terça-feira, 5 de abril de 2016

Bebê nasce sem crânio e desafia as probabilidades

microhidranencefalia bebe sem parte do cranio
microhidranencefalia bebe sem parte do cranioJaxon Buell nasceu sem uma grande parte de seu crânio e cérebro. Os médicos disseram aos pais que seu filho não viveria mais do que poucas semanas. Mas, contra todas as probabilidades, a família comemorou em agosto seu primeiro aniversário.
Depois de muitos meses de testes e diagnósticos errados, os médicos finalmente diagnosticaram Jaxon com uma malformação cerebral grave para o qual não há cura conhecida, chamada microhidranencefalia.
A curta vida de Jaxon não foi sem luta. Em um post publicado em setembro no Facebook, o pai do bebê, Brandon Buell, explicou a decisão do casal para continuar com a gravidez mesmo depois de saberem por meio de um ultrassom, na 17ª semana de gestação, que o filho deles tinha algo errado.
Na publicação, ele conta que receberam duas opções: arcar com as consequências de um problema não definido na época ou fazer um aborto. Nenhum médico pode lhes dizer exatamente o que estava errado ou o que esperar. Então, a preocupação do casal foi garantir que Jaxon não estivesse sofrendo ou com dor – ou se a gestação teria mais riscos para Brittany, mãe do bebê.
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Quando eles receberam o “não” para ambas as respostas, o casal imediatamente descartou a possibilidade de fazer um aborto.
Se tivesse havido qualquer sofrimento no útero ou algum perigo envolvido (com exceção de Jaxon possivelmente não ser capaz de viver fora do útero por conta de problemas de má formação), eles teriam tomado uma decisão diferente.
Apesar da microhidranencefalia e da pouca expectativa de vida que os médicos deram ao bebê, Jaxon acaba de completar 1 ano de idade.

Dificuldades da microhidranencefalia

Jaxon não pode comer por conta própria e sua alimentação se baseia em um tubo de nutrição. Contudo, segundo seu pai, esta é uma das únicas diferenças entre ele e as demais crianças. De muitas maneiras, é um bebê normal: chora, vai ao banheiro, quer que sua fralda suja seja trocada e, cá entre nós, tem um rostinho lindo.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Esmaltes em gel estragam a unha e aumentam risco de câncer de pele?

Se você é adepta a procedimentos de beleza e faz as unhas regularmente, já deve ter ouvido falar de uma tecnologia nova, os esmaltes em gel, que duram por semanas nas unhas, sem perder o brilho.
Eles são muito práticos, secam na hora e são resistentes. Quem não amaria? O único problema é que dermatologistas alertaram recentemente que eles podem causar danos permanentes nas unhas e aumentar o risco de câncer de pele.
O produto A nova técnica supostamente faz com que o esmalte não enrugue, não lasque ou resseque. Os esmaltes proporcionam durabilidade de 15 a 20 dias sem perda do brilho e acabamento.                    O produto já é famoso e virou moda nos EUA, mas ainda é novidade no Brasil. Existem poucos lugares por aqui que oferecem o serviço, mas alguns salões em São Paulo, por exemplo, já possuem os esmaltes (em cores limitadas), bem como a câmera UV necessária para aplicá-los.

O procedimento de manicure é feito em partes e utiliza três camadas de um tipo especial de esmalte, de marcas como Shellac ou OPI. Cada camada é fixada na unha usando luz UV, o que os especialistas dizem que poderia ter efeitos secundários perigosos.
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O esmalte em gel é fotopolimerizado e só seca em contato com a luz UV ou LED – sem isso, ele fica molhado por horas. Portanto, para usá-lo, é preciso ter um equipamento específico de secagem. A cabine de LED leva 60 segundos para secar as unhas, enquanto a UV leva três minutos.
Para retirar o esmalte, deve-se lixar a superfície da unha com uma lixa abrasiva para deixá-la porosa. Em seguida, é preciso deixar as unhas de molho em um produto para remoção de esmaltes. O específico para os esmaltes em gel leva de 15 a 20 minutos, e acetona cerca de 30 a 40 minutos. Depois desse tempo, você pode remover o esmalte em gel com a ajuda de uma espátula.
No MG Hair, um salão de São Paulo frequentado por atrizes e modelos que possui o serviço, a manicure em gel custa R$ 90, com produtos das marcas Fing’rs e Star Nail.
Já a cabine UV com quatro lâmpadas, timer automático e ventilador interno para secar o esmalte custa R$ 490, enquanto que a de LED custa R$ 280. Elas podem ser encontradas em grandes perfumarias. Vale lembrar que a indicação das marcas de esmalte é que a aplicação do produto seja feita por um profissional, pois requer cuidados.

Câncer de pele e UV

Segundo o Dr. Chris Adigun, da Escola de Medicina da Universidade de Nova York (EUA), as lâmpadas UV danificam as células da pele da mesma maneira que câmeras de bronzeamento fazem.
“As mulheres que usam frequentemente esse produto devem considerar o risco de câncer de pele”, disse o Dr. Adigun. Ele ainda aconselha as mulheres a passar protetor solar em suas mãos antes de fazer as unhas com essa técnica.
Há a preocupação adicional de que as máquinas não são reguladas, ou seja, os consumidores não sabem quanta exposição aos raios estão recebendo.
Um estudo de 2009 publicado no JAMA Dermatology revelou o caso de duas mulheres de meia idade que desenvolveram tumores em suas mãos após a exposição a luzes UV para fazer a unha, por exemplo. Nenhuma delas tinha histórico familiar de câncer de pele e só tiveram exposição moderada à luz solar, já que trabalhavam em ambientes fechados.
De acordo com o Dr. Adigun, os perigos do produto são significativos e as mulheres só deveriam utilizá-lo em ocasiões especiais para “diminuir as consequências do trauma químico”.

Envelhecimento e problemas adicionais

Outro indesejável efeito colateral da exposição à luz UV é o envelhecimento da pele – ou seja, você pode acabar com unhas de aparência perfeita, mas mãos enrugadas.
Além disso, manicures de longa duração podem esconder quaisquer problemas nas unhas, como uma infecção ou tumor, e isso pode atrasar o diagnóstico.
“Qualquer manicure que dura um longo período de tempo não é uma boa ideia, porque você não está vendo o que está acontecendo debaixo da unha”, disse o Dr. Adigun.
Por fim, usuárias frequentes de esmaltes em gel há muito se queixam de que suas unhas começam a descascar e quebrar. O Dr. Adigun confirmou o processo de fato causa afinamento e fragilidade das unhas.
Ele se referiu a um estudo que descobriu que as unhas ficam mais finas após apenas um tratamento com a técnica. Mas acrescentou que não estava claro se a fragilidade tinha sido causada por produtos químicos no esmalte ou na acetona utilizada para removê-lo. Acetona, que quebra as ligações químicas do esmalte, é muito seca e pode irritar a pele ao redor.
Segundo Adigun, pode levar até seis semanas para as unhas se recuperarem de uma manicure em gel.
Um porta-voz da Creative Nail Designs, empresa por trás de Shellac, uma das marcas de esmalte em gel, disse que a exposição à luz UV de uma lâmpada de manicure em gel não é mais perigosa do que se sentar sob uma faixa de luz.
O Dr. David Valia, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia, disse que a quantidade de energia de uma lâmpada UV durante um serviço de manicure seria aproximadamente equivalente à quantidade de exposição aos raios UV experimentada durante um dia típico de exposição em iluminação fluorescente interior.

domingo, 3 de abril de 2016

5 coisas que suas unhas te avisam sobre sua saúde

Unhas crescem a partir de uma raiz em sua cutícula. Quando esta raiz produz novas células, empurra as mortas para cima, formando as unhas.
Se você ver qualquer coisa anormal nas suas, como alteração de cor, por exemplo, isso pode significar que algo de errado está acontecendo em seu corpo.
Mas sem desespero. Afinal, como uma série de outros sintomas, alterações nas unhas podem ser devidas a muitos fatores. Não assuma o pior de cara. Se você está preocupado com algo, procure um médico.

Unhas com Linhas de Beau

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Linhas de Beau são sulcos horizontais em suas unhas, que parecem ondas. Elas se formam quando seu corpo para de produzir novas células por um tempo. Quando volta a produzi-las, a raiz volta a empurrar as unhas normalmente, mas deixa uma reentrância que marca o local onde “empacou” temporariamente.
Mas por que o corpo parou de produzir novas células na raiz da cutícula, em primeiro lugar? Provavelmente, porque não estava recebendo nutrientes suficientes de sua corrente sanguínea, o que pode indicar uma infecção ou doença. Nesses casos, o corpo muda seu fluxo de nutrientes, tirando-o de atividades de baixa prioridade (como o crescimento de unhas) para aumentá-lo em atividades de alta prioridade como… não morrer.

Psoríase de unha

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A psoríase pode se manifestar em várias partes do corpo. No caso da ungueal, surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas nas unhas. Essa inflamação na raiz da cutícula faz com que novas células cresçam de forma irregular.
Além da psoríase, tais depressões e manchas podem ser um sinal de outras doenças de pele, como eczema.

Unha azul

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Quando está frio, já reparou que sua unha fica azul? Isso é porque não tem oxigênio suficiente chegando a suas extremidades. Mas outras condições também podem deixar sua unha dessa cor. Doenças respiratórias, como asma, por exemplo, também reduzem o fluxo de oxigênio no corpo.
Unha azul ainda pode sugerir doença de Raynaud, uma condição que afeta o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo humano quando submetidas a uma mudança de temperatura ou estresse.

Onicomicose

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As micoses das unhas ou onicomicose são causadas por infecção de fungos. Elas se desenvolvem principalmente em ambientes úmidos e quentes. Normalmente, tornam as unhas amareladas. Podem fazê-las cheirar mal também.
Unhas amareladas nem sempre significam micose, no entanto. A síndrome da unha amarela, por exemplo, é quando a raiz da cutícula produz novas células, mas muito devagar, então elas se empilham e ficam amareladas. Como no caso das linhas de Beau, essa disfunção na produção de células pode indicar algo de errado no corpo, como uma doença respiratória crônica ou problemas no sistema linfático (incluindo AIDS ou câncer).

Riscos marrons ou pretos

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Riscos escuros na unha podem indicar problemas sérios, como melanoma subungueal, uma forma de câncer rara. Mas também pode não significar nada. Por exemplo, um estudo descobriu que 77% das pessoas com pele mais escura e mais de 20 anos têm um risco escuro na unha, o que sugere que isso é comum e nem sempre perigoso.
Por isso, vamos repetir: se você está preocupado com alguma coisa estranha que viu em suas unhas, não busque conselhos somente na internet. Nós não somos médicos. Para tirar dúvidas sérias, é melhor que você procure um.

sábado, 2 de abril de 2016

12 sinais de que você está prestes a ter um ataque cardíaco

Ao contrário do que normalmente é mostrado em filmes e seriados, um ataque cardíaco nem sempre é rápido e intenso: na verdade, a maioria começa devagar, e os sinais podem aparecer horas ou até mesmo dias antes do ataque propriamente dito.
Se você tem algum fator de risco para doenças cardíacas (colesterol ou pressão altos, obesidade, diabetes, uso de tabaco ou histórico familiar) é bom conhecer os possíveis indícios.
“As pessoas normalmente não querem admitir que estão velhas ou doentes o bastante para terem um problema no coração”, lamenta o cardiologista David Frid.
Dieta balanceada, rotina de exercícios, acompanhamento regular com um especialista e conhecimento de indícios são excelentes ferramentas para evitar (ou sobreviver a) um ataque cardíaco.
Nota: “cautela” não deve ser confundida com “paranoia”; é importante entender que esses sintomas podem surgir por conta de outras situações.

