sábado, 12 de dezembro de 2015

Pólipo nasal

O que é Pólipo nasal?

Pólipos nasais são massas polipoides, ou seja, pequenas bolsas de tecido inflamado que crescem na camada interna do nariz (mucosas nasais), ou nos seios paranasais.
Os pólipos nasais são massas indolores e moles, que não costumam causar grandes complicações. Muitas vezes, os pólipos nasais passam despercebidos.

Causas

Ainda não se sabe totalmente os motivos que podem dar origem aos pólipos nasais. Não está claro, por exemplo, por que algumas pessoas desenvolvem inflamação crônica nas mucosas nasais ou por que uma outra inflamação, que já está em curso, é capaz de desencadear a formação de pólipos nasais em algumas pessoas mas em outras não. A inflamação ocorre no revestimento interno do nariz e também nos seios paranasais. Algumas doenças e outros fatores de risco parecem ter papel fundamental para a formação dos pólipos nasais.

Fatores de risco

Os pólipos nasais podem se formar em qualquer idade, mas são mais comuns em mulheres jovens e em adultos de meia idade. Além disso, toda e qualquer condição que desencadeia a inflamação crônica nas passagens nasais, como alergias e infecções, podem aumentar o risco de desenvolvimento de pólipos nasais. Veja algumas:
  • Asma
  • Intolerância à aspirina
  • Sinusite fúngica alérgica
  • Fibrose cística
  • Síndrome de Churg-Strauss, que causa a inflamação de vasos sanguíneos
  • Histórico familiar e variações genéticas associados ao sistema imunológico
  • Rinite alérgica
  • Febre do feno
  • Infecções crônicas nos seios nasais
  • Dificuldade para respirar
  • Sinusite crônica


Sintomas de Pólipo nasal

Os pólipos nasais não provocam dor e são moles, de modo que tampouco causam incômodo. Eles são muito pequenos e, em alguns casos, algumas pessoas nem sequer percebem. A presença de muitos pólipos nas passagens nasais ou pólipos maiores que o normal podem causar o bloqueio das vias de respiração.
Para apresentar sinais e sintomas, os pólipos nasais geralmente vêm acompanhados de um quadro de sinusite crônica. Neste caso, os sinais de que você está com este problema incluem:
  • Coriza
  • Congestão nasal persistente
  • Gotejamento pós-nasal
  • Olfato diminuído ou, em alguns casos, ausente
  • Perda do paladar
  • Dor no rosto
  • Dor de cabeça
  • Dor nos dentes superiores
  • Sensação de pressão sobre a testa e o rosto
  • Ronco
  • Coceira ao redor dos olhos
  • Respiração pela boca
  • Obstrução nasal


Buscando ajuda médica

Marque uma consulta médica se você notar que está tendo dificuldade além do normal para respirar, principalmente se essa dificuldade persistir por muito tempo e vier acompanhada de outros sintomas.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar pólipos nasais são:
  • Clínico geral
  • Otorrinolaringologista
  • Pneumologista
  • Infectologista
  • Alergologista
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando os sintomas começaram?
  • Você notou gotejamento de seu nariz?
  • Você sente dor? Onde?
  • Você tem dificuldade para respirar?
  • Você já foi diagnosticado com alguma condição de saúde? Qual?
  • Você faz uso de algum tipo de medicamento? Qual?
  • Você já tratou alguma infecção nasal?

Diagnóstico de Pólipo nasal

O médico pode fazer o diagnóstico com base nas respostas do paciente às perguntas feitas sobre sintomas e histórico médico e familiar. Além disso, um exame físico geral e um exame minucioso do nariz também podem ajudar o especialista a realizar o diagnóstico.
Outros testes de diagnóstico incluem:
-Endoscopia nasal;Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética;Testes de alergia;Exame de sangue;Teste de fibrose cística.

 

Tratamento de Pólipo nasal

O principal objetivo do tratamento do pólipo nasal é reduzir seu tamanho ou eliminá-lo completamente. Para isso, tanto o médico quanto o paciente podem partir para diferentes abordagens. O uso de medicamentos é, geralmente, a primeira opção. No entanto, a cirurgia às vezes também pode ser necessária, mas pode não resolver completamente o problema, uma vez que os pólipos nasais tendem a reaparecer no futuro.

Medicamentos para Pólipo nasal

Os medicamentos mais usados para o tratamento de pólipo nasal são:
  • Budecort Aqua
  • Busonid
  • Celestone
  • Nasonex
  • Predsim
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.


Complicações possíveis

Se não forem tratados corretamente, os pólipos nasais podem causar algumas complicações de saúde, como o bloqueio do fluxo de ar nas vias aéreas e de drenagem do fluido contido dentro dos pólipos. Entre as principais complicações possíveis estão:
  • Apneia obstrutiva do sono
  • Crises de asma
  • Infecção dos seios paranasais
  • Disseminação da infecção para a órbita ocular, que pode causar inchaço, incapacidade de mover seus olhos, visão reduzida ou, em casos mais graves, até mesmo a cegueira permanente
  • Meningite

Expectativas

Se a abordagem medicamentosa não for suficiente para tratar os pólipos nasais, a cirurgia pode ser a opção mais viável e eficiente. No entanto, ela não oferece uma solução definitiva, pois os pólipos tendem a reaparecer com o tempo.

 

Prevenção

Você pode ajudar a prevenir e reduzir as chances de desenvolver pólipos nasais ou do ressurgimento dos pólipos. Veja algumas dicas:
  • Gerencia seus sintomas de asma
  • Evite irritantes nasais, como alérgenos, fumaça de cigarro, poluição, poeira e substâncias químicas de modo geral
  • Adote boas práticas de higiene e lave as mãos regularmente
  • Umidifique sua casa para evitar o ar seco e ajudar a umedecer suas vias respiratórias. Isso ajuda, também, a desobstruir as passagens aéreas
  • Faça uso de medicamentos de venda livre para aliviar os sintomas de congestão nasal

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Dor no calcanhar

dor no calcanhar é um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a fascite plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar e o esporão do calcâneo.
A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos ela ajuda a manter o arco plantar. Já o esporão do calcâneo pode fazer parte do quadro de fascite plantar mas se caracteriza principalmente por um crescimento ósseo no calcâneo (osteófito), o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e
é causado pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.
corredora com dor no calcanhar eu atleta (Foto: Getty Images)Dor no calcanhar é um dos motivos mais frequentes de atendimentos ortopédicos (Foto: Getty Images)
Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fascite tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão nesse caso, ocorre devido a processos degenerativos.
Sinais e sintomas 

O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior que irradia para a planta do pé, o eposrão a dor é localizada no calcanhar. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos ao levantar-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.
No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir com o passar do dia ou pratica de esporte. Por outro lado, um esporão indolor pode
transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.
Causas e diagnóstico 
- Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, pé cavo);
- Alterações na marcha (pisada errada)
- Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.
A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.
Tratamento
- Inicialmente é sempre conservador:
- Medicação com anti-inflamatórios e analgésicos;
Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;
- Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas para diminuir o impacto sobre a região.
- Perder qualquer peso excessivo;
Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto
- Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:
- Injeções de corticoide na fáscia plantar;
- Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;
- Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletro hidráulico de tratamento que é
menos invasivo.
A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

Comemorações do dia!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Direitos Humanos

Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.
Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.
O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.
Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945 – em meio ao forte lembrete sobre a barbárie da Segunda Guerra Mundial –, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas:
“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…”
Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948

Contexto e definição dos direitos humanos

Os direitos humanos são comumente compreendidos como aqueles direitos inerentes ao ser humano. O conceito de Direitos Humanos reconhece que cada ser humano pode desfrutar de seus direitos humanos sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outro tipo, origem social ou nacional ou condição de nascimento ou riqueza.
Os direitos humanos são garantidos legalmente pela lei de direitos humanos, protegendo indivíduos e grupos contra ações que interferem nas liberdades fundamentais e na dignidade humana.
Estão expressos em tratados, no direito internacional consuetudinário, conjuntos de princípios e outras modalidades do Direito. A legislação de direitos humanos obriga os Estados a agir de uma determinada maneira e proíbe os Estados de se envolverem em atividades específicas. No entanto, a legislação não estabelece os direitos humanos. Os direitos humanos são direitos inerentes a cada pessoa simplesmente por ela ser um humano.
Tratados e outras modalidades do Direito costumam servir para proteger formalmente os direitos de indivíduos ou grupos contra ações ou abandono dos governos, que interferem no desfrute de seus direitos humanos.
Algumas das características mais importantes dos direitos humanos são:
    • Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa;
    • Os direitos humanos são universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas;
    • Os direitos humanos são inalienáveis, e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante de um tribunal e com o devido processo legal;
    • Os direitos humanos são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros;
    • Todos os direitos humanos devem, portanto, ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa.

Normas internacionais de direitos humanos

A expressão formal dos direitos humanos inerentes se dá através das normas internacionais de direitos humanos. Uma série de tratados internacionais dos direitos humanos e outros instrumentos surgiram a partir de 1945, conferindo uma forma legal aos direitos humanos inerentes.
A criação das Nações Unidas viabilizou um fórum ideal para o desenvolvimento e a adoção dos instrumentos internacionais de direitos humanos. Outros instrumentos foram adotados a nível regional, refletindo as preocupações sobre os direitos humanos particulares a cada região.
A maioria dos países também adotou constituições e outras leis que protegem formalmente os direitos humanos básicos. Muitas vezes, a linguagem utilizada pelos Estados vem dos instrumentos internacionais de direitos humanos.
As normas internacionais de direitos humanos consistem, principalmente, de tratados e costumes, bem como declarações, diretrizes e princípios, entre outros.

Tratados

Um tratado é um acordo entre os Estados, que se comprometem com regras específicas. Tratados internacionais têm diferentes designações, como pactos, cartas, protocolos, convenções e acordos. Um tratado é legalmente vinculativo para os Estados que tenham consentido em se comprometer com as disposições do tratado – em outras palavras, que são parte do tratado.
Um Estado pode fazer parte de um tratado através de uma ratificação, adesão ou sucessão.
A ratificação é a expressão formal do consentimento de um Estado em se comprometer com um tratado. Somente um Estado que tenha assinado o tratado anteriormente – durante o período no qual o tratado esteve aberto a assinaturas – pode ratificá-lo.
A ratificação consiste de dois atos processuais: a nível interno, requer a aprovação pelo órgão constitucional apropriado – como o Parlamento, por exemplo. A nível internacional, de acordo com as disposições do tratado em questão, o instrumento de ratificação deve ser formalmente transmitido ao depositário, que pode ser um Estado ou uma organização internacional como a ONU.
A adesão implica o consentimento de um Estado que não tenha assinado anteriormente o instrumento. Estados ratificam tratados antes e depois de este ter entrado em vigor. O mesmo se aplica à adesão.
Um Estado também pode fazer parte de um tratado por sucessão, que acontece em virtude de uma disposição específica do tratado ou de uma declaração. A maior parte dos tratados não são auto-executáveis. Em alguns Estados tratados são superiores à legislação interna, enquanto em outros Estados tratados recebem status constitucional e em outros apenas certas disposições de um tratado são incorporadas à legislação interna.
Um Estado pode, ao ratificar um tratado, formular reservas a ele, indicando que, embora consinta em se comprometer com a maior parte das disposições, não concorda com se comprometer com certas disposições. No entanto, uma reserva não pode derrotar o objeto e o propósito do tratado.
Além disso, mesmo que um Estado não faça parte de um tratado ou não tenha formulado reservas, o Estado pode ainda estar comprometido com as disposições do tratado que se tornaram direito internacional consuetudinário ou constituem normas imperativas do direito internacional, como a proibição da tortura. Todos os tratados das Nações Unidas estão reunidos em treaties.un.org

Costume

O direito internacional consuetudinário – ou simplesmente “costume” – é o termo usado para descrever uma prática geral e consistente seguida por Estados, decorrente de um sentimento de obrigação legal.
Assim, por exemplo, enquanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos não é, em si, um tratado vinculativo, algumas de suas disposições têm o caráter de direito internacional consuetudinário.

