sábado, 23 de abril de 2016

Mais um pouquinho sobre a A-S-M-A

 > A asma tem cura?
A asma não tem cura. Mesmo se você não tiver nenhum sintoma, a asma está presente. Embora não exista cura, existem tratamentos que melhoram muito os sintomas da asma e proporcionam o controle da doença. Assim, asmáticos tratados podem ter uma qualidade de vida igual a de qualquer pessoa saudável.
> Como deve ser o tratamento da asma?
Antes de falar sobre tratamento, é importante lembrar que a asma é uma doença variável. A asma varia de asmático para asmático e varia também ao longo do tempo em um mesmo indivíduo. Por isso, o tratamento da asma deve ser individualizado, isto é, o que serve para um asmático pode não ser o melhor tratamento para outro. Ou um mesmo tratamento pode ter sua dose modificada conforme a necessidade. Por isso, o tratamento da asma deve ser orientado pelo seu médico.
A maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: (1) medicação chamada controladora ou de manutenção que serve para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma e, (2) medicação de alívio ou de resgate que serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma.
As medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios. As principais medicações controladoras são os corticoides inalados isolados ou em associação com uma droga broncodilatadora de ação prolongada. As medicações controladoras diminuem o risco de crises de asma e evitam a perda futura da  capacidade respiratória. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.
> Como é a vida do asmático?
A maioria dos asmáticos pode ter uma vida normal, exatamente igual a de pessoas da mesma idade que são saudáveis e não têem asma. Além disso, a grande maioria dos asmáticos não precisa se privar de nada. Para tanto, basta apenas seguir algumas regras:
– evitar o contato com gatilhos como poeiras, fumaças do cigarro, pelo de animais, mofo, pólens, poluentes no trabalho etc.
– usar diariamente a medicação controladora
– consultar periodicamente seu médico
> O que são bombinhas?
Bombinha é a maneira que as pessoas chamam todas as medicações inalatórias usadas no tratamento da asma. Esse nome vem dos primeiros dispositivos que surgiram e ainda existem. Na verdade, bombinha quer dizer o recipiente que é utilizado para armazenar os diferentes tipos de remédios (broncodilatadores e corticóides inalatórios). Hoje existem dispositivos com medicação na forma líquida (aerossol) e em pó. Uma mesma substância pode vir sob aerossol ou sob pó. Os médicos preferem usar o termo dispositivo porque retira a ideia de que o remédio é ruim (bomba). Também faz o paciente entender melhor que dispositivo é a maneira como o medicamento será aplicado, tipo comprimido ou supositório. Dentro dele pode vir qualquer tipo de tratamento para a asma.
> As bombinhas viciam?
Não. Nunca. Essa é a ideia errada mais comum entre asmáticos. Imagine uma pessoa com meningite e febre de 40 graus centígrados. A pessoa usa um remédio para baixar a febre, como dipirona ou paracetamol. Depois de algumas horas, a febre volta a subir e o paciente usa outra vez o antitérmico. Se ele não for ao médico para tratar a meningite com antibióticos, ficará usando remédios para baixar a febre muitas vezes ao dia. Isso significa que ficou viciado em dipirona ou paracetamol? Não. Significa que usou um remédio que nunca serviu para tratar meningite. Só para melhorar a febre. O mesmo ocorre com os dispositivos que têm broncodilatadores de curta ação também chamados de medicação de resgate. O paciente ao invés de tratar a asma, fica usando apenas uma substância para aliviar a falta de ar. Como usa muitas vezes, parece que está viciado.
Além disso, o tratamento da asma deve ser contínuo, pois quando se pára com o tratamento a asma volta. O tratamento com medicações controladoras da asma também é inalado. Esses remédios não curam a asma mas controlam muito bem, assim como hipertensão arterial e diabetes. Se você tomasse um comprimido todo dia para controlar a pressão ou o açúcar, acharia que está viciado nesses remédios?
> Bombinhas fazem mal para o coração?
Não. Quando surgiram os primeiros remédios broncodilatadores para asma, eram substâncias que tinham como efeito colateral aceleração do coração (taquicardia). A sensação era bem desconfortável e as pessoas começaram a achar que o remédio atacava o coração. Com as novas e melhores drogas broncodilatadoras e os novos e melhores dispositivos, esse efeito foi desaparecendo. Algumas pessoas ainda têm a sensação de palpitação mas quando isso acontece é porque provavelmente estão inalando os remédios com a técnica errada. Ou porque estão usando na dose errada. Se você engolir 25 comprimidos de dipirona ou paracetamol, vai passar mal e ter muitos efeitos colaterais. Isso não significa que estes remédios fazem mal: você é que usou na dose errada!
O que faz muito mal para o coração é falta de oxigênio. E uma asma não controlada e em crise causa exatamente essa dificuldade de entregar oxigênio para o coração funcionar. Portanto, as medicações inalatórias para controle da asma são – ao contrário – amigas do coração!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Asma

