quarta-feira, 20 de abril de 2016

Chocolate causa espinhas?

O consumo excessivo de chocolate causa espinhas porque ele é rico em gordura, que favorece a produção de sebo pelas glândulas sebáceas, levando ao aumento da oleosidade da pele, favorecendo as espinhas.
No entanto, outros alimentos, como pizza, hambúrguer, cachorro quente, amendoim, avelã e outros frutos secos também podem causar espinhas porque são ricos em gordura, que dificultam a digestão e aumentam as chances de intoxicação do organismo.
A piora das espinhas devido à alimentação é mais frequente na adolescência e início da juventude, mas também pode acontecer durante a tensão pré-menstrual e durante a menstruação.
O que se pode fazer para combater as espinhas nessa fase é evitar estes alimentos e lavar o rosto diariamente com o chá de bardana, e nos casos mais graves, procurar por um dermatologista, pois em alguns casos o uso de medicamentos, como o Roacutan, pode ser indicado.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Roacutan

Roacutan é um medicamento do laboratório Roche, cujo princípio ativo é a Isotretinoína utilizado no combate à acne grave.
A melhora da acne grave com o uso de Roacutan deve-se à diminuição do tamanho das glândulas produtoras de sebo e estima-se que os primeiros resultados possam ser observados entre 8 e 16 semanas de tratamento.

Indicações do Roacutan

Tratamento da acne em estágio avançado e de difícil cura.

Preço do Roacutan

O preço do Roacutan varia entre 70 e 150 reais, dependendo da quantidade de comprimidos, e da região.

Modo de uso do ​Roacutan

Doses variantes de comprimidos de 0.5 mg/kg/dia ou 1mg/kg/dia. No máximo 2mg/kg/dia, ou segundo as orientações médicas.

Efeitos colaterais do Roacutan

Pele e mucosas seca, conjuntivite, opacidade da córnea, intolerância à lente de contato, fotossensibilidade, exantema, prurido, dermatite facial, distyrofia unguela, alopécia, hiperpigmentação, artralgia, dor óssea, depressão fadiga, hipotermia, enjôo, colite, hemorragia gastrointestinal, trombocitopenia, hematúria, proteinúria, linfadenopatia e raramente hepatite medicamentosa.

Contraindicações do Roacutan

Gravidez (pode gerar mau formação fetal), lactação, insuficiência renal ou hepática, hipervitaminose A, hiperlipidemia severa, alergia a parabenos, vitamina a e outros retinoides.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Hepatite

Hepatite medicamentosa é uma grave inflamação do fígado causada pelo uso de medicamentos que pode causar hepatite aguda ou hepatite fulminante.
O desenvolvimento desse tipo de hepatite pode estar relacionado com a quantidade de medicamentos utilizados pelo indivíduo e com a sua toxidade, neste caso o medicamento lesa diretamente as células do fígado e pode ser desenvolvida por qualquer indivíduo exposto a esses medicamentos. Em outros casos, a hepatite é provocada devido a hipersensibilidade do sujeito a certo medicamento, como se fosse uma reação alérgica do fígado manifestada em forma de hepatite.
A hepatite medicamentosa não se pega pois ela não é contagiosa, sendo somente causada pelo uso de substâncias que prejudicam o funcionamento do fígado.

Remédios que podem causar hepatite medicamentosa

Algumas substâncias que podem causar hepatite são Anabolizantes e produtos tóxicos utilizados em ambiente industrial, além de medicamentos tais como:
ParacetamolNimesulidaTiazolidinedionas
EritromicinaEstatinasTolcapona
AmiodaronaAntidepressivos tricíclicosFluoroquinolonas
TetraciclinasIsoniazidaRifampicina
AcetaminofenoHalotanoValproato de sódio
FenitoínaAmiodaronaExtrato de valeriana
OxifenisatinaMetildopaIsoniazida 
Em alguns raros casos, o Roacutan, um medicamento utilizado para o tratamento da acne severa, pode causar hepatite medicamentosa, mas que desaparece com a diminuição da dose do medicamento ou a sua suspensão.
É importante ressaltar que a hepatite medicamentosa não ocorre em todos os pacientes que tomam estes medicamentos, mas que possuem uma maior sensibilidade a estes.

Sintomas da Hepatite Medicamentosa

Os sintomas da hepatite medicamentosa surgem de forma repentina após a toma do medicamento, através de:
  • Febre baixa;
  • Cor amarelada na pele e na parte branca dos olhos;
  • Coceira pelo corpo;
  • Dor no lado direito do abdômen;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Mal-estar;
  • Urina escura como cor de coca-cola;
  • Fezes de cor clara como argila ou massa de vidraceiro.
A hepatite medicamentosa pode ser confirmada quando o médico observa os sintomas e os exames apresentados após a utilização de alguma medicação, ou exposição a substâncias tóxicas.
Os exames utilizados para diagnosticar a hepatite medicamentosa incluem AST, ALT, bilirrubina, fosfatase alcalina e gama-GT. Além destes exames a biópsia do fígado, pode auxiliar o diferenciá-la dos outros tipos de hepatite.

Como tratar a hepatite medicamentosa

O tratamento para hepatite medicamentosa consiste na suspensão imediata do medicamento, ou a exposição a qualquer substância tóxica que pode ter causado a doença.
Quando esta medida não é o suficiente, o médico pode prescrever corticoides por um período de aproximadamente 2 meses ou até a normalização dos exames do fígado. Normalmente após 1 a 3 anos o paciente deve ser novamente examinada para avaliar como está seu fígado.

O que comer na hepatite medicamentosa

A dieta para hepatite medicamentosa consiste em beber bastante água e aumentar o consumo de alimentos naturais como legumes, verduras, frutas e cereais, diminuindo o consumo de alimentos ricos em gorduras e as bebidas alcoólicas.
Este tipo de alimentação é importante para facilitar a desintoxicação do fígado, pois estes tipos de alimentos são mais facilmente digeridos e o fígado é menos requisitado.

Prevenção da hepatite medicamentosa

Como formas de prevenção da hepatite medicamentosa recomenda-se só tomar medicamentos receitados pelo médico e nunca exceder as doses recomendadas.
Indivíduos que trabalham em ambientes industriais e são diariamente expostos a produtos tóxicos, devem utilizar vestimentas adequadas e o uso de máscaras para evitar a inalação desses produtos.

domingo, 17 de abril de 2016

Sintomas de problemas no fígado

​Os primeiros sinais e sintomas de problemas no fígado são a dor abdominal do lado direito e a barriga inchada. Além desses, também podem ocorrer os & sinais de cor amarelada na pele e nos olhos e urina escura, de cor amarelo forte.
Algumas das causas comuns de problemas no fígado são o excesso de gordura neste órgão, que ocorre principalmente em pessoas com excesso de peso ou que não praticam atividade física, o excesso de álcool, o uso abusivo de medicamentos e doenças como hepatite, cirrose, ascite, esquistossomose e hipertensão portal.
Outros sinais e sintomas que também podem indicar problemas neste órgão são:
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Coceira generalizada;
  • Boca seca ou Gosto amargo na boca;
  • Pode haver diarreia;
  • Enjoo e vômito;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço fácil;
  • Aumento de peso;
  • Fezes amareladas, cinzentas, negras ou sem cor;
  • Facilidade em ficar com manchas roxas na pele;
  • Vasinhos na pele;
  • Aumento da mama nos homens, também chamado de ginecomastia;
  • Diminuição das plaquetas do sangue.
Diante da presença destes sintomas, é importante procurar o médico para investigar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado. 
Sintomas de problemas no fígado

Exames de diagnóstico

Para diagnosticar problemas no fígado, deve-se fazer um exame de sangue chamado hepatograma, que avalia as funções deste órgão a partir dos níveis de:
  • AST e ALT;
  • GGT, também chama de Gama GT;
  • Fosfatase alcalina;
  • Bilirrubina direta, indireta e total;
  • Albumina;
  • LHD;
  • INR e TAP ou TP;
  • 5′ nucleotidase (5’NTD);
  • LDH.
Além dos exames de sangue, o médico também pode pedir exames complementares como ultrassonografia e tomografia computadorizada.

Tratamento

O tratamento a ser feito depende das causas da doença, mas os casos mais leves são tratados apenas com alterações na dieta. No entanto, nas situações de maior gravidade, também podem ser necessários tomar remédios para diminuir a inflamação, o colesterol, a glicemia e outros fatores que afetam o fígado.
Além disso, deve-se conversar com o médico e pedir autorização para complementar o tratamento com remédios caseiros que ajudam a limpar este órgão, como os feitos com boldo, alface ou alfazema. 

