quarta-feira, 13 de março de 2013

O surgimento do Milho


O milho foi levado para a Europa por Cristóvão Colombo em 1493. Começou a ser plantado por camponeses entre as culturas, como uma maneira de burlar os impostos devidos aos senhores feudais. Usado também para alimentar os porcos, foi sendo incorporado na alimentação, porém sofreu um revés dietético: por não conter algumas vitaminas, foi responsável pela epidemia de pelagra, uma doença que cobria o corpo de chagas levando à loucura e à morte.
Mas foi bastante usado como farinha, a polenta nada mais é do que a farinha de milho cozida em água quente. Sendo, no norte da Itália o prato de resistência.

A origem da Batata

Provavelmente começou a ser cultivada pelos incas, no lugar do milho que em
Terras incas não se desenvolviam. Francisco Pizarro, desbravador espanhol, foi seu descobridor por volta de 1530. Quando a batata chegou na Europa, ela servia de comida para os pobres. É somente a partir do século XVII ela será adotada por toda parte, chegando até a ser a principal opção de alimentos de alguns países como a Irlanda em que é vista como um produto saboroso para ser cozida no guisado.

quinta-feira, 7 de março de 2013

A origem da baunilha

Especiaria das mais ricas e fartamente usada na doçaria mundial, foi descoberta por volta de 1570. É uma orquidácea e por muito tempo era cultivada apenas no México, uma vez que a polonização era feita por uma pequena abelha mexicana.
Em 1820 foi desencolvida a polonização artificial e começou a ser cultivada no mundo inteiro. Os astecas a usavam para perfumar os chocolates

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fontes de Vitamina D

1) SOL: A forma mais fácil de gerar vitamina D, e os dermatologistas que me perdoem, é a exposição ao sol, sem protetor solar, sem a interposição do vidro (por exemplo, do lado de dentro da janela, pois o vidro impede a passagem do raio UV), durante 15 minutos, 3 vezes por semana, em face, braço e colo, que chega a provocar eritema em pele. É importante salientar que os raios UVB não tem aspectos positivos apenas no que tange a Vitamina D.

Estudos recentes mostram efeito hipotensor pelos raios, via aumento da produção de óxido nítrico, com isso melhorando a saúde cardiovascular. Além disso há estudos evidenciando efeito antimicrobiano e até mesmo ação como neurotransmissor, aumentando a produção de endorfinas e modulando o humor.

2) Fontes alimentares (na tabela abaixo)
Infelizmente as fontes alimentares de vitamina D são apenas os peixes, ovos e fígado.
Um cáculo simples de uma dieta para uma criança entre 2 e 3 anos (pelas nodas IDRs ela precisaria de 15mcg/dia ou 600UI/dia):
  • 1 ovo tem cerca de 26UI de vitamina D que dão cerca de 0,65mcg de vitamina D.
  • 50g de sardinha (e só há boa quantidade de vitamina D em peixes gordos, mesmas fontes de ômega-3, como salmão, sardinha e atum) tem cerca de 2,5mcg de vitamina D.
Somando teriamos 3mcg, e o que ainda faltaria 12mcg para alcançar os 15mcg necessários para uma criança de 2 a 3 anos. Ou seja, a criança precisa consumir ovo e peixe quase diariamente, e para variar, trocar um destes dois por fígado, tomar sol, além de consumir algum alimento enriquecido com vitamina D.
Complicado, pois quem garante que o ovo de granja terá 20UI de Vitamina D ? Quem garante que sardinhas "possivelmente contaminadas" tenham 2,5mcg de Vitamina D ? Tem ainda a questão do Ovo ser  um alimento alergênico para alguns...Portanto dentre as políticas de saúde pública está a fortificação de alguns alimentos com ácido fólico e vitamina D.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vitamina B12: 10 informações importantíssimas



Esse assunto não é polêmico, mas tenho recebido diversas dúvidas por e-mail e dos pacientes que atendo devido a dados desencontrados, tanto de profissionais de saúde, quanto de pessoas adeptas ao vegetarianismo ligadas a filosofias e à espiritualidade.

Nesse artigo vamos conversar sobre diversos assuntos, que vão desde os sintomas da deficiência, tratamento e até questões filosóficas.

Apenas para relembrar: vitamina B12 só é encontrada em carnes, leite, queijos, ovos e suplementos. A B12 encontrada em algas e alimentos fermentados é diferente da que necessitamos para o nosso metabolismo.