*-* O que é asma?
Asma é uma doença comum das vias aéreas ou brônquios (tubos que levam o ar para dentro dos pulmões) causada por inflamação das vias aéreas.  A asma causa os seguintes sintomas:
– falta de ar ou dificuldade para respirar
– sensação de aperto no peito ou peito pesado
– chio ou chiado no peito
– tosse
Esses sintomas variam durante o dia, podendo piorar à noite ou de madrugada e com as atividades físicas. Os sintomas também variam bastante ao longo do tempo. Às vezes desaparecendo sozinhos, mas a asma continua lá, uma vez que não tem cura.
*-* Qual o impacto e a realidade da asma no Brasil?
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos, sendo um problema mundial de saúde e acometendo cerca de 300 milhões de pessoas. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho.
Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde,ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, em média, 350.000 internações anualmente. A asma é a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS (2,3% do total), conforme o grupo etário considerado.
Felizmente, com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para os pacientes asmáticos graves, vem-se observando uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil.  Em uma década, o número de internações por asma no Brasil caiu 49%. Apesar disso, disponibilização de tratamento adequado aos asmáticos ainda é restrita em muitos estados do país, sendo que um percentual muito grande da nossa população encontra-se não tratada por completo.
*-* A asma de todas as pessoas é igual?
A asma varia muito de pessoa para pessoa e num mesmo indivíduo. Tem épocas que pode ser muito leve e os sintomas desaparecerem e tem momentos em que pode piorar muito, necessitando atendimentos de emergência e até mesmo internação.  As crises de asma também podem variar, umas sendo mais fortes do que as outras.
*-* Qual a causa da asma?
A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que é causada por um conjunto de fatores: genéticos (história familiar de alergias respiratórias – asma ou rinite) e ambientais.
*-* O que são gatilhos da asma?
São fatores que quando o asmático é exposto a eles podem piorar muito a asma ou fazer aparecer sintomas. Alguns gatilhos apenas pioram os sintomas, outros pioram também a inflamação dos brônquios. Os principais gatilhos da asma são:
– ÁCAROS – organismos microscópicos que se alimentam de descamação da pele humana, de pêlos de animais e também do mofo. Os ácaros habitam locais onde há acúmulo de poeira como: colchões e travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes, papéis e até animais de pêlo. Os ácaros e seus excrementos pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.
– FUNGOS – micro-organismos que crescem a uma temperatura  acima  de 37ºC e umidade acima de 50%. Estes são encontrados  no fim do verão e no outono, estações em que predominam ventos quentes. Casas escuras, úmidas e mal ventiladas são ideais para o crescimento dos fungos. Dentro das casas os fungos podem crescer no sistema de ar condicionado, paredes de banheiros, fendas de superfícies. Misturam-se com a poeira dos carpetes, colchas, livros e refrigeradores. Também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.
– PÓLENS – são gatilhos comuns (flores, gramas, árvores) que predominam fora de casa sendo carregados pelo vento. A polinização se dá  após uma chuva prolongada, seguida de um clima seco sendo comum na primavera. Os pólens também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.
– ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO –  os pêlos de animais podem piorar a asma, mas o grau e a frequência da exposição é que determinarão os sintomas. Além dos pêlos, a descamação da pele do animal, a saliva, a urina e outros tipos de excreções podem ser gatilhos da asma e essas podem ficar no ambiente por até seis meses após a retirada do animal. Alguns animais são considerados capazes de provocar alergias mais do que outros, tais como gatos e cavalos.
– FEZES DE BARATA – exposição a fezes pode provocar sintomas de asma. Piora por aumento da inflamação dos brônquios.
– INFECÇÕES VIRAIS – algumas infecções virais são capazes de causar sintomas de asma ou de piorará-la e entre eles o vírus da gripe e do resfriado comum. Alguns asmáticos são mais sensíveis do que outros.
– FUMAÇA DE CIGARRO – a fumaça do cigarro é prejudicial aos asmáticos, mesmo se o doente não fumar. Asmáticos filhos de pais fumantes estão sujeitos a piora dos sintomas e da própria gravidade da asma. A fumaça do cigarro, além de aumentar os sintomas também pode aumentar a inflamação dos brônquios.
– POLUIÇÃO AMBIENTAL – a exposição à poluição do ambiente em geral e poluição do ambiente de trabalho também pode piorar a asma.
– EXPOSIÇÃO AO AR FRIO – Ar muito frio e seco pode desencadear sintomas de asma por irritar os brônquios do asmático. Contudo, esse ar tem que ser muito frio, como o que ocorre nos invernos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Saiba o que quer dizer cada cor de Corrimento Vaginal

Quando o corrimento vaginal apresenta alguma cor, cheiro, consistência mais espessa ou diferente do costume, pode indicar a presença de alguma infecção vaginal como candidíase ou tricomoníase ou a presença de alguma doença sexualmente transmissível como gonorreia.
Por isso, quando o corrimento vaginal não é uma secreção transparente e tem cor branca, amarela, verde, rosada ou marrom pode indicar diferentes problemas como infecções vaginais por exemplo, sendo importante consultar o ginecologista para tratar o problema. 
Desta forma, saber o que pode significar cada cor de corrimento vaginal é mais fácil perceber quando é necessário procurar o ginecologista, e assim os principais tipos são:

Corrimento branco

Saiba o que quer dizer cada cor de Corrimento Vaginal
O corrimento branco e espesso, tipo leite coalhado geralmente é acompanhado de outros sintomas como coceira, vermelhidão e sensação de queimação na região da vulva e da vagina.
  • O que pode causar: pode ser causado pele candidíase vaginal, uma infecção na agina causada pelo fungo candida albicans.
  • Como tratar: o tratamento geralmente é feito com remédios antifúngicos como o Fluconazol, que pode ser tomado na forma de comprimidos ou aplicado sobre a região a tratar na forma de pomada. 

Corrimento amarelo ou Amarelo-esverdeado

Saiba o que quer dizer cada cor de Corrimento Vaginal
O corrimento amarelo, acinzentado ou amarelo-esverdeado, com cheiro forte semelhante a peixe que pode estar associado a outros sintomas como dor e sensação de queimação durante a relação íntima ou ao urinar. 
  • O que pode causar: pode ser causado pela Tricomoníase, uma infecção vaginal que é sexualmente transmissível.
  • Como tratar: o tratamento geralmente é feito com remédios antifúngicos como o Metronidazol, Tioconazol ou Secnidazol, que podem ser tomados na forma de comprimidos em dose única ou durante 5 a 7 dias de tratamento. 
Além disso, o corrimento amarelo parecido com pus, pode indicar a presença de Clamídia, uma doença sexualmente transmissível que pode quase não causar sintomas. Neste caso, o tratamento é feito com Azitromicina, tomada em dose única ou durante 7 a 15 dias de tratamento.

Corrimento Marrom ou com Sangue

Saiba o que quer dizer cada cor de Corrimento Vaginal
O corrimento marrom ou a presença de sangue no corrimento está geralmente associado a outros sintomas como dor e ardor ao urinar.
  • O que pode causar: pode ser causado pela Gonorreia, uma doença sexualmente transmissível provocada por uma bactéria. 
  • Como tratar: o tratamento pode ser feito com remédios antibióticos como a Azitromixina ou o Ciprofloxacino, tomados em dose única ou durante 7 a 10 dias de tratamento.
Além disso, em casos mais graves este tipo de corrimento também pode ser indícios de câncer da vagina, do colo do útero ou do endométrio, sendo por isso importante consultar o ginecologista quando os sintomas surgem.
Porém, se esteve menstruada recentemente, o corrimento marrom, com sangue ou rosado é comuns nos dias seguintes ao término da menstruação e nestes casos não é motivo de preocupação.

Corrimento na Gravidez

O corrimento na gravidez quando surge é importante ser tratado o mais rápido possível, pois para impedir complicações e evitar prejudicar o bebê.
  • O que pode causar: pode ser causado por doenças como Tricomoníase, Vaginose bacteriana, Gonorreia ou mesmo Candidíase por exemplo.
  • Como tratar: o tratamento deve ser feito com remédios como antifúngicos ou antibióticos, por exemplo, receitados pelo médico.
Assim, durante a gravidez assim que os primeiros sintomas surgem é muito importante consultar o médico para que ele possa diagnosticar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

Corrimento Transparente

O corrimento líquido e transparente, semelhante à clara do ovo, pode indicar que está no período fértil do ciclo menstrual, sendo por isso essa a altura ideal para a mulher engravidar se não estiver sob o efeito do anticoncepcional.
Este tipo de corrimento dura aproximadamente 6 dias e acaba por desaparecer naturalmente passado esse tempo.

Corrimento Rosado

Saiba o que quer dizer cada cor de Corrimento Vaginal
O corrimento rosado, pode indicar o inicio da gravidez, pois pode ser causado pela fecundação do óvulo e é frequente ocorrer até 3 dias depois do contato íntimo. Juntamente com este tipo de corrimento é comum surgir leves cólicas abdominais que são normais e acabam passando sem tratamento.

O que fazer para não ter corrimento

Para evitar infecções e doenças vaginais que podem causar corrimento, é importante fazer diariamente uma boa higiene íntima, 1 a 2 vezes por dia. Para isso, deve sempre lavar a região íntima com água abundante e uma gota de sabonete sem nunca esfregar em exagero. Depois de lavar, deve secar cuidadosamente a região íntima e vestir uma calcinha lavada.
Por isso é importante:
  • Usar calcinha de algodão;
  • Não usar protetor diário como Carefree por exemplo;
  • Evitar o uso de lenços umedecidos ou papel higiênico com perfume;
  • Evitar esfregar muito a região íntima, mesmo com sabonete íntimo.
Estes cuidados ajudam a evitar o surgimento de infecções vaginais e a proteger a mucosa vaginal, evitando assim o desenvolvimento de fungos ou bactérias que podem causar algum tipo de corrimento.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Chocolate causa espinhas?

O consumo excessivo de chocolate causa espinhas porque ele é rico em gordura, que favorece a produção de sebo pelas glândulas sebáceas, levando ao aumento da oleosidade da pele, favorecendo as espinhas.
No entanto, outros alimentos, como pizza, hambúrguer, cachorro quente, amendoim, avelã e outros frutos secos também podem causar espinhas porque são ricos em gordura, que dificultam a digestão e aumentam as chances de intoxicação do organismo.
A piora das espinhas devido à alimentação é mais frequente na adolescência e início da juventude, mas também pode acontecer durante a tensão pré-menstrual e durante a menstruação.
O que se pode fazer para combater as espinhas nessa fase é evitar estes alimentos e lavar o rosto diariamente com o chá de bardana, e nos casos mais graves, procurar por um dermatologista, pois em alguns casos o uso de medicamentos, como o Roacutan, pode ser indicado.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Roacutan

Roacutan é um medicamento do laboratório Roche, cujo princípio ativo é a Isotretinoína utilizado no combate à acne grave.
A melhora da acne grave com o uso de Roacutan deve-se à diminuição do tamanho das glândulas produtoras de sebo e estima-se que os primeiros resultados possam ser observados entre 8 e 16 semanas de tratamento.

Indicações do Roacutan

Tratamento da acne em estágio avançado e de difícil cura.

Preço do Roacutan

O preço do Roacutan varia entre 70 e 150 reais, dependendo da quantidade de comprimidos, e da região.

Modo de uso do ​Roacutan

Doses variantes de comprimidos de 0.5 mg/kg/dia ou 1mg/kg/dia. No máximo 2mg/kg/dia, ou segundo as orientações médicas.

Efeitos colaterais do Roacutan

Pele e mucosas seca, conjuntivite, opacidade da córnea, intolerância à lente de contato, fotossensibilidade, exantema, prurido, dermatite facial, distyrofia unguela, alopécia, hiperpigmentação, artralgia, dor óssea, depressão fadiga, hipotermia, enjôo, colite, hemorragia gastrointestinal, trombocitopenia, hematúria, proteinúria, linfadenopatia e raramente hepatite medicamentosa.

Contraindicações do Roacutan

Gravidez (pode gerar mau formação fetal), lactação, insuficiência renal ou hepática, hipervitaminose A, hiperlipidemia severa, alergia a parabenos, vitamina a e outros retinoides.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Hepatite

Hepatite medicamentosa é uma grave inflamação do fígado causada pelo uso de medicamentos que pode causar hepatite aguda ou hepatite fulminante.
O desenvolvimento desse tipo de hepatite pode estar relacionado com a quantidade de medicamentos utilizados pelo indivíduo e com a sua toxidade, neste caso o medicamento lesa diretamente as células do fígado e pode ser desenvolvida por qualquer indivíduo exposto a esses medicamentos. Em outros casos, a hepatite é provocada devido a hipersensibilidade do sujeito a certo medicamento, como se fosse uma reação alérgica do fígado manifestada em forma de hepatite.
A hepatite medicamentosa não se pega pois ela não é contagiosa, sendo somente causada pelo uso de substâncias que prejudicam o funcionamento do fígado.

Remédios que podem causar hepatite medicamentosa

Algumas substâncias que podem causar hepatite são Anabolizantes e produtos tóxicos utilizados em ambiente industrial, além de medicamentos tais como:
ParacetamolNimesulidaTiazolidinedionas
EritromicinaEstatinasTolcapona
AmiodaronaAntidepressivos tricíclicosFluoroquinolonas
TetraciclinasIsoniazidaRifampicina
AcetaminofenoHalotanoValproato de sódio
FenitoínaAmiodaronaExtrato de valeriana
OxifenisatinaMetildopaIsoniazida 
Em alguns raros casos, o Roacutan, um medicamento utilizado para o tratamento da acne severa, pode causar hepatite medicamentosa, mas que desaparece com a diminuição da dose do medicamento ou a sua suspensão.
É importante ressaltar que a hepatite medicamentosa não ocorre em todos os pacientes que tomam estes medicamentos, mas que possuem uma maior sensibilidade a estes.

Sintomas da Hepatite Medicamentosa

Os sintomas da hepatite medicamentosa surgem de forma repentina após a toma do medicamento, através de:
  • Febre baixa;
  • Cor amarelada na pele e na parte branca dos olhos;
  • Coceira pelo corpo;
  • Dor no lado direito do abdômen;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Mal-estar;
  • Urina escura como cor de coca-cola;
  • Fezes de cor clara como argila ou massa de vidraceiro.
A hepatite medicamentosa pode ser confirmada quando o médico observa os sintomas e os exames apresentados após a utilização de alguma medicação, ou exposição a substâncias tóxicas.
Os exames utilizados para diagnosticar a hepatite medicamentosa incluem AST, ALT, bilirrubina, fosfatase alcalina e gama-GT. Além destes exames a biópsia do fígado, pode auxiliar o diferenciá-la dos outros tipos de hepatite.

Como tratar a hepatite medicamentosa

O tratamento para hepatite medicamentosa consiste na suspensão imediata do medicamento, ou a exposição a qualquer substância tóxica que pode ter causado a doença.
Quando esta medida não é o suficiente, o médico pode prescrever corticoides por um período de aproximadamente 2 meses ou até a normalização dos exames do fígado. Normalmente após 1 a 3 anos o paciente deve ser novamente examinada para avaliar como está seu fígado.

