quinta-feira, 12 de maio de 2016

Radiação

Os perigos da radiação nuclear são o aumento das chances de desenvolver problemas como queimadura, infertilidade e leucemia, e os riscos são ainda maiores quando se ingere alimentos contaminados com radiação ou quando se respira o ar contaminado.
As radiações nucleares podem ser de diversos tipos, mas normalmente são compostas por partículas do tipo alfