quarta-feira, 20 de julho de 2016

O que é artrite reumatoide soronegativa?

Diagnosticar a artrite reumatoide envolve uma série de exames laboratoriais e uma avaliação física dos sintomas. Os testes para o fator reumatoide são um caminho comum para ajudar a diagnosticar a doença, no entanto, alguns pacientes podem apresentar um resultado negativo embora apresentem os sintomas. De acordo com o site da Arthritis Foundation, os pacientes que não têm o fator reumatoide no sangue podem ser diagnosticados com o tipo soronegativo da doença. É possível fazer um diagnóstico da doença com base nos exames laboratoriais, raios-x, teste de velocidade de hemossedimentação, hemograma, anticorpos antinucleares e proteína C-reativa apesar de um resultado de fator reumatoide negativo.

Identificação

A realização de uma bateria de testes é comum para poder chegar a um diagnóstico de artrite reumatoide. Os pacientes com o tipo soronegativo da doença apresentam um resultado negativo para o teste de fator reumatoide. De acordo com a Arthritis Foundation, 70 a 80% dos pacientes com um resultado positivo para o fator reumatoide desenvolverão a doença. Uma pessoa com esse anticorpo no sangue e um diagnóstico de artrite reumatoide é denominada seropositiva para a doença, mas quando não há a presença do anticorpo, mas existe o diagnóstico de artrite, ela é denominada soronegativa.

Efeitos

Articulações inchadas e sensíveis, sintomas gripais, dor muscular, rigidez na parte da manhã e uma amplitude de movimentos limitados são efeitos colaterais comuns da artrite reumatoide soronegativa. Sentir-se fraco, cansado e uma rigidez generalizada no corpo é comum. Depois de um tempo de descanso, ou pela manhã após uma noite inteira de sono, a artrite reumatoide soronegativa tende a ficar aguda, causando dor e limitação de articulações como os os pulsos, costas e tornozelos. O aparecimentos de nódulos reumatoides é comum em um quinto dos pacientes e, sob a pele, pequenos pedaços de tecido podem se formar.

Desafios

A artrite reumatoide soronegativa pode ser difícil de ser controlada. Os exames para o fator reumatoide no sangue permitem ao médico saber até que ponto a doença progrediu e qual seu nível de gravidade. Um valor mais elevado indica uma condição mais grave. Pacientes soronegativos são incapazes de acompanhar o progresso de sua condição com o exame, pois o anticorpo está ausente no sangue.

Importância

É obrigatório para os pacientes soronegativos observar e documentar os períodos de surtos. Manter um calendário desses eventos fornecerá ao médico informações sobre a condição que pode passar por períodos de remissão. Calcular a gravidade e a frequência das crises ajudará o médico a determinar se a doença está se agravando, já que o anticorpo não pode ser detectado com sucesso no exame.

Tratamento

Conforme a Arthritis Foundation, o tratamento da artrite reumatoide soronegativa visa aliviar a dor, reduzir a inflamação e abrandar o dano nas articulações. Os medicamentos comuns incluem anti-inflamatórios, analgésicos, drogas antirreumáticas modificadoras da doença e modificadores da resposta biológica. As complicações decorrentes dos casos graves de artrite reumatoide soronegativa podem levar a vários tipos de cirurgias.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Soluções caseiras para clarear os dentes

Um sorriso bonito, de dentes claros e brilhantes, pode mudar de maneira significativa a sua aparência. A maioria dos dentistas oferece tratamentos profissionais para isto e há também a possibilidade de se comprar em farmácias e supermercados vários kits, polimentos e pastas de dentes que prometem resultados semelhantes. Mas se você quiser uma alternativa mais barata e mais natural, saiba que existem boas opções que podem ajudá-lo a conquistar o sorriso dos seus sonhos.