Sinais de ataque cardíaco

1. Ansiedade

Um ataque cardíaco pode fazer com que a pessoa se sinta extremamente ansiosa.

2. Desconforto no tórax

Nem todo ataque cardíaco causa dor no tórax (e, claro, nem toda dor no tórax é causada por um problema no coração), mas esse é um sintoma possível. Além disso, a sensação pode não ser necessariamente de dor, mas também de pressão ou de “queimação” – mais comum em mulheres do que em homens.

3. Tosse

O ataque cardíaco pode levar a um acúmulo de líquido no pulmão e, por consequência, causar tosse ou ruído.

4. Vertigem

Se o coração não bombear sangue suficiente para o organismo (um possível sintoma tanto de ataque cardíaco como de arritmia), a pessoa pode sentir vertigem e até mesmo perder a consciência.

5. Fadiga

Esse sintoma é mais comum entre mulheres e pode ocorrer tanto na hora do ataque como dias ou semanas antes.
É normal se sentir cansado depois de fazer esforço físico, claro, mas no caso de um ataque cardíaco o cansaço é intenso, repentino e não tem motivo aparente.

6. Náusea ou falta de apetite

Um dos sintomas de ataque cardíaco é o inchaço abdominal, que pode fazer com que a pessoa se sinta enjoada ou sem fome.

7. Dor em outras partes do corpo

Além do tórax, outras regiões podem apresentar dor por conta de um ataque cardíaco: ombros, braços, mandíbula, pescoço e abdômen. Entre homens, é comum que a dor seja no braço esquerdo; entre mulheres, é comum que seja nos dois braços.

8. Pulsação rápida ou irregular

De vez em quando, é normal sentir o coração acelerar. Contudo, se a aceleração for acompanhada por fraqueza, tontura ou respiração curta, pode ser indício de um problema cardíaco (ataque, arritmia).

9. Respiração curta

Comum entre pessoas com problemas pulmonares, como asma, pode ser um sintoma de um ataque do coração.

10. Suadouro

Começar a suar sem motivo é um possível indício de ataque cardíaco.

11. Inchaço

Problemas no coração podem causar retenção de líquido no organismo e, portanto, inchaço em algumas regiões do corpo (normalmente nos pés, nos tornozelos, nas pernas ou no abdômen).

12. Fraqueza

Durante o ataque (ou mesmo dias antes), a pessoa pode sentir uma fraqueza intensa, repentina e sem motivo aparente. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Como se defender de um cão feroz?

O ideal, claro, é evitar o confronto corpo a corpo. "Se encontrar um cachorro bravo, jamais olhe-o nos olhos, porque ele interpretará isso como um desafio", afirma o médico-veterinário Mauro Lantzman, professor de Psicobiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, são notificados, no Estado, cerca de 130 mil acidentes com animais por ano - e os cães são, disparado, os principais agressores, responsáveis por 85% dos ataques. Além dos ferimentos provocados pelas mordidas - que podem ser fatais -, existe o risco de transmissão da raiva, doença que, se não for tratada a tempo, também pode levar à morte. Algumas cidades brasileiras já seguiram o exemplo de países como a Inglaterra, criando leis que obrigam raças mais perigosas a usar focinheira em lugares públicos. Em Curitiba, a medida vale para pastor alemão, fila, rotweiller, doberman, mastim napolitano, american staffordshire, pitbull e bull terrier - e qualquer outro cão com mais de 20 quilos. Em Belo Horizonte, a obrigatoriedade é só para o pitbull. Mas o que pode provocar um ataque desses? "Existem vários motivos: instinto de liderança, treinamento, medo, predação, sofrimento, brincadeira, defesa da prole ou mesmo de objetos", diz Mauro. Crianças, e profissionais como carteiros, lixeiros, leituristas de consumo elétrico, água e gás, costumam ser as vítimas preferenciais. Mas o próprio dono ou qualquer pedestre que estiver passando por perto também podem ser atacados.
Como reconhecer um cão suspeito
1) O animal mostra os dentes e pode rosnar ou latir nervosamente
2) Os pêlos da nuca e do dorso ficam eriçados
3) As orelhas ficam erguidas ou voltadas para a frente
4) A postura é rígida, os membros se mantêm afastados e o dorso permanece encurvado
Para tentar evitar o ataque
1) Ao perceber que o cachorro está lhe observando, pare e abaixe a cabeça. Não olhe diretamente nos olhos do animal, pois essa atitude é como um desafio
2) Não faça movimentos bruscos. Ande devagar para trás, sem dar as costas para o cão
3) Quando estiver a pelo menos 2 metros de distância, tente subir numa árvore, num carro ou no muro de uma casa
Se o ataque for inevitável
Fique em posição fetal, usando mãos e braços para proteger a cabeça e o pescoço. O cão pode considerar isso um sinal de submissão e reduzir a intensidade das mordidas. Permaneça imóvel até chegar ajuda
Como agir após a mordida
1) Cuide imediatamente do ferimento, lavando-o com água e sabão e aplicando anti-sépticos
2) Procure um serviço médico para avaliação dos ferimentos
3) Tente descobrir se o cachorro tem dono e qual é o seu endereço
4) Mantenha o animal controlado para observação clínica por dez dias, a contar da data do acidente
Os mais perigososSeis raças a serem evitadas de longe
Fila brasileiro
É uma mistura dos pastores das raças mastiff, bulldog e bloodhound, trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses. Tem uma aversão natural a pessoas estranhas.
Rotweiller
São considerados cães de um dono só e raramente mostram simpatia para com estranhos. Já eram usados pelas legiões romanas para vigiar rebanhos e puxar carroças.
Pastor alemão
Ágil e muito inteligente, é considerado o cão mais popular do mundo. Na Primeira Guerra Mundial, era usado pelos alemães para descobrir esconderijos inimigos.
Doberman
Criados especialmente para proteger o dono e atacar estranhos, podem ser muito agressivos. É perigoso tanto pela rapidez com que ataca quanto pela força da mordida.
Pitbull
Seu espírito briguento e sua tremenda força física o tornam um dos mais amedrontadores. Não é para menos: sua origem são os antigos cães de guerra e de briga da era romana.
Bull terrier
Cruzamento das raças bulldog, old english terrier e spanish pointer, criado para participar de rinhas de luta. Pode ficar horas com o oponente preso em suas mandíbulas.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Revelada fórmula usada por Isaac Newton para tentar atingir a vida eterna

O físico e matemático britânico Isaac Newton (1643-1727) entrou para a história como "pai da gravidade" por lançar as bases da lei da gravitação universal, inspirado pelo dia em que uma maçã caiu sobre sua cabeça em 1666.
Descobriu-se séculos mais tarde, contudo, seus "estudos ocultos", que mostravam seu interesse por ciências além da física, como cronologia, alquimia, cabala e interpretação de textos bíblicos.
Agora, um novo manuscrito veio a público. E envolve uma fórmula para a imortalidade, escrita à mão por Newton, em que descreve passos do preparo de uma substância "mágica" que converteria metais em ouro e nos faria jovens para sempre.Tratava-se, na verdade, dos primeiros passos para a criar a chamada pedra filosofal.
Elixir da vida
A pedra filosofal é uma lendária substância da alquimia (química da Idade Média, que buscava o remédio contra todos os males físicos e morais) que conteria os segredos do rejuvenescimento, o elixir da vida e a imortalidade.
Diz a lenda que essa substância poderia ainda transformar metais em ouro ou prata. A Bíblia e textos budistas e hinduístas mencionam a pedra filosofal, e alquimistas da Idade Média já a buscavam. E Newton fez suas próprias tentativas no século 17.
Pelo menos é o que revela o manuscrito recém-publicado, que tinha ficado por décadas em uma coleção particular. A Fundação do Patrimônio Químico (CHF, na sigla em inglês), dos EUA, comprou o material em um leilão e fez a divulgação.
Texto em latim e inglês explica como criar uma substância chave para a lendária pedra filosofal
Chemical Heritage Foundation
Texto em latim e inglês explica como criar uma substância chave para a lendária pedra filosofal
No documento, escrito em latim e inglês, o gênio britânico explica a receita do "mercúrio sófico" (ou mercúrio dos filósofos), substância chave no processo alquímico para produzir a famosa pedra filosofal. Instruções que Newton aparentemente copiou de outro alquimista, o americano George Starkey, após fazer anotações, corrigir e reescrever o texto original.
Juventude eterna
"Esse manuscrito é importante porque ajuda a entender as leituras alquímicas de Newton, principalmente aquelas de seu autor favorito", disse James Voelkel, da Biblioteca de História Química Othmer, nos EUA.
De acordo com Voelkel, o documento também traz provas de outra metodologia de laboratório de Newton. O físico escreveu mais de um milhão de palavras sobre alquimia em sua vida. E embora essa prática pré-científica não tenha o prestígio internacional da física, é inquestionável que ambas tiveram um papel relevante na vida de Newton.
No fim das contas, a alquimia contribuiu para o desenvolvimento da ciência moderna. E talvez agora a pedra filosofal não interesse tanto, mas continuamos procurando o segredo da juventude eterna. E Newton, a sua maneira, conseguiu ser imortal.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Brasileiro confunde esclerose múltipla com demência

Embora existam registros da Esclerose Múltipla desde o século 20, uma pesquisa feita pelo Ibope, divulgada nesta terça-feira (24), revela que 70% população brasileira pouco entende sobre o problema e, sem conhecimento, o define como demência.
Segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia, no mundo, há mais de dois milhões de portadores da doença. No Brasil, estima-se 30 mil pacientes. A Esclerose Múltipla afeta mais as mulheres, numa proporção de três para um, conforme antecipou a reportagem do Delas . A pesquisa dá corpo e números aos dados que já eram de conhecimentos dos principais neurologistas do País.
“É uma doença mais frequente do que se imagina e mais comum em um público jovem, no auge da produtividade. Embora o Brasil não lidere o grupo de países de maior incidência, não podemos permitir que a população simplesmente desconheça o problema”, endossa o especialista.
O Ibope entrevistou 1.026 pessoas, entre homens e mulheres, acima de 16 anos, de todas as classes sociais, nas cinco regiões do País. O nordeste revela o nível de conhecimento mais baixo sobre a doença. Segundo os dados, 53% dos entrevistados afirmou que nunca ouviu falar sobre a EM. No sul, porém, o cenário é menos alarmante. Mais de 70% dos participantes apontaram ter algum conhecimento sobre o assunto.
Esclerose, no dicionário – e na medicina –  significa o endurecimento do tecido de um órgão. No caso da esclerose múltipla esse processo acontece no sistema nervoso central, especificamente nas ligações entre os neurônios, dentro do cérebro. Essas ligações são encapadas por uma bainha de mielina, proteína que o organismo produz e detona a cada segundo. Na doença, a mielina é destruída a uma velocidade muito maior do que o organismo consegue produzí-la. Esse processo pode comprometer a visão e locomoção.
Informação e acesso
O objetivo desse senso, segundo Rodrigo Barbosa Thomaz, neurologista da Santa Casa de São Paulo e colaborador do projeto, é aproximar a população da doença por meio da informação. O diagnóstico precoce, segundo o médico, eleva as chances de tratamento. “Quanto mais precoce, maiores as possibilidades de proteção, tratamento e cuidados."
Reconhecer os sintomas, porém, não é tão simples. A doença acontece no cérebro, mas reage em diversas partes do corpo. Alteração visual, desequilíbrio e perda de sensibilidade são alguns dos efeitos.
“A medicina evoluiu bastante. Tanto o tratamento quanto o a confirmação da doença, hoje, são mais rápidos e eficazes. Mas é preciso que médicos e pacientes reconheçam os sintomas, e questionem sempre, a possibilidade da doença existir."