quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Por que espirramos?
O espirro é uma expulsão convulsiva, ruidosa, involuntária e automática de ar pelo nariz e pela boca. É uma forma de o corpo expulsar o dióxido de carbono em excesso, sob a forma de partículas líquidas, chamadas perdigotos, e com isso tentar eliminar substâncias estranhas ou micróbios que estejam incomodando a árvore respiratória.
Quando uma pessoa espirra e não põe a mão na frente da boca e do nariz, cerca de 40.000 gotículas se espalham no ar, as quais podem transmitir doenças.
O espirro é causado por uma irritação e às vezes por um bloqueio bacteriano na garganta, pulmões ou nas passagens de ar do nariz.
Qual a função do espirro?
Sua função é expelir do corpo algo que o está incomodando. Espirramos quando estamos em ambientes empoeirados, mofados, sujos, muito perfumados ou se estamos resfriados. Pode-se, também, espirrar de propósito, como quando fazemos delicadamente cócegas no nariz ou o estimulamos com pólen, pelos de animais, poeiras ou outras partículas.
Como se dá o espirro?
O reflexo do espirro é muito parecido com o da tosse. Quando algum estímulo irrita a área do nariz, inervada pelo nervo trigêmio, o centro respiratório bulbar é informado, interrompe a respiração normal e faz você inspirar profundamente, enchendo os pulmões de ar. Subitamente os músculos das costas, tórax, abdome e aqueles abaixo das costelas se contraem, expulsando para fora todo esse ar, de uma só vez. A glote fecha-se, bloqueando a saída do ar dos pulmões e logo em seguida se abre, liberando o caminho.
Embora menos frequentemente, o espirro pode ser desencadeado por um estímulo visual, em vista de que as estruturas nervosas do nariz e dos olhos são muito próximas.
O espirro deve ser evitado?
Antes de produzir o espirro, as pessoas sentem “vontade de espirrar” e algumas têm desejo de abortar o espirro, geralmente considerado desagradável, constrangedor ou impróprio em muitas situações. Por outro lado, existem aqueles que voluntariamente o exageram.
Como o ar expulso com o espirro pode atingir até 160 km/h, ele não deve ser impedido mecanicamente, sob o risco de que um súbito aumento de pressão possa produzir vertigens, surdez e mesmo ruptura do tímpano.
Entre as medidas populares que se acredita poderem evitar o espirro, estão:
- Fazer pressão com os dedos na parte de baixo do nariz para cima.
- Fazer pressão no céu da boca com a ponta da língua.
- Fazer pressão na parte traseira dos dentes superiores com a língua.
- Olhar para cima com os olhos sem levantar a cabeça.
- Morder levemente o lábio superior.
- Cuspir repetidamente.
- Manter os olhos bem abertos.
- Prender a respiração.
- Acariciar a orelha repetidamente.
- Apertar o septo nasal.
- Olhar para um ponto de luz (em algumas pessoas isto funciona de modo inverso).
- Engolir saliva, repetidamente.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Intolerância à lactose
Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.
Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.
É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).
A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.
Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.
Tipos
1) Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);
2) Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);
3) Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.
Sintomas
Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.
Diagnóstico
Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.
O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.
O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.
Tratamento
A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados da dieta a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos. Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter o aporte de cálcio, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.
Pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada e evite o consumo de leite e derivados além da quantidade tolerada pelo organismo.
Recomendações
Portadores de intolerância à lactose precisam saber que:
* na medida do possível, o leite não deve ser totalmente abolido da dieta;
* é importante ler não só os rótulos dos alimentos para saber qual é a composição do produto, mas também a bula dos remédios, porque vários deles incluem lactose em sua fórmula;
* leite de soja, de arroz, de aveia não contém lactose;
* leite de vaca não entra como ingrediente do pão francês e do pão-de-ló;
* verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos também funcionam como fontes de cálcio;
* comer de tudo um pouco é a melhor forma de manter o suporte de nutrientes necessários para a saúde e bem-estar do organismo.
