terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Intolerância à lactose

Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.
Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.
É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).
A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.
Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.
Tipos
1) Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);
2)     Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);
3)     Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças  intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.
Sintomas
Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.
Diagnóstico
Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.
O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.
O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.
Tratamento
A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados da dieta a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos. Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter o aporte de cálcio, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.
Pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada e evite o consumo de leite e derivados além da quantidade tolerada pelo organismo.
Recomendações
Portadores de intolerância à lactose precisam saber que:
* na medida do possível, o leite não deve ser totalmente abolido da dieta;
* é importante ler não só os rótulos dos alimentos para saber qual é a composição do produto, mas também a bula dos remédios, porque vários deles incluem lactose em sua fórmula;
* leite de soja, de arroz, de aveia não contém lactose;
* leite de vaca não entra como ingrediente do pão francês e do pão-de-ló;
* verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como  feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos também funcionam como fontes de cálcio;
* comer de tudo um pouco é a melhor forma de manter o suporte de nutrientes necessários para a saúde e bem-estar do organismo.
Um exemplo de pessoa famosa é o Luba, que é intolerante a lactose, mas seu ex, durante uma brincadeirinha pergunta  "- Quer leitinho?" 

Comemorações do dia!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Micose do couro cabeludo (pitiríase)

A micose do couro cabeludo (também conhecida como tínea capilar ou pitiríase) é uma infecção fúngica que causa coceira e descamação. O fungo existe normalmente no couro cabeludo e pode ser ativado por fatores como estresse, sudorese excessiva, alteração do pH do couro cabeludo, etc.
Os sintomas mais comuns são coceira e aparecimento de descamação que pode ficar presa nos fios de cabelo. O diagnóstico é feito por um profissional da saúde que utiliza aparelhos e exames adequados. A tínea normalmente não causa graves complicações, mas pode ocasionar perda de cabelo temporária.
O tratamento é feito com xampus especiais e antifúngicos. Remédios caseiros como decocção de alecrim e ácido salicílico são medidas complementares ao tratamento convencional. Algumas precauções devem ser tomadas durante o tratamento, como o uso de produtos adequados e suaves para o cabelo, evitar a escovação intensa e sempre limpar pentes e escovas.

Definição

Micose do couro cabeludo (ou tínea capilar) é infecção fúngica que atinge a área que cobre o crânio onde o cabelo é implantado. Caracteriza-se pela presença de uma descamação da pele. Esta infecção é causada pelo crescimento de um fungo chamado pitiríase capitis.
A micose do couro cabeludo causa inconveniente nos pacientes pois causa constrangimento estético, social e psicológico.

Causas

A pele do couro cabeludo é uma superfície na qual os folículos sebáceos são visíveis e onde o cabelo cresce. A renovação da pele e dos cabelos acontece mensalmente e faz parte do processo fisiológico normal do corpo humano. Através de sua regeneração contínua, as células mortas são gradualmente eliminados e empurrado para fora por novas células.
Em geral, pitiríase está presente no couro cabeludo, mas permanece inativa para algumas pessoas, e pode começar a invadir o couro cabeludo e perturbar o equilíbrio da formação de células, acelerando a recuperação natural. A expulsão das células torna-se perceptível pela sua aglomeração na superfície da pele como pequenas lâminas que formam a película (semelhante à caspa). Este fungo se alimenta de ácido graxo agravar a secura de uma pele já seca.
Além disso, este microrganismo ejeta uma substância ácida que causa coceira e irritação no local. A reação do corpo intensifica o mecanismo da formação de caspa, piorando o ciclo vicioso.
Presente em todos os indivíduos, a infestação do fungo ocorre somente quando certas circunstâncias tais como desordens hormonais e estresse. Doenças infecciosas ou distúrbios digestivos também promovem a sua proliferação. O consumo regular de bebidas alcoólicas, alimentos ricos em ácido ou também nos expõe a caspa.
Perturbações locais, como o pH ácido do couro cabeludo, escovação excessiva, abuso ou uso não adequada de cosméticos e suor excessivo causado pelo uso de capacetes, chapéus ou bonés promovem o desenvolvimento da pitiríase.

Sintomas

A micose do couro cabeludo resulta em caspa e é caracterizada por uma fina descamação comparável aos grãos de trigo. Existem três tipos: a pitiríase simples, a pitiríase esteatóide e a pitiríase amiantácea de Alibert.
A pitiríase simples ou seca é a mais frequente. Isso resulta na formação de pequenas escamas finas, secas, cinzentas ou amareladas e opacas, presentes no cabelo. Também é caracterizado por descolamento espontâneo ou coceira. A pele não fica inflamada, mas a irritação é possível.
A pitiríase esteatóide ou gordurosa é mais grossa e transparente. A descamação consiste em placas que têm dimensões diferentes e aderem ao couro cabeludo. A coloração vermelha da pele reflete inflamação que, por sua vez, faz com que haja uma coceira intensa.
A pitiríase amiantácea representa o desenvolvimento extremo da caspa. As placas são muito grossas, com escamas prateadas aderidas ao couro cabeludo e cabelo. Esta condição ocorre principalmente em crianças.

Diagnóstico

O profissional de saúde vai tentar diferenciar esta condição de outras que não sejam a micose. Ele também irá identificar a manifestação de perda de cabelo, dermatite ou psoríase do couro cabeludo.
Além de questionar a história dos sintomas e o diagnóstico de sua condição, em geral, o especialista examina o dano ao olho nu ou usando o equipamento. Para esclarecer o diagnóstico, ele pode proceder a exames mais amplos, tais como amostras para a biópsia ou análise micológica.

Complicações

A micose capilar não causa erupção na pele ou alopecia. No entanto, pode provocar coceira associada com a infecção. Além disso, a forma amiantácea pode causar limitada perda de cabelo. Esta queda, entretanto, não é definitiva mesmo em infecções complicadas.

Tratamentos

Para a pitiríase seca e esteatóide, use xampus anticaspa ou loções, como piritionato de zinco, piroctona olamina ou sulfeto de selênio. Eles podem ser associados com um antifúngico (econazol).
Inflamação significativa pode exigir a utilização de agentes anti-inflamatórios tais como corticosteroides potentes.
O ácido salicílico e ictiol permitem a remoção das escamas de grande espessura.

Tratamentos alternativos

Abaixo tratamentos alternativos para complementar os tratamentos convencionais:
– Prepare uma decocção das partes floridas de alecrim: Coloque um punhado ou 50 gramas em um litro de água. Ferva a mistura por três minutos e depois deixe a infusão descansar por 10 a 15 minutos. Depois de ser filtrada, adicionar uma colher café de vinagre ou suco de meio limão fresco. Esfregue essa loção suavemente no couro cabeludo uma vez por dia ao deitar. Você pode conservar essa loção em uma garrafa na geladeira.
– Você também pode dissolver 100 mg de ácido salicílico (aspirina) em um pouco de água e aplicar uma colher de sopa em seu couro cabeludo antes de lavar. Em seguida, use algumas gotas de vinagre de maçã durante o enxágue bem para limpar o seu cabelo. Se você sentir a coceira se torna muito forte, massagear o couro cabeludo com um pouco de suco de limão antes de usar o xampu.
– Óleo essencial de cedro de Atlas. Atenção: aplique o óleo diluído em uma base (pergunte ao seu farmacêutico).

Dicas

O tratamento e prevenção da tínea do couro cabeludo exigem tomar certas precauções:
– Use xampus suaves e adequados;
– Evitar todas as circunstâncias que favorecem o ataque do seu couro cabeludo como substâncias ou ambientes irritantes, escovação violenta;
– Manter a higiene e uma alimentação equilibrada, beber bastante água e comer frutas frescas, vegetais verdes ou cozidos no vapor para reduzir a acidez de sua dieta;
– Tomar vitaminas A, E , C e selênio, respeitando as prescrições;
– Evite o consumo excessivo de açúcar, café, laticínios, carne vermelha ou salsicha, pois pode agravar a caspa;
– Limpe regularmente as escovas ou pentes para prevenir a reativação de fungos após o tratamento;
– Procure o conselho de um profissional de saúde a fim de evitar uma possível intolerância medicamentosa e seguir o tratamento adequado.