Alimentação para tratar o fígado

Em caso de problemas no fígado, recomenda-se beber pelo menos 1,5 L de água por dia e consumir alimentos de fácil digestão e com pouca gordura, como peixes, carnes brancas, frutas, legumes, sucos naturais, queijos brancos e leite e derivados desnatados.
Além disso, deve-se preferir preparações cozidas, assadas ou grelhadas, evitando frituras, refrigerantes, biscoitos recheados, manteiga, carnes vermelhadas, salsicha, linguiça, bacon, chocolate e doces em geral, sendo também importante evitar o consumo de qualquer tipo de bebidas alcoólicas. 
O gastroenterologista é o médico especialista mais indicado para o tratamento das doenças do fígado, e ele deve ser consultado se os sintomas persistirem, mesmo após as alterações na dieta.

sábado, 16 de abril de 2016

Epidermodisplasia verruciforme

epidermodisplasia verruciforme (EV), também conhecida como displasia de Lewandowsky-Lutz, ou ainda epidermodisplasia veruciforme de Lewandowsky-Lutz, consiste em uma desordem genética rara, que apresenta caráter autossômico recessivo, e caracteriza-se pelo surgimento de verrugas cutâneas, semelhante a lesões, em qualquer parte do corpo. Esta doença surge devido à elevada sensibilidade da pele ao papilomavírus humano (HPV), apresentando grandes chances de evoluir à malignidade. Infecções por HPV descontroladas levam ao crescimento de máculas e pápulas, principalmente nas mãos e nos pés. Normalmente está ligada ao HPV tipo 5 e tipo 8, que estão presentes em aproximadamente 80% da população mundial, e geralmente são assintomáticos. Mutações no gene EVER1 ou EVER2, localizados no cromossomo 17, são as causas desta moléstia. Não se sabe ainda a função exata desses genes, mas sabe-se que estão relacionados à distribuição de zinco no núcleo celular. Foi observado que o zinco é um cofator imprescindível para diferentes proteínas virais, e que a atividade do complexo EVER1/EVER2 aparentemente restringe o acesso de proteínas virais para os depósitos de zinco na célula, limitando o crescimento desta. Clinicamente, dois tipos distintos de EV têm sido descritos:
  • Um tipo no qual as verrugas são planas, que podem ir desde uma tonalidade rosa claro até violeta. Em algumas regiões do corpo as pápulas podem se juntar e originar grandes placas, que podem adquirir coloração marrom, superfície descamativa e bordas irregulares. Costumam aparecer em locais expostos à luz solar.
  • Um segundo tipo é a EV verrucosa ou lesões semelhantes a queratoses seborreicas. Também são mais observadas em locais expostos ao sol. Possuem coloração marrom e ficam ligeiramente levantadas.
O diagnóstico é feito com base no histórico e quadro clínico apresentado pelo paciente. Ainda não descoberto um tratamento eficaz para esta doença. Contudo, vários tratamentos têm sido sugeridos, sendo o mais utilizado a administração de acitretina (0,5-1,0 mg/kg) durante 6 meses. Interferontambém tem sido utilizado em associação com retinoides. Há relatos de que o uso de cimetidina pode ser eficaz por promover a depressão da proliferação celular. A remoção das lesões verrucosas é outra opção, que pode ser feita por meio de cirurgia ou crioterapia. Contudo, quando removidas, continuarão a desenvolver-se durante toda a vida. O maior risco é que entre 30% a 60% dessas lesões irão evoluir para malignidade. Fontes:http://en.wikipedia.org/wiki/Epidermodysplasia_verruciformishttp://www.dermnetnz.org/viral/epidermodysplasia-verruciformis.htmlhttp://www.scielo.br/pdf/abd/v77n5/v77n5a04.pdf http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962011000700014&script=sci_arttext