O que comer na hepatite medicamentosa

A dieta para hepatite medicamentosa consiste em beber bastante água e aumentar o consumo de alimentos naturais como legumes, verduras, frutas e cereais, diminuindo o consumo de alimentos ricos em gorduras e as bebidas alcoólicas.
Este tipo de alimentação é importante para facilitar a desintoxicação do fígado, pois estes tipos de alimentos são mais facilmente digeridos e o fígado é menos requisitado.

Prevenção da hepatite medicamentosa

Como formas de prevenção da hepatite medicamentosa recomenda-se só tomar medicamentos receitados pelo médico e nunca exceder as doses recomendadas.
Indivíduos que trabalham em ambientes industriais e são diariamente expostos a produtos tóxicos, devem utilizar vestimentas adequadas e o uso de máscaras para evitar a inalação desses produtos.

domingo, 17 de abril de 2016

Sintomas de problemas no fígado

​Os primeiros sinais e sintomas de problemas no fígado são a dor abdominal do lado direito e a barriga inchada. Além desses, também podem ocorrer os & sinais de cor amarelada na pele e nos olhos e urina escura, de cor amarelo forte.
Algumas das causas comuns de problemas no fígado são o excesso de gordura neste órgão, que ocorre principalmente em pessoas com excesso de peso ou que não praticam atividade física, o excesso de álcool, o uso abusivo de medicamentos e doenças como hepatite, cirrose, ascite, esquistossomose e hipertensão portal.
Outros sinais e sintomas que também podem indicar problemas neste órgão são:
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Coceira generalizada;
  • Boca seca ou Gosto amargo na boca;
  • Pode haver diarreia;
  • Enjoo e vômito;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço fácil;
  • Aumento de peso;
  • Fezes amareladas, cinzentas, negras ou sem cor;
  • Facilidade em ficar com manchas roxas na pele;
  • Vasinhos na pele;
  • Aumento da mama nos homens, também chamado de ginecomastia;
  • Diminuição das plaquetas do sangue.
Diante da presença destes sintomas, é importante procurar o médico para investigar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado. 
Sintomas de problemas no fígado

Exames de diagnóstico

Para diagnosticar problemas no fígado, deve-se fazer um exame de sangue chamado hepatograma, que avalia as funções deste órgão a partir dos níveis de:
  • AST e ALT;
  • GGT, também chama de Gama GT;
  • Fosfatase alcalina;
  • Bilirrubina direta, indireta e total;
  • Albumina;
  • LHD;
  • INR e TAP ou TP;
  • 5′ nucleotidase (5’NTD);
  • LDH.
Além dos exames de sangue, o médico também pode pedir exames complementares como ultrassonografia e tomografia computadorizada.

Tratamento

O tratamento a ser feito depende das causas da doença, mas os casos mais leves são tratados apenas com alterações na dieta. No entanto, nas situações de maior gravidade, também podem ser necessários tomar remédios para diminuir a inflamação, o colesterol, a glicemia e outros fatores que afetam o fígado.
Além disso, deve-se conversar com o médico e pedir autorização para complementar o tratamento com remédios caseiros que ajudam a limpar este órgão, como os feitos com boldo, alface ou alfazema. 

Alimentação para tratar o fígado

Em caso de problemas no fígado, recomenda-se beber pelo menos 1,5 L de água por dia e consumir alimentos de fácil digestão e com pouca gordura, como peixes, carnes brancas, frutas, legumes, sucos naturais, queijos brancos e leite e derivados desnatados.
Além disso, deve-se preferir preparações cozidas, assadas ou grelhadas, evitando frituras, refrigerantes, biscoitos recheados, manteiga, carnes vermelhadas, salsicha, linguiça, bacon, chocolate e doces em geral, sendo também importante evitar o consumo de qualquer tipo de bebidas alcoólicas. 
O gastroenterologista é o médico especialista mais indicado para o tratamento das doenças do fígado, e ele deve ser consultado se os sintomas persistirem, mesmo após as alterações na dieta.