e vermelhidão nos seios podem ser sintomas de uma doença chamada de doença de Paget. A condição é uma espécie rara de tumor de mama, um câncer que vem preocupando muita gente, justamente pelo fato de ser facilmente confundido com uma dermatite, devido aos sintomas.
A coceira é geralmente o primeiro sinal da doença, o que leva muitas mulheres a procurar por um médico dermatologista. Com isto, o câncer é tratado como uma dermatite, sendo descoberto somente quando já houve metástase ou quando é tarde demais.
Mulheres com idade acima dos 35 anos devem ter muita atenção. Quaisquer incômodos nos seios devem ser diagnosticados, assim como dores, coceiras ou vermelhidão. O tumor da doença de Paget pode ou não ser maligno, sendo que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar transtornos.

Tratamento

Todas as mulheres devem consultar um médico periodicamente e realizar os exames de rotina, de forma a manter o organismo monitorado e de evitar uma série de doenças. Além disto, geralmente, quanto antes uma condição for diagnosticada, melhor será o tratamento.
A coceira e a dor nos seios podem ser contornadas de diversas formas, dependendo também da condição em que tais sintomas estão envolvidos. No caso da doença de Paget será necessário algo mais agressivo, no entanto, de uma forma geral, diuréticos, antialérgicos, cremes e pomadas locais costumam ser efetivos neste sentido. É fundamental consultar um médico antes de tomar a decisão por qualquer fármaco, pois o uso incorreto de medicamentos pode piorar a situação.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Corrimento Marrom, Amarelo e Branco

O que é corrimento?

Corrimento vaginal é o nome dado aos fluídos que saem da vagina. Tal situação pode ser algo completamente normal ou sintoma de alguma patologia, por isto, é preciso que um médico avalie devidamente o que está acontecendo.
Basicamente, todas as mulheres em idade reprodutiva podem sofrer de corrimento vaginal normal um dia. Este é o resultado da combinação de células mortas, bactérias naturais da região e muco. O volume diário fica por volta de 1 a 4 ml e as principais funções são umedecer, limpar, lubrificar e dificultar o surgimento de infecções. O corrimento normal possui aspecto leitoso, branco ou transparente e odor fraco.
Quando o corrimento vem junto de ardência, de coceira, de vermelhidão ou de dor na vulva e/ou na vagina é preciso atenção. Estes são sintomas de leucorreia, ou corrimento vaginal não fisiológico, como provenientes da candidíase, gonorreia, clamídia e da tricomoníase, por exemplo. Diante de qualquer sinal enviado pelo seu corpo, não hesite em procurar por ajuda médica. A grande maioria das condições pode ser devidamente tratada e resolvida quando precocemente detectada.

Como se adquire

O corrimento fisiológico, ou normal, é algo bastante comum em todas as mulheres, sendo que se torna mais frequente em certos períodos como na gravidez, perto da ovulação ou no meio do ciclo menstrual, por exemplo. Além disto, o corrimento é estimulado pelo estrogênio, portanto, mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais à base deste hormônio sofrem mais com a condição.
Já o corrimento não fisiológico, é geralmente provocado por bactérias ou por fungos, como nos casos de candidíase, de gonorreia e de clamídia, por exemplo. No caso da tricomoníase é um protozoário que leva à condição. Os microrganismos podem ser transmitidos via relações sexuais, ou ainda, serem próprios do organismo da pessoa, porém, em fase de multiplicação indevida. Atrofia da mucosa da vagina e alergias a substâncias também podem levar ao desenvolvimento de corrimento anormal, assim como espermicidas e corpos estranhos no local.

Corrimento marrom, amarelo e branco: o que pode ser?

O corrimento marrom possui este aspecto devido à presença de sangue coagulado. Geralmente ele é decorrente de restos de menstruação, de traumas, de corpos estranhos, de infecções ou ainda do início de uma gravidez. Outra possível causa do corrimento marrom é atrofia vaginal e gravidez fora do útero, por exemplo.
corrimento marrom, amarelo, branco
Já o corrimento amarelado é normalmente sintoma de alguma infecção. Ele vem acompanhado de mau cheiro, de coceira e de ardência na região da vulva e/ou da vagina. Uma das principais condições que leva a tanto é a tricomoníase, sendo também uma característica da gonorreia e da clamídia.
O corrimento branco pode ser algo normal do corpo feminino, especialmente se ele vier em pequenas quantidades. No entanto, um corrimento branco acinzentado espesso pode ser sintoma de candidíase, principalmente se ele vier acompanhado de coceira e de dor na vagina.

Diagnóstico

Diante destes sinais descritos acima é importante consultar um médico. Até mesmo o corrimento fisiológico é preciso ser avaliado de tempos em tempos, para que se verifique quaisquer possibilidades de transtornos. É fundamental que todas as mulheres consultem um médico periodicamente e realizem exames de rotina, pois, desta forma, o organismo fica monitorado e o corpo protegido de uma série de condições.
Para que o diagnóstico correto seja estabelecido é preciso verificar qual microrganismo vem causando a condição. Amostras do fluído são, portanto, colhidas para uma posterior investigação microscópica e cultural. Além disto, o ginecologista necessita estudar os sintomas, para verificar, por exemplo, se há inflamação ou somente corrimento na região.

Como é feito o tratamento
 
O tratamento irá variar de acordo com a causa do problema. Corrimentos vaginais provocados por fungos deverão ser tratadas com pomadas ou comprimidos antifúngicos, por exemplo. Já corrimentos decorrentes de infecções bacterianas devem ser tratados com antibióticos de uso local ou via oral.
É preciso também que medidas básicas de higiene sejam adotadas, assim como é frequente que o parceiro sexual passe pelo mesmo tratamento. De uma forma geral, as condições são devidamente tratadas rapidamente, no entanto, podem haver recidivas, por isto é preciso cuidado. Corrimentos fisiológicos provocados por pílulas anticoncepcionais também pode ser tratados, por exemplo, com modificações no método anticonceptivo.

Como prevenir

De uma forma geral, é fundamental manter bons hábitos de higiene e fazer uso de preservativo em todas as relações sexuais. Procure não compartilhar toalhas e roupas íntimas com outras pessoas, assim como procure não utilizar roupas íntimas de tecido sintético, dando preferência àquelas feitas com algodão.
Calças muito justas favorecem a proliferação de fungos, principalmente em dias de calor, portanto, evite o uso das mesmas. Muitas vezes o corrimento pode ser algo decorrente de alergias a espermicida, camisinha ou produtos de higiene íntima. Por isso, sempre é importante conversar com um médico para verificar a real causa do problema.