Soluções caseiras para clarear os dentes

O bicarbonato de sódio é uma das mais populares soluções caseiras para o clareamento de dentes. Misture um pouco do produto à sua pasta de dente e escove-os, então, de maneira delicada. Você pode também usar o bicarbonato de sódio com água morna várias vezes ao dia entre uma escovada e outra para uma dose extra de clareamento. Misture o produto com água oxigenada para fazer uma pasta que vença as manchas mais teimosas. Use esta solução várias vezes ao dia. Você deverá ver rapidamente os primeiros resultados ou, nos casos mais graves, pode ser preciso aguardar várias semanas até que acabe com as manchas mais antigas, como explica o site "Natural-HomeRemedies.com".
Também é possível fazer gargarejos de água morna com sal grosso todo dia à noite antes de escovar os dentes. Use 1 xícara de água com meia colher de sopa de sal e escove bem os dentes após o gargarejo.
Coloque várias gotas pequenas de suco de limão na sua escova de dente acima da sua pasta de sempre. E não se esqueça de enxaguar bem a boca para remover qualquer resíduo do limão e prevenir assim problemas que o ácido pode causar ao esmalte dos dentes. Misture partes iguais de limão e sal comum sobre as manchas amareladas. Deixe tudo ali por vários minutos e depois lave e escove bem os dentes. Experimente escovar com vinagre de maçã para dar cabo dos pontos de descoloração antes de escovar usando sua pasta de dente normal. Também é possível esfregar a parte interna de uma casca de laranja sobre as manchas antes da escovação.
Faça suas próprias tiras branqueadoras colocando pasta de dente misturada com bicarbonato de sódio em cima de uma faixa de papel alumínio. Molde o alumínio ao redor dos seus dentes e deixe-o agir por uma hora. Evite comer, beber ou fumar enquanto estiver usando esta receita. Enxágue e escove os dentes após remover tudo. Repita este processo duas vezes por semana até conseguir o efeito desejado.
Certos alimentos aumentam a produção de saliva, o que pode ajudar a acabar com manchas, especialmente quando isto é combinado com outros métodos de clareamento, como explica o site WebMD. Tente comer aipo, cenoura, peras e maçãs para aumentar o fluxo de saliva. Mastigar goma de mascar sem açúcar também ajuda neste sentido.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Como remover manchas marrons e amarelas dos dentes das crianças

As manchas nos dentes são embaraçosas para as crianças e podem causar complexos. Uma mancha dental é uma descoloração amarela ou marrom nos dentes. Ela pode ser extrínseca, o que significa externa; ou intrínseca, ou seja, interna. A coloração extrínseca é causada por corantes de bebidas, medicamentos e doces. A coloração intrínseca é a descoloração que é categorizada por qualquer descoloração superficial ou profunda do esmalte. A coloração intrínseca é mais profunda no interior do dente. Geralmente esse tipo de mancha ocorre como resultado de má higiene dentária. Existem tratamentos para ambos os tipos de coloração.

Instruções

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    Peça um kit de clareamento ao dentista. Ele vai prescrever uma solução de gel de peróxido de carbamida de 10% e fazer uma moldeira de dente personalizada para a aplicação. O peróxido de hidrogênio decompõe as moléculas que compõem a mancha. Isso torna a cor mais clara, mas pode não eliminar completamente a mancha, dependendo da gravidade.
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    Esprema o gel na moldeira fazendo uma linha de um lado para o outro. A moldeira personalizada vai espalhar uma camada fina de gel nos dentes. Não encha a moldeira. A solução de branqueamento não vai funcionar mais rápido, e isso pode causar danos na gengiva.
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    Coloque a moldeira na boca da criança e fixe-a no lugar. Faça isso duas vezes ao dia.
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    Deixe a moldeira no lugar por um período de 30 minutos a duas horas, dependendo da gravidade da mancha.
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    Remova a moldeira após o tempo limite. Lave-a com água morna.
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    Aplique uma linha de solução de fluoreto de sódio neutro de 2% de uma extremidade bucal à outra. Essa solução é utilizada para tratar a resistividade que ocorre durante o clareamento dos dentes. Deixe a solução agir por 15 a 30 minutos.
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    Retorne ao dentista para um check-up após o tratamento estar completo. O clareamento vai durar até 12 meses e deve ser repetido conforme necessário.

domingo, 17 de julho de 2016

O que causa manchas pretas nos dentes das crianças

Comida e bebida

Muitos tipos de comida e bebida podem manchar os dentes das crianças. Depois da higiene dental precária, uma das razões mais comuns dos dentes com manchas pretas são as cáries, também conhecidas como síndrome da mamadeira ou "podridão da mamadeira". Apodrece por causa do açúcar proveniente do suco ou do leite, quando o bebê adormece com a mamadeira, podendo o dente ficar preto. Crianças mais velhas podem desenvolver descoloração nos dentes por conta de comidas e bebidas como frutas vermelhas, cerejas, batata, molho de soja, chá, café e refrigerantes como os de cola, além de vitaminas suplementares que contenham altas taxas de ferro. Comidas com altas taxas de frutose, como xarope de milho por exemplo, quando usadas por um determinado período de tempo, podem descolorir e apodrecer os dentes. Crianças mais novas com síndrome da mamadeira devem visitar o dentista imediatamente.

Doenças e medicações

Algumas doenças afetam o esmalte, que é a camada dura que cobre o dente. Outras afetam a dentina, que é o material abaixo do esmalte. Disfunção salivar por exemplo, ocorre por causa da perturbação que a saliva proporciona ao tentar remover comida e outros materiais do dente e pode ser a causa das manchas pretas. Anemia falciforme, leucemia, câncer, diabetes, sarampo, catapora e escarlatina podem causar a descoloração do esmalte do dente. Infecções em gestantes podem afetar o desenvolvimento do esmalte dos dentes dos bebês, deixando-os pretos depois de nascidos. Existem várias doenças hereditárias que podem causar manchas pretas nos dentes das crianças. Remédios também podem deixar os dentes mais escuros. Antibióticos como tetraciclina e anti-histamínicos tais como Benadryl podem manchar e escurecer o dente em desenvolvimento de uma criança. Mulheres que tomarem tetraciclina durante a gravidez poderão ter seus bebês com dentes escuros no futuro.

Fluoreto e minerais

O fluoreto protege o dente mas, em excesso na água ou no creme dental, pode causar o escurecimento dos dentes das crianças. Muitas delas engolem creme dental e isso faz com que seus dentes se tornem pretos, por isso aquelas com menos de três anos devem usar creme dental sem fluoreto para evitar esse processo. Minerais da água de poço também podem escurecer o dente em desenvolvimento, especialmente quando a criança possui uma doença que impede a formação do protetor de esmalte do dente. Comprar água tratada e usá-la nas mamadeiras, no preparo da comida, bebida e durante a escovação de dentes das crianças, pode prevenir manchas nos dentes causada pela água de poço. Uma higiene dental apropriada deve ser introduzida e praticada assim que o primeiro dente nascer. Estes devem ser escovados em toda a superfície usando movimentos circulares de dois a quatro minutos, e o uso de fio dental também é muito importante.

sábado, 16 de julho de 2016

O que causa a sensação de queimação na ponta dos dedos

A neuropatia da sensação de queimação nas pontas dos dedos pode surgir de um número variado de origens. Possíveis causas incluem, mas não estão limitadas, às seguintes patologias: estrangulamento do nervo, esclerose múltipla, derrames, enxaquecas, estenose espinal, diabetes, síndrome de Reynaud, artrite e disfunção no nervo ulnar. Essa sensação desagradável varia em severidade de irritante até extremamente dolorida e, embora alguns indivíduos apenas tenham episódios intermitentes, outros são afetados com sintomas constantes. A queimação persistente nas pontas dos dedos pode ser um efeito adverso na qualidade de vida da pessoa e substancialmente restringir atividades normais. Como essa condição pode ser causada por um número de neuropatias, é necessário que os indivíduos sofrendo com queimação em seus dedos procurem por conselho médico. Um neurologista pode diagnosticar a causa subjacente da queimação de suas digitais e prescrever um curso de tratamento apropriado.