Declarações, resoluções etc. adotadas
pelos órgãos das Nações Unidas

Normas gerais do direito internacional – princípios e práticas com os quais a maior parte dos Estados concordaria – constam, muitas vezes, em declarações, proclamações, regras, diretrizes, recomendações e princípios.
Apesar de não ter nenhum feito legal sobre os Estados, elas representam um consenso amplo por parte da comunidade internacional e, portanto, têm uma força moral forte e inegável em termos na prática dos Estados, em relação a sua conduta das relações internacionais.
O valor de tais instrumentos está no reconhecimento e na aceitação por um grande número de Estados e, mesmo sem o efeito vinculativo legal, podem ser vistos como uma declaração de princípios amplamente aceitos pela comunidade internacional.
A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, por exemplo, recebeu o apoio dos Estados Unidos em 2010, o último dos quatro Estados-membros da ONU que se opuseram a ela.
Ao adotar a Declaração, os Estados se comprometeram a reconhecer os direitos dos povos indígenas sob a lei internacional, com o direito de serem respeitados como povos distintos e o direito de determinar seu próprio desenvolvimento de acordo com sua cultura, prioridades e leis consuetudinárias (costumes).

Comemorações do dia!


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Comemorações do dia!


Alcoolismo

Abuso e dependência química do álcool  
O uso de substâncias que modificam o estado psicológico tem ocorrido em todas as culturas conhecidas desde a Antigüidade mais remota. Costumavam ser associadas a rituais tradicionais nas várias culturas. O alcoolismo é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo. Segundo estatísticas americanas, atinge 14% de sua população e no Brasil estima-se que entre 10 a 20% da população sofra deste mal. O álcool é classificado como um depressor do sistema nervoso central.    
EFEITOS FÍSICOS  
Os efeitos físicos ocasionados pelo álcool são muito amplos no ser humano. Diminuição dos reflexos e sedação são comuns. O uso a longo prazo aumenta o risco de doenças como o câncer na língua, boca, esôfago, laringe, fígado e vesícula biliar. Pode ocasionar hepatite, cirrose, gastrite e úlcera. Quando usado em grande quantidade pode ocasionar danos cerebrais irreversíveis. Pode levar à desnutrição. Pode causar problemas cardíacos e de pressão arterial. É uma causa conhecida de malformação congênita quando usado durante a gestação.  
EFEITOS EMOCIONAIS  
Os efeitos emocionais e comportamentais são muito frequentes e variáveis conforme a tolerância do indivíduo e a dose ingerida. Perda da inibição, sendo que pessoa intoxicada com álcool pode fazer coisas que normalmente não faria, como, por exemplo, dirigir um carro em alta velocidade. Alteração do humor, ocasionando raiva, comportamento violento, depressão e até mesmo suicídio. Pode resultar em perda de memória. Prejuízo na vida familiar do alcoolista, ocasionando desentendimento entre o casal, e problemas emocionais a longo prazo nas crianças. Diminuição da produtividade no trabalho.   
COMO A PESSOA DESENVOLVE ALCOOLISMO  
Um indivíduo pode tornar-se alcoolista devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais. Sabe-se que homens e mulheres têm 4 vezes mais probabilidade de ter problemas com álcool se seus pais foram alcoolistas.   
EFEITOS DO ÁLCOOL  
Geralmente está associado a outras condições psiquiátricas como transtornos de personalidade, depressão, transtorno afetivo bipolar (ou psicose maníaco depressiva), transtornos de ansiedade e suicídio.   
INTOXICAÇÃO POR ÁLCOOL  
Os sintomas dependem da concentração de álcool no sangue. No início do quadro a pessoa pode tornar-se séria e retraída, ou falante e alegre. Podem ocorrer crises de riso ou choro. Em geral ocorre sonolência. Gradativamente o indivíduo começa a perder a coordenação motora, apresentando dificuldade para falar e caminhar. Os reflexos tornam-se mais lentos. Intoxicações graves com concentrações maiores de álcool no sangue podem levar ao coma, depressão respiratória e morte.    
INTOXICAÇÃO PATOLÓGICA  
Caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de uma pequena quantidade de álcool. A duração é limitada, sendo comum o black out (amnésia). Pela violência das manifestações pode ser necessário até internar o paciente além de medicá-lo. 
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA AO ÁLCOOL  
Ocorre em pacientes que fazem uso de álcool em grande quantidade e por tempo prolongado, e que param de consumir a bebida. Os primeiros sintomas de abstinência iniciam 12 horas após parar de beber. Os sintomas mais comum são os tremores, acompanhados de irritabilidade, náuseas, vômitos, ansiedade, sudorese, pupilas dilatadas e taquicardia. Pode evoluir para uma condição clínica mais grave chamada Delirium por abstinência de álcool (Delirium Tremens)    
DELIRIUM TREMENS  
É uma emergência médica e, quando não tratado adequadamente, pode levar o paciente a convulsões e morte em até 20% dos casos. Inicia geralmente na semana em que o paciente para de beber. O paciente apresenta taquicardia, sudorese, febre, ansiedade, insônia. Pode apresentar alucinações, como, por exemplo, enxergar insetos ou outros pequenos bichos na parede. O nível de consciência do paciente "flutua" desde um estado de hiperatividade até um de letargia.    
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO  
O diagnóstico é feito através de uma anamnese (entrevista) com o paciente e sua família e exame físico. Os exames de laboratório não servem para diagnosticar alcoolismo, porém podem dar "pistas" se o paciente faz uso crônico de álcool, e conseguem dar uma idéia aproximada do grau de lesão de alguns órgãos ocasionado pelos efeitos tóxicos do álcool, como por exemplo no fígado.   
COMO SE TRATA  
Em primeiro lugar é preciso esclarecer que não existe um tratamento ideal para o alcoolismo. Por isso, os casos devem ser considerados individualmente, e a partir de um bom exame clínico, deve-se indicar o tratamento mais apropriado para cada paciente de acordo com o grau de dependência e do ponto de desenvolvimento da doença em que se encontra a pessoa. É preciso lembrar que as recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas. Na grande maioria dos casos, o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência dela. Nestes casos, pode-se começar o tratamento ajudando o paciente a reconhecer seu problema e a necessidade de tratar-se e de tentar abster-se do álcool. A indicação de internação, pelo menos como fase inicial de desintoxicação, costuma ser a regra.  
Em ambulatório, os tratamentos disponíveis são a psicoterapia cognitivo comportamental e a psicoterapia de orientação analítica, realizadas individualmente ou em grupo.  
Os grupos de auto-ajuda, como os Alcoólicos Anônimos, têm-se mostrado uma das alternativas mais eficazes no tratamento do paciente alcoolista e no acompanhamento de sua família, o que costuma ser indispensável para o bom andamento do tratamento. Algumas medicações podem ser utilizadas para causar uma reação física violenta se a pessoa ingere álcool ou ainda bloquear a vontade e o prazer de beber.  
Fontes de informação sobre álcool, tabaco e outras drogas ou substâncias psicoativas   
           