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Fibrodisplasia ossificante progressiva

fibrodisplasia ossificante progressiva, conhecida como FOP consiste em uma rara desordem genética, autossômica dominante, caracterizada pela formação de ossos no interior dos músculos, tendões, ligamentos e outros tecidos conjuntivos e alterações congênitas das extremidades.
A princípio, esta patologia foi denominada miosite ossificante progressiva, ou seja, músculos que gradativamente transformam-se em ossos. Todavia, descobriu-se que esta transformação não ocorre somente nos músculos, mas também outros tecidos conjuntivos, passando então a receber o nome atual.
Clinicamente, ocorre ossificação progressiva do tecido conjuntivo, levando gradativamente a uma limitação da mobilidade osteoarticular, resultando em malformação do hálux (hálux valgo), microdactilia e clinodactilia, edema doloroso da região cervical e torácica. Desta forma, o paciente adota uma postura limitada, ficando impossibilitado até de sentar, fato que caracteriza uma forma avançada da desordem, passando a ser chamada de síndrome de “stone man”. Neste ponto, o paciente evolui rapidamente ao óbito, devido à restrição respiratória.
O diagnóstico é feito com base na presença dos seguintes critérios:
  • Malformações congênitas do hálux do pé;
  • Ossificação endocondral heterotópica;
  • Progressão da desordem em padrões anatômicos e temporais bem demarcados.
Embora os exames laboratoriais não apresentem grande importância para o diagnóstico da FOP, nos quadros agudos pode evidenciar discreto aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS). A confirmação do diagnóstico clínico pode ser feito através de exames clínicos e radiografias que apontam o osso heterotópico no organismo. Os testes de função pulmonar comumente evidenciam alteração ventilatória restritiva e volume pulmonar reduzido, em decorrência do desenvolvimento do osso heterotópico.
Não existe cura para a FOP. O tratamento visa minimizar os sintomas e evitar a progressão dessa condição, utilizando-se fármacos e evitando a ocorrência de traumas, uma vez que os mesmos podem acelerar a ossificação heterotópica, deve-se evitar qualquer tipo de trauma, tanto provocado quanto acidental.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Porfíria cutânea

A porfíria cutânea tarda é o tipo de porfíria mais comum que provoca o surgimento de pequenas lesões na pele exposta ao sol, como costas da mão, rosto ou couro cabeludo, devido à falta de uma enzima produzida pelo fígado que leva ao acúmulo de ferro no sangue e pele. A porfíria cutânea não tem cura, mas pode ser controlada com o uso de remédios receitados pelo dermatologista.
Geralmente, a porfíria cutânea tarda surge durante a vida adulta, especialmente em pacientes que ingerem frequentemente álcool ou que possuem problemas no fígado, como hepatite C, por exemplo.
A porfíria cutânea tarda normalmente não é genética, porém, em alguns casos pode passar de pais para filhos, sendo recomendado aconselhamento genético antes de engravidar, caso existam vários casos na família.

Fotos da porfíria cutânea

Porfíria cutânea
Porfíria cutânea

Diagnóstico da porfíria cutânea

O diagnóstico da porfíria cutânea deve ser feito por um dermatologista através de exames de sangue, urina e fezes para confirmar a presença de porfirina nas células, pois é uma substância produzida pelo fígado durante a doença.

Tratamento para porfíria cutânea

O tratamento para porfíria cutânea deve ser orientado por um dermatologista em colaboração com um hepatologista, uma vez que é preciso controlar os níveis de porfirina produzida pelo fígado. Assim, dependendo dos sintomas do paciente, o tratamento pode ser feito com remédios para porfíria cutânea, como Cloroquina ou Hidroxicloroquina, retirada regular de sangue para diminuir os níveis de ferro nas células ou uma combinação de ambos.
Além disso, durante o tratamento é recomendado que o paciente evite o consumo de álcool e a exposição solar, mesmo com protetor solar, sendo que a melhor forma de proteger a pele do sol é utilizar calças, camisolas com manga comprida, chapéu e luvas, por exemplo.

Sintomas da porfíria cutânea

O primeiro sintoma de porfíria cutânea consiste no surgimento de pequenas bolhas, na pele exposta ao sol, que demoram para cicatrizar, no entanto, outros sintomas incluem:
  • Crescimento exagerado de pelos no rosto;
  • Pele endurecida em alguns locais, como braços ou rosto;
  • Urina escurecida.
Após o desaparecimento das bolhas, podem ainda surgir cicatrizes ou manchas claras que demoram muito tempo para sarar.