Síndrome do túnel carpal: Uma causa comum para a queimação nas pontas dos dedos

Uma das causas mais comuns dessa condição é a síndrome do túnel carpal, ou CTS. Essa síndrome é causada quando o nervo médio, que supre as mãos, é comprimido. A condição é normalmente causada por movimentos repetitivos do pulso e é frequentemente observada em digitadores, caixas e praticantes de esportes que envolve o uso repetitivo da mão ou pulso, como jogadores de tênis. Uma das coisas que um médico procurará ao tentar diagnosticar a CTS é a falta de dormência no dedinho da mão. Isso acontece porque o nervo médio não supre esse dedo. Um estudo de condução de nervo pode ser realizado. Isso mostrará se os impulsos viajando pelo médio estão se movendo devagar demais — uma indicação segura de CTS. Um terceiro exame, um eletromiograma, é normalmente conduzido para excluir outras causas. Esse procedimento verifica se o músculo está recebendo o suprimento sanguíneo adequado — um sintoma de várias outras condições, mas não da síndrome do túnel carpal. A maneira mais simples para seu médico diagnosticar a CTS é aplicando pressão aos pulsos. Esse procedimento produzirá sintomas imediatos na maioria dos indivíduos com o problema. Os tratamentos de CTS dependem da severidade da condição. Casos severos podem precisar de cirurgia para aliviar a pressão no nervo médio, o que elimina os sintomas, na maioria dos casos. Casos mais suaves são frequentemente tratados com talas nos pulsos, que aliviam os sintomas limitando a mobilidade do pulso. Outra opção, mas que não é sempre viável, é eliminar a atividade que está causando o problema. A maioria das pessoas não quer ou não pode perder seu emprego para se livrar da CTS e muitos outros apresentam uma falta de entusiasmo semelhante quando se sugere que desistam de seu esporte favorito.

A síndrome de Raynaud pode ser a causa de suas pontas do dedos estarem ardendo

Outra causa principal da queimação nas pontas dos dedos é a síndrome de Reynaud. Essa condição acontece quando os vasos sanguíneos que suprem as mãos e/ou pés se estreitam. Em pessoas com esse problema, episódios de queimação nas pontas dos dedos são exacerbados pelo frio. Os dedos se tornam extremamente pálidos antes de desenvolver uma cor azul. Existem dois tipos de síndrome de Reynaud: o primário e o secundário. O Reynaud primário não é associado a nenhuma outra doença, enquanto condições reumáticas como artrite reumática, escleroderma e lúpus são normalmente catalisadores para o desenvolvimento do Reynaud secundário. Existem vários exames aplicados para diagnosticar a síndrome de Reynaud. Esses incluem: a capilaroscopia da unha — o estudo de capilares sob um microscópio; o exame de anticorpos antinuclear (ANA), que determina se o corpo está produzindo os anticorpos associados com o tecido conectivo ou transtornos autoimunes; e a taxa de sedimentação de eritrócitos, um exame diagnóstico para inflamação. Os sintomas da síndrome de Reynaud podem ser reduzidos mantendo as mãos cobertas e quentes no tempo do frio ou ao manusear itens frios, como alimentos congelados. Casos severos dessa doença são normalmente tratados com medicamentos que ampliam os vasos sanguíneos afetados. Pessoas com a síndrome de Reynaud não devem fumar, pois isso restringe ainda mais o fluxo sanguíneo. Além disso, alguns medicamentos podem agravar os sintomas e seu médico poderá lhe aconselhar sobre quais medicamentos evitar.

Estenose espinal e a síndrome da mão queimada

Estenose espinal é o termo médico para o estreitamento do canal espinal e é comumente encontrada em pessoas com mais de 50 anos. O estreitamento desse canal comprime a medula espinhal, o que pode levar à neuropatia das mãos. Indivíduos diagnosticados com estenose espinal têm relatado sensações de queimação nas mãos e pontas dos dedos. Esse problema é diagnosticado com raios-X, ressonância magnética ou um TAC. O tratamento para essa patologia inclui fisioterapia e medicação para a dor. Essa medida pode normalmente aliviar o problema na mão da pessoa.

O significado do papel da ansiedade na queimação das pontas dos dedos

A ansiedade pode ser a culpada por trás da queimação em seus dedos. De acordo com Roger Gould, um membro do Departamento de Psiquiatria da UCLA, a ansiedade moderada a severa pode fazer com que um indivíduo sinta vários sintomas físicos. Para pessoas com sintomas que desafiam todas as explicações médicas, é recomendado um tratamento curto com a droga antidepressiva klonopina. Se os sintomas diminuírem ou desaparecem ao tomar esse medicamento, a ansiedade é, provavelmente, a causa do desconforto. Pessoas que recebem esse diagnóstico podem ser aconselhadas a continuar a tomar medicação antidepressiva como um método de controlar a ansiedade e, para alguns, uma avaliação completa de seu estilo de vida poderá ser útil para apontar a origem de seu nervosismo.

Você ingerindo o suficiente de B-12?

A deficiência de vitamina B-12, que é chamada de anemia perniciosa, pode causar as sensações de dormência, formigamento e queimação nas pontas dos dedos. Vegetarianos são particularmente vulneráveis a esse problemas, já que a vitamina B-12 é raramente encontrada em vegetais. O tratamento para a anemia perniciosa inclui a suplementação de ácido fólico e vitamina B-12. Alterações na dieta podem ser úteis para os consumidores de carne, já que a carne é rica em B-12. É fortemente recomendado que vegetarianos suplementem sua dieta com doses diárias de B-12.

A especulação pode ser perigosa

Não especule sobre a causa de sua queimação nas pontas dos dedos. O autodiagnóstico é enganoso e perigoso. Como em muitos transtornos, a queimação nos dedos pode ser causada por uma miríade de patologias, desde simples até muito sérias. Consulte seu médico para um diagnóstico adequado para a queimação nas pontas dos dedos.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O que acontece em seu organismo quando você deixa de fumar? PARTE 2

A fumaça do cigarro nas vias respiratórias produz inflamação e destruição celular, além de aumentar o que se conhece como "estresse oxidativo". Por outro lado, a capacidade de reparação alveolar fica diminuída, o que faz com que apareçam com maior frequência patologias respiratórias como asma, bronquite crônica e câncer de pulmão, dentre outras. Durante os nove primeiros meses depois que se deixa de fumar, reduz-se a frequência de tosses, o congestionamento nasal, a fadiga e a dispneia, ou dificuldade de respirar. Além disso, algumas das células pulmonares recuperam sua função normal, principalmente aquelas encarregadas de limpar o sistema respiratório.

O hábito de fumar causa danos ao coração de diversas formas. A frequência cardíaca aumenta, a dilatação das artérias é reduzida, a pressão arterial sobe, a frequência de espasmos nas artérias do coração aumenta, o endotélio cardíaco é danificado e ainda aumentam a coagulação dentro das artérias e o nível de colesterol. O fumo também interfere no funcionamento dos medicamentos que tratam o coração em pacientes com doenças cardíacas. Um ano depois de parar de fumar, o risco de sofrer um ataque cardíaco se reduz pela metade.

O risco de se ter um acidente vascular cerebral (AVC) diminui cinco anos depois de abandonar o fumo. As plaquetas são as células do sangue encarregadas de formar coágulos quando o organismo se fere, e se esses coágulos se desprenderem e obstruírem as artérias cerebrais, é possível que se desenvolva um AVC. Diz-se que fumar dois cigarros aumenta a função das plaquetas em aproximadamente 100 vezes e, por isso, não é raro que fumantes venham a óbito decorrente de infartos cerebrais ou, ainda, que fiquem com sequelas.

O cigarro contém mais de 4.000 substâncias químicas, muitas delas cancerígenas, dentre as quais o alcatrão é uma das mais danosas. Essas substâncias causam diversos tipos de câncer. Acredita-se que o cigarro esteja associado a mais de 16 variedades da doença. Dez anos depois de abandonar o hábito de fumar, o risco de morte por câncer de pulmão é reduzido pela metade, em comparação a um fumante. Também diminui o risco do câncer de boca, de bexiga, de garganta, de esôfago, de pâncreas e de rins.