Um exemplo de pessoa famosa é o Luba, que é intolerante a lactose, mas seu ex, durante uma brincadeirinha pergunta "- Quer leitinho?"
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Micose do couro cabeludo (pitiríase)
A micose do couro cabeludo (também conhecida como tínea capilar ou pitiríase) é uma infecção fúngica que causa coceira e descamação. O fungo existe normalmente no couro cabeludo e pode ser ativado por fatores como estresse, sudorese excessiva, alteração do pH do couro cabeludo, etc.
Os sintomas mais comuns são coceira e aparecimento de descamação que pode ficar presa nos fios de cabelo. O diagnóstico é feito por um profissional da saúde que utiliza aparelhos e exames adequados. A tínea normalmente não causa graves complicações, mas pode ocasionar perda de cabelo temporária.
O tratamento é feito com xampus especiais e antifúngicos. Remédios caseiros como decocção de alecrim e ácido salicílico são medidas complementares ao tratamento convencional. Algumas precauções devem ser tomadas durante o tratamento, como o uso de produtos adequados e suaves para o cabelo, evitar a escovação intensa e sempre limpar pentes e escovas.
Definição
Micose do couro cabeludo (ou tínea capilar) é infecção fúngica que atinge a área que cobre o crânio onde o cabelo é implantado. Caracteriza-se pela presença de uma descamação da pele. Esta infecção é causada pelo crescimento de um fungo chamado pitiríase capitis.
A micose do couro cabeludo causa inconveniente nos pacientes pois causa constrangimento estético, social e psicológico.
Causas
A pele do couro cabeludo é uma superfície na qual os folículos sebáceos são visíveis e onde o cabelo cresce. A renovação da pele e dos cabelos acontece mensalmente e faz parte do processo fisiológico normal do corpo humano. Através de sua regeneração contínua, as células mortas são gradualmente eliminados e empurrado para fora por novas células.
Em geral, pitiríase está presente no couro cabeludo, mas permanece inativa para algumas pessoas, e pode começar a invadir o couro cabeludo e perturbar o equilíbrio da formação de células, acelerando a recuperação natural. A expulsão das células torna-se perceptível pela sua aglomeração na superfície da pele como pequenas lâminas que formam a película (semelhante à caspa). Este fungo se alimenta de ácido graxo agravar a secura de uma pele já seca.
Além disso, este microrganismo ejeta uma substância ácida que causa coceira e irritação no local. A reação do corpo intensifica o mecanismo da formação de caspa, piorando o ciclo vicioso.
Presente em todos os indivíduos, a infestação do fungo ocorre somente quando certas circunstâncias tais como desordens hormonais e estresse. Doenças infecciosas ou distúrbios digestivos também promovem a sua proliferação. O consumo regular de bebidas alcoólicas, alimentos ricos em ácido ou também nos expõe a caspa.
Perturbações locais, como o pH ácido do couro cabeludo, escovação excessiva, abuso ou uso não adequada de cosméticos e suor excessivo causado pelo uso de capacetes, chapéus ou bonés promovem o desenvolvimento da pitiríase.
Sintomas
A micose do couro cabeludo resulta em caspa e é caracterizada por uma fina descamação comparável aos grãos de trigo. Existem três tipos: a pitiríase simples, a pitiríase esteatóide e a pitiríase amiantácea de Alibert.
A pitiríase simples ou seca é a mais frequente. Isso resulta na formação de pequenas escamas finas, secas, cinzentas ou amareladas e opacas, presentes no cabelo. Também é caracterizado por descolamento espontâneo ou coceira. A pele não fica inflamada, mas a irritação é possível.
A pitiríase esteatóide ou gordurosa é mais grossa e transparente. A descamação consiste em placas que têm dimensões diferentes e aderem ao couro cabeludo. A coloração vermelha da pele reflete inflamação que, por sua vez, faz com que haja uma coceira intensa.
A pitiríase amiantácea representa o desenvolvimento extremo da caspa. As placas são muito grossas, com escamas prateadas aderidas ao couro cabeludo e cabelo. Esta condição ocorre principalmente em crianças.
Diagnóstico
O profissional de saúde vai tentar diferenciar esta condição de outras que não sejam a micose. Ele também irá identificar a manifestação de perda de cabelo, dermatite ou psoríase do couro cabeludo.
Além de questionar a história dos sintomas e o diagnóstico de sua condição, em geral, o especialista examina o dano ao olho nu ou usando o equipamento. Para esclarecer o diagnóstico, ele pode proceder a exames mais amplos, tais como amostras para a biópsia ou análise micológica.
Complicações
A micose capilar não causa erupção na pele ou alopecia. No entanto, pode provocar coceira associada com a infecção. Além disso, a forma amiantácea pode causar limitada perda de cabelo. Esta queda, entretanto, não é definitiva mesmo em infecções complicadas.
Tratamentos
Para a pitiríase seca e esteatóide, use xampus anticaspa ou loções, como piritionato de zinco, piroctona olamina ou sulfeto de selênio. Eles podem ser associados com um antifúngico (econazol).
Inflamação significativa pode exigir a utilização de agentes anti-inflamatórios tais como corticosteroides potentes.
O ácido salicílico e ictiol permitem a remoção das escamas de grande espessura.
Tratamentos alternativos
Abaixo tratamentos alternativos para complementar os tratamentos convencionais:
– Prepare uma decocção das partes floridas de alecrim: Coloque um punhado ou 50 gramas em um litro de água. Ferva a mistura por três minutos e depois deixe a infusão descansar por 10 a 15 minutos. Depois de ser filtrada, adicionar uma colher café de vinagre ou suco de meio limão fresco. Esfregue essa loção suavemente no couro cabeludo uma vez por dia ao deitar. Você pode conservar essa loção em uma garrafa na geladeira.
– Você também pode dissolver 100 mg de ácido salicílico (aspirina) em um pouco de água e aplicar uma colher de sopa em seu couro cabeludo antes de lavar. Em seguida, use algumas gotas de vinagre de maçã durante o enxágue bem para limpar o seu cabelo. Se você sentir a coceira se torna muito forte, massagear o couro cabeludo com um pouco de suco de limão antes de usar o xampu.
– Óleo essencial de cedro de Atlas. Atenção: aplique o óleo diluído em uma base (pergunte ao seu farmacêutico).
Dicas
O tratamento e prevenção da tínea do couro cabeludo exigem tomar certas precauções:
– Use xampus suaves e adequados;
– Evitar todas as circunstâncias que favorecem o ataque do seu couro cabeludo como substâncias ou ambientes irritantes, escovação violenta;
– Manter a higiene e uma alimentação equilibrada, beber bastante água e comer frutas frescas, vegetais verdes ou cozidos no vapor para reduzir a acidez de sua dieta;
– Tomar vitaminas A, E , C e selênio, respeitando as prescrições;
– Evite o consumo excessivo de açúcar, café, laticínios, carne vermelha ou salsicha, pois pode agravar a caspa;
– Limpe regularmente as escovas ou pentes para prevenir a reativação de fungos após o tratamento;
– Procure o conselho de um profissional de saúde a fim de evitar uma possível intolerância medicamentosa e seguir o tratamento adequado.
– Use xampus suaves e adequados;
– Evitar todas as circunstâncias que favorecem o ataque do seu couro cabeludo como substâncias ou ambientes irritantes, escovação violenta;
– Manter a higiene e uma alimentação equilibrada, beber bastante água e comer frutas frescas, vegetais verdes ou cozidos no vapor para reduzir a acidez de sua dieta;
– Tomar vitaminas A, E , C e selênio, respeitando as prescrições;
– Evite o consumo excessivo de açúcar, café, laticínios, carne vermelha ou salsicha, pois pode agravar a caspa;
– Limpe regularmente as escovas ou pentes para prevenir a reativação de fungos após o tratamento;
– Procure o conselho de um profissional de saúde a fim de evitar uma possível intolerância medicamentosa e seguir o tratamento adequado.
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