1.     ABEAD - http://www.abead.com.br/  Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas A ABEAD mantém um boletim de acesso livre com destaques das notícias mais relevantes relativas a drogas de abuso. Apresenta também material de consulta restrita para associados.
2.     CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas www.cebrid.epm.br O site do CEBRID oferece informações em vários níveis de complexidade, incluindo levantamentos epidemiológicos nacionais entre escolares e na população geral.
3.     CREMESP – O conselho Regional de Medicina de São Paulo oferece uma boa introdução ao tema dos problemas decorrentes do uso de álcool, tabaco e outras drogas,  intitulada “USUÁRIOS DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS - Abordagem, diagnóstico e tratamento”. http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Publicacoes&acao=detalhes&cod_publicacao=23
4.     NIAAA - NIAAA National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. www.niaaa.nih.gov/ O NIAAA oferece atualização focada no alcoolismo.
5.     NIDA -  National Institute on Drug Abuse   www.nida.nih.gov/ Este site apresenta informação sobre álcool, tabaco e outras drogas em vários níveis de complexidade e para públicos variados, desde adolescentes escolares até profissionais da saúde em busca de atualização.
6.      SENAD - Secretaria Nacional  www.senad.gov.br  A SENAD mantém disponíveis informações sobre todas as substâncias com potencial de abuso e levantamentos epidemiológicos relativos ao uso de drogas no Brasil. Apresenta, ademais, informações relevantes para organizadores de serviços para atenção a usuários de álcool, tabaco e outras drogas.
7.     VIVAVOZ - VIVA VOZ - 0800 510 0015 www.psicoativas.ufcspa.edu.br/vivavoz  O VIVAVOZ é um serviços modelo para informação sobre drogas de abuso. Oferece também informações via telefone, tanto para quem busca conhecimento quanto assistência clínica.
8.     UNIAD - Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas http://www.uniad.org.br/ A UNIAD mantém um site com farta informação de acesso livre organizada em largo espectro de complexidade. Mantém também esforços em Pesquisa e Assistência.