Depois de 15 anos sem fumar, o risco de desenvolver uma doença cardiovascular equivale ao mesmo de uma pessoa não fumante. Isso é inversamente proporcional à idade em que se abandonou o hábito, ou seja, o grupo com maiores benefícios será o das pessoas que deixaram de fumar definitivamente ainda jovens e que não apresentem sinais de doença no momento do abandono.

Há diversas terapias para quem quer parar de fumar. Algum tempo atrás, a Universidade Adventista de Loma Linda, nos Estados Unidos, juntamente com outros estabelecimentos educativos, desenvolveram um plano para deixar o fumo em cinco dias. Existem também terapias farmacológicas, como a bupropiona e a substituição nicotínica, que vai desde adesivos cutâneos até chicletes contendo nicotina. Para algumas pessoas, uma combinação dos dois métodos é o suficiente, mas outras talvez precisem recorrer a algumas ou todas as ferramentas disponíveis. Consulte o seu médico para obter mais informações.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O que acontece em seu organismo quando você deixa de fumar? PARTE 1

Fumar representa um fator de risco associado a diversas doenças. Acredita-se que uma em cada cinco mortes de homens e uma em cada dez mortes de mulheres está associada ao fumo. Apesar disso, estudos apontam que o tabagismo segue ganhando espaço nos países de rendimento médio e baixo, como a maioria dos latino-americanos. Mesmo que o cigarro traga consigo inúmeros riscos à saúde, abandonar esse hábito a tempo pode evitar o aparecimento de muitas doenças e ainda fazer com que a expectativa de vida do indivíduo seja igual à que ele teria se nunca tivesse fumado.

O cigarro contém substâncias tóxicas que atuam sobre o tecido endotelial, aquele que recobre veias e artérias. Essas toxinas diminuem o poder que elas têm de se dilatar, aumentando a pressão arterial e acelerando o processo de acúmulo de gordura e outros compostos dentro das artérias. Fumar de um a quatro cigarros por dia aumenta o risco de morte por patologia cardiovascular. Apenas 20 minutos depois de deixar de fumar a pressão arterial diminui ao valor anterior à primeira tragada, e a temperatura das mãos e dos pés se normaliza.

A queima do cigarro produz monóxido de carbono, uma substância tóxica capaz de causar danos irreversíveis ao organismo. O efeito daninho provocado por esse gás se deve a sua capacidade de diminuir os níveis de oxigênio presente nos tecidos corporais. O oxigênio é transportado para todo o corpo através dos glóbulos vermelhos em uma molécula chamada de hemoglobina. O monóxido de carbono tem 240 vezes mais afinidade com a hemoglobina que o próprio oxigênio: se uma pessoa fumar, estará mais propensa a desenvolver disfunção pulmonar e problemas relacionados com a falta de oxigênio. Oito horas depois de parar de fumar, os níveis sanguíneos de monóxido de carbono diminuem.

Fumar aumenta consideravelmente os riscos de morte por cardiopatia isquêmica ou enfarto cardíaco. Estima-se que 29% das mortes por problemas cardíacos estejam relacionadas ao hábito de fumar. Os fumantes passivos, ou seja, aquelas pessoas que inspiram a fumaça do tabaco mesmo sem fumar, apresentam 25 a 30% mais risco de sofrer com uma doença coronária. Caso elas se exponham à inspiração de 20 cigarros por dia, algo comum quando se vive com fumantes, esse risco aumenta para quase aproximadamente 60%. 24 horas depois de parar de fumar, o risco de enfarto cardíaco começa a diminuir.

O cigarro estimula a aterogênese, que aumenta a probabilidade de que um trombo (coágulo móvel) seja gerado e, ainda, de que um acidente vascular cerebral (AVC), uma falha renal ou um enfarto cardíaco se desenvolvam. A fumaça do cigarro antecipa em dez anos a probabilidade de se desenvolver uma trombose nas artérias coronárias, se compararmos com os não fumantes. Se os trombos forem produzidos nas veias das pernas, é muito provável que cheguem aos pulmões, causando risco de morte. Nos primeiros três meses, quando se deixa de fumar definitivamente, a circulação melhora e a função pulmonar aumenta em até 30%.