Cerca de 50% dos vegetarianos têm carência de vitamina B12
Cerca de 40% dos não vegetarianos têm carência de vitamina B12

1)    Quais são os primeiros sintomas da deficiência?

A deficiência de vitamina B12 traz sintomas bastantes inespecíficos, o que, algumas vezes, dificulta o diagnóstico clínico (por meio de sinais e sintomas), sendo necessário a avaliação por exames laboratoriais para descartar outros problemas com sintomas semelhantes.

O sintoma mais precoce que tenho visto em pacientes que atendo são queixas de formigamento nas pernas após poucos minutos sentado com as pernas cruzadas. Da mesma forma, as queixas de redução da atividade cognitiva (concentração, memória e atenção) são regra. Na deficiência de B12 há dificuldade de manter a atividade intelectual com conforto.

A deficiência de B12 pode se manifestar com alteração da sensibilidade dos pés e das pernas, redução da propriocepção (a pessoa tem dificuldade de perceber adequadamente o próprio corpo) e sintomas psiquiátricos.

A anemia por falta de B12 pode ocorrer, mas é menos comum do que os sintomas neurológicos citados acima.

2)    Por que alguns profissionais não chegam à mesma conclusão no diagnóstico da B12?

A resposta é bem simples: porque nenhum profissional consegue saber tudo de todos os assuntos. O acúmulo de conhecimentos faz com que exista a necessidade de especialistas em diversas áreas. Isso não é uma fragmentação do todo, mas sim uma necessidade de aprofundar mais algumas áreas do conhecimento.

O diagnóstico da deficiência da B12 é claro quando o profissional conhece o assunto, e não há margem para equívocos quando há esse domínio.

3)    Como fazer o diagnóstico da falta de B12?

Esse diagnóstico é feito, basicamente, pela avaliaçaõ da B12 no sangue, associado ou não aos sintomas de deficiência. O diagnóstico pode ser complexo em algumas poucas situações, e depende dos exames que temos em mãos. Na maioria das vezes é muito simples.

4)    A dosagem da vitamina B12 no sangue

Esse exame é o mais comumente utilizado, e sujeito a muitos erros de interpretação. Para entendermos o porquê, é necessário conhecermos a forma que ele foi elaborado.

No passado, foram recrutadas cerca de 250 pessoas aparentemente normais, sendo coletado o sangue dessas pessoas. Dos valores encontrados, 95% delas estavam entre 200 a 900 pg/mL de vitamina B12.  Assim, esse valor foi utilizado como faixa de normalidade.

Veja que problema é essa faixa de normalidade! Primeiro: a normalidade foi estabelecida de forma muito subjetiva. Segundo: a faixa é muito ampla (200 a 900 pg/mL, o que já sugere uma flexibilidade exagerada na análise dos dados).

Com marcadores sanguíneos diferentes, verificamos que estar nessa faixa de normalidade não significa estar com bons níveis sanguíneos.

Logo abaixo veremos os níveis que ela deve ser mantida.

5)    Então a avaliação da B12 no sangue não é útil para o diagnóstico?

Ela é útil sim, inclusive é o melhora parâmetro de análise, mas deve ser avaliada com critério pelo seu médico, pois é necessário correlacioná-la com outros dados clínicos e laboratoriais.

6)    Ouvi dizer que a dosagem de B12 não é adequada para o diagnóstico, pois ela é feita no sangue, e não dentro da célula (intracelular).

A dosagem da B12 no sangue é muito útil para o diagnóstico sim! Os níveis no sangue refletem os níveis dentro das células.

A deficiência de B12 pode ser dividida em 4 estágios. Nos 2 primeiros estágios, os compostos que ficam alterados (já decorrentes da falta de B12) só podem ser dosados em laboratórios muito especializados, e por isso não conseguimos o diagnóstico precoce. Nesses dois estágios iniciais, a B12 já está baixa dentro da célula (no plasma intracelular), e por isso os compostos ficam alterados.

No terceiro estágio, outros compostos estão alterados, como a homocisteína e o ácido metilmalônico. Portanto, a alteração desses 2 compostos, que podemos dosar, já indica uma deficiência mais avançada.

No quarto e último estágio, além das alterações já descritas, podem aparecer os sintomas e alterações no hemograma.