Comemoração do dia!



domingo, 13 de dezembro de 2015

Principais problemas de visão

ASTIGMATISMO
O que é?
astígmata não enxerga bem de perto nem de longe. Não tem a percepção nítida dos contrastes entre as linhas horizontais, verticais e oblíquas.

Primeiros sinais
astígmata confunde os símbolos próximos, como o H, o M e o N ou ainda o 8 e o O. Combinado com a miopia ou a hipermiopia, o astigmatismo pode provocar fadiga ocular ou dor de cabeça. É comum a queixa de dificuldade de seguir uma linha de um texto.

Detalhes sobre os óculos
Valem as regras para miopia e hipermetropia, evitando-se apenas armações arredondadas.
astígmata enxerga embaçado.


HIPERMETROPIA

O que é?

hipermetrope tem mais dificuldade em enxergar de perto do que de longe. Assim, o seu cansaço ocular é maior.

Primeiros sinais

Fadiga ocular e dores de cabeça? O esforço permanente de acomodação, para enxergar bem, pode ser a causa destas manifestações, mais freqüentes ao fim de tarde e depois da aula ou trabalho.

Detalhes sobre os óculos

As lentes para correção de hipermetropia são positivas, mais espessas no centro do que na borda. Em graus mais altos as armações de aro fechado são as mais indicadas para disfarçar as bordas.
hipermetrope tem mais dificuldade para perto.

MIOPIA

O que é?

O míope não enxerga com nitidez de longe, mas muito bem de perto. Por isso, tem como característica preferir atividades próximas, como leitura e trabalhos manuais.

Primeiros sinais

Você franze os lhos para ver com nitidez de longe? Passa por seus amigos na rua sem os reconhecer? Não consegue ler as placas na rua, a não ser que esteja bem perto? As crianças escrevem com o nariz colado no caderno, ou tropeçam e caem com freqüência? O rendimento escolar tem sido fraco? Estes podem ser sinais de miopia e uma visita ao oftalmologista é necessária.

Detalhes sobre os óculos

A miopia é corrigida com lentes negativas, que são mais espessas nas bordas do que no centro. As armações mais indicadas para os míopes são as de menor diâmetro.
O míope não enxerga bem de longe.

PRESBIOPIA

O que é?

A presbiopia, usualmente chamada de vista cansada, é uma alteração natural da visão que ocorre com todas as pessoas a partir dos 40 anos. O cristalino perde a elasticidade, se contrai de forma insuficiente e perde a capacidade de acomodação, resultando em uma crescente dificuldade para ver bem de perto.

Primeiros sinais

Os seus braços já não são suficientes compridos para poder ler o jornal ou o menu no restaurante? Seus filhos “implicam “com você, ao vê-lo (a) tentando ler o preço na etiqueta dos produtos? Aproxima-se mais da luz para ler? Não consegue ler a bula dos remédios? São os primeiros sintomas da presbiopia ou vista cansada.

Detalhes sobre os óculos

Embora todas as lentes para presbiopia tenham por objetivo proporcionar a recuperação da visão de perto, intermediária e longe, nem todas conseguem isso. A lente mais completa para correção da presbiopia é a lente progressiva, pois permite correção a todas as distâncias sem traço divisório. Para que seja confortável, alente progressiva tem que ser de boa qualidade. Existem, também, as lentes só para perto e de meia distância, que são usadas para leitura ou no escritório, não servindo para todas as atividades diárias.
O presbita não vê nitidamente de perto.

ESTRABISMO
O estrabismo ou vesguice, como é conhecido popularmente, é a condição onde um ou ambos os olhos são desviados do eixo central.

É provocado pelo enfraquecimento de um dos músculos oculares, e por algumas doenças graves.

Se perceber olho torto na criança, leve-a mais rápido possível ao oftalmologista. Quando mais cedo for tratado, melhor!

CATARATA

A formação de catarata é parte do processo de envelhecimento. É comum nas pessoas mais idosas, mas também pode ocorrer em crianças e jovens.

Seja qual for a causa (trauma, congênita ou senil), o cristalino, a lente natural do olho, se torna opaco, impossibilitando a passagem da luz e consequentemente, diminuindo a visão e até provocando cegueira.