Assim, desde os estágios mais precoces da deficiência a B12, ela já se encontra reduzida dentro das células. A B12 no sangue simplesmente reflete a B12 intracelular.

7)    Então quais são os exames necessários para avaliar a B12?

A dosagem da B12 no sangue sempre deve ser feita. É o primeiro exame que deve ser pensado para avaliá-la.

A dosagem da homocisteína e do ácido metilmalônico (que se elevam na deficiência da B12) podem ser utilizados, mas na prática, são desnecessários.

O hemograma, para ser utilizado, depende de muita habilidade de quem o lê, pois diversos fatores interferem nos parâmetros que podem indicar a deficiência de B12.


8)    A B12 deve sempre permanecer acima de 490 pg/mL!!

Esse número não é um número mágico e muito menos arbitrário.

Estudo publicado há vários anos já demonstrou que quando a B12 está abaixo de 490 pg/mL (sendo a referência de 200 a 900 pg/mL), ela já é potencialmente deficiente.

Outro estudo demonstrou que quando a B12 está abaixo de 350 pg/mL, muitas pessoas podem apresentar sintomas de deficiência de B12, especialmente relacionados ao sistema nervoso.

9)    Qual é o valor ideal que a B12 deve ser mantida?

Essa pergunta pode ser respondida de formas diferentes.

A melhor forma de avaliar isso é por meio de diversos exames interligados, pois a B12 muda vários parâmetros do nosso metabolismo.

Assim, como regra simples, utilizando como referência um estudo científico que fez essas correlações com dezenas de indivíduos (vegetarianos e não vegetarianos), podemos seguir as seguintes diretrizes:

- quando a B12 no sangue está acima de 490 pg/mL, raramente um indivíduo tem carência de B12;
- a homocisteína é outro parâmetro, e deve permanecer sempre abaixo de 8 mcmol/L.Essa dosagem é dispensável.

Assim, a dica é:

Mantenha sempre a B12 acima de 490 pcg/mL. A homocisteína deve permanecer abaixo de 8 mcmol/L.
Pessoas com níveis abaixo de 490 pg/mL podem ou não estar com deficiência de B12, mas isso só pode ser avaliado por um médico que domine o assunto.

10)    Talvez você se confunda ao avaliar os exames laboratoriais.

Talvez não, com certeza haverá confusão, pois essa avaliação deve ser feita pelo seu médico.

Não basta olhar as referências de normalidade nos exames, pois é necessário conhecer diversas condições do organismo. Avaliação de exames não se faz simplesmente olhando as faixas de normalidade.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Qualidade de Vida: Veja 7 Razões Para Não Beber Refrigerantes



Ainda que não saiba o porquê, com certeza sabe que os refrigerantes não fazem bem á saúde. Estas bebidas são desprovidas de qualquer valor nutricional, podendo ser comparadas a um copo de água com açúcar rico em caloria e isento de nutrientes que não só engorda como pode levar à obesidade e a Diabetes, além de outros males que não recebem muita atenção nas discussões de saúde, mas que listamos aqui na esperança de lhe recrutar para o lado do suco natural, chá e outras bebidas mais saudáveis.
Não é só a questão de calorias ou não, os refrigerantes têm inúmeros malefícios ao nosso organismo e seu consumo causa efeitos colaterais, além disso, é considerado por muitos um vício e é muito melhor viver longe dele.
Abaixo segue 07 razões para não beber refrigerantes:
1 – Envelhecimento Acelerado
Independente do tipo de refrigerante seja normal, diet, light ou zero, todos os refrigerantes a base de cola contêm fosfato ou ácido fosfórico, um ácido que concede ao refrigerante o seu sabor típico e, ainda, aumenta seu tempo de prateleira. Embora esta substância exista em muitos alimentos integrais, tais como carne, leite e nozes, o ácido fosfórico em excesso pode levar a problemas cardíacos e renais, a perda muscular e a osteoporose, o que sugere que o pode provocar um envelhecimento acelerado, como relata o estudo.
02 - Presenças de Benzeno
Os refrigerantes são ricos em Benzeno, uma substância líquida, inflamável, incolor de aroma doce e agradável, porém é um composto tóxico, que também está presente na fumaça do cigarro e é liberado, junto a fumaça, na queima de combustível. É uma substância altamente relacionada com desenvolvimento de câncer.
Por que esta substância esta presente nos refrigerantes? O Benzeno é resultado da reação do conservante benzoato de sódio com a Vitamina C, portanto, as maiores taxas de benzeno foram encontradas nos refrigerantes a base de laranja e guaraná.
3- Osteoporose
O consumo constante de refrigerantes a base de cola pode causar osteoporose, que é a descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágeis e quebradiços. Por conterem ácido fosfórico aromatizante em alta concentração, os refrigerantes diminuem o pH do sangue, tornando-o mais ácido. Para normalizar o pH sanguíneo é preciso neutralizar o ácido do organismo, neste caso, o cálcio dos ossos é requisitado e entra em ação. E de onde vem esse Cálcio? Diretamente de nossos ossos.
4- Problemas Renais
Os refrigerantes Diet e/ou Zero podem ser um verdadeiro perigo para os Rins. Um grupo com mais de 3 mil mulheres foi avaliado em um estudo realizado pela Universidade de Harvard, Center of Medical School, onde os pesquisadores descobriram que o consumo excessivo de refrigerante diet pode dobrar o risco de problemas renais, é necessário, ressaltar que o problema está associado aos adoçantes.
Consumo x Consequência: A função renal começa a declinar quando as mulheres ingerem mais de dois copos de refrigerante por dia!
5- Adoçantes Artificiais
Como alternativa para se livrarem das calorias dos refrigerantes comuns muitas pessoas acabam optando pela versão Diet, Zero ou Light ricas em adoçantes e isentas de açúcar.
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, relata que o consumo de refrigerantes dietéticos cresceu 25% entre os adultos se comparado ao da última década. Mas o problema é que esta escolha pode ser ainda pior para o organismo do que o consumo de refrigerante comum.
Os adoçantes pode provocar aumento no peso corporal, através da falha na diminuição da atividade do hipotálamo, o centro da fome no cérebro, e da baixa ativação do sistema dopaminérgico, responsável pela sensação de satisfação após a ingestão de algum alimento.
A falta da saciedade, juntamente com a constante estimulação da fome, manteria o comportamento por procura de alimento no indivíduo, aumentando sua ingestão alimentar, neste caso aumento do consumo calórico.
Estudo realizado pela Universidade de Minnesota avaliou o consumo de refrigerante diet em 10 mil adultos, segundo resultados o refrigerante diet aumenta em 34% o risco de síndrome metabólica, o que inclui aumento de colesterol e problemas cardíacos.
6- Ricos em Açúcares
A presença excessiva de açúcar na composição dos refrigerantes pode desencadear diversos maléficos à saúde.
Saúde Bucal: Nos Estados Unidos, o consumo de refrigerantes é alto no meio da criançada e elas acabam com a boca cheia de cáries causadas por níveis em excesso de açúcar. Boca podre é o apelido que os dentistas deram as crianças americanas.
O açúcar é um alimento altamente calórico e que não possui quase nenhum nutriente. Seu excesso pode gerar uma série de doenças como a obesidade e a diabetes.
Ganho de peso: Os refrigerantes comuns são conhecidos como calorias vazias, por serem altamente calórico e pobre em nutrientes. São consumo não traz nenhum benefício à saúde e associado a uma alimentação não balanceada e ao sedentarismo resulta facilmente em ganho de peso. É um ciclo vicioso de má alimentação, alta ingestão de açúcar e sedentarismo que leva à obesidade.
Diabetes tipo 2: é desencadeada por um somatório de fatores como obesidade, sedentarismo, consumo elevado de açúcar e maus hábitos alimentares.
7- Problemas Neurológicos
Um ingrediente chamado óleo vegetal bromado (BVO) é adicionado ao refrigerante para evitar que o aroma separe-se da bebida, é um produto químico industrial usado como retardador de chamas em plásticos.
O BVO tem sido conhecido por causar distúrbios de memória e perda nervosa quando consumido em grandes quantidades. Os pesquisadores também suspeitam que o mesmo se acumule na gordura corporal, podendo causar problemas de comportamento, infertilidade e lesões nos músculos do coração ao longo do tempo.

É hora de rever nossos conceitos sobre os refrigerantes…
 Na busca de qualidade de vida, não seria razoável retira-los do nosso consumo?




A busca por qualidade de vida é cada vez maior. Ações como alimentação saudável, emagrecimento, exercícios físicos, superação de limites, dietas, vida saudável e abandono de velhos hábitos alimentares compõem as ações que nos levam ao encontro da saúde e bem estar.