Na maioria dos casos, a cirurgia é indicada para remover o cristalino opaco, e introduzir uma lente intra-ocular que fará o papel do cristalino, devolvendo a visão ao paciente em mais de 90% dos casos.

GLAUCOMA 

Parte do olho é preenchido por um líquido chamado humor aquoso.
Este é produzido continuamente e seu escoamento também é contínuo. Em condições anormais.
Verifica-se o aumento de volume do líquido por produção excessiva ou por drenagem deficiente.
Como o olho não pode aumentar de volume, aparece o aumento da pressão intra-ocular, também chamado de glaucoma.
Trata-se de uma doença perigosa, caracterizada pelo aumento da pressão intra-ocular com diminuição do campo visual e atrofia do nervo óptico.
Geralmente começa após os 40 anos e é causa frequente de cegueira.
Pessoas acima de 40 anos ou que tenham familiares com glaucoma, devem consultar o oftalmologista a fim de ter pressão dos olhos medidas anualmente.

CONJUNTIVITE
A causa mais comum de inflamação da conjuntiva (ou conjuntivite), é a penetração de um corpo estranho ou de poeira excessiva. 
A irritação resultante provoca aumento da secreção e afluxo de sangue (que traz células de defesa para combater a invasão de microrganismos). 
Além de corpos estranhos, certos microrganismos (bactérias, vírus) poderão produzir efeitos semelhantes. 
Outros fatores com defeitos da visão, deficiência da iluminação, esforço prolongado e excessivo da visão e alergias, são fatores comuns de inflamação da conjuntiva.

PTERÍGIO
O pterígio é caracterizado por uma pelezinha na superfície do olho que cresce do canto para o meio, sobre a córnea.
E causado em parte, pela luz do sol, poeira ou vento.
Pode provocar queimação, ardor, vermelhidão o que piora se a pessoa ficar exposta ao sol.
Em muitos casos a cirurgia é indicada para removê-lo, antes que alcance a pupila, mas também pode estacionar e não pode ser necessária a sua remoção cirúrgica.

Indico Óptica Ravonni para quem precisa de óculos tanto de grau quanto de sol. Excelente! Seus óculos prontos em aproximadamente 1 hora!! Pra todos que não sabem qual óptica escolher em Uberlândia, essa eu recomendo!

 

Comemorações do dia!



Evite a fome comendo alimentos que promovem saciedade


Acabou de comer e já sente fome de novo? Não é exclusividade sua, o fenômeno é bem comum e acaba sendo o principal problema na hora de tentar seguir uma dieta. Mas isso não acontece por acaso. Há uma explicação, e ela pode ajudar a garantir algumas horas a mais sem sentir vontade de atacar tudo o que vê pela frente.
“Cada nutriente possui um mecanismo de digestão e absorção. Alguns passam por mais etapas, outros por menos, o que determina o tempo que gerarão energia. Alimentos mais rapidamente absorvidos consequentemente geram fome mais rapidamente”, explica a nutricionista do Hospital do Coração (Hcor) Maria Fernanda Vischi D'Ottavio.
Segundo a especialista, os carboidratos simples – alimentos provenientes da farinha branca – têm a absorção mais rápida, gerando fome em um curto espaço de tempo. O macarrão é um deles, por isso um almoço com macarronada, por exemplo, acaba não sustentando a maioria das pessoas.
“Alimentos integrais, verduras, legumes e frutas são indicados para promover saciedade, por possuírem mais fibras. Isso faz com que os alimentos permaneçam mais tempo no conteúdo gástrico, aumentando o tempo até a absorção, gerando maior saciedade”, indica Maria Fernanda, que alerta para a importância de se preocupar em comer de três em três horas.
“O hábito de se alimentar em curtos espaços de tempo ajuda a se sentir mais saciado, pois há fornecimento de energia mais vezes. O fracionamento também reduz possíveis compensações alimentares nas principais refeições, ajudando a controlar as quantidades ingeridas. Alguns alimentos indicados para os lanches intermediários são frutas, biscoitos integrais, iogurtes desnatados, queijos processados light, snacks de soja, frutas secas (damasco, uvas passas, ameixa, etc.), castanha do Pará, nozes e amêndoas, entre outros, sempre com atenção à quantidade, pois o excesso pode acarretar ganho de peso”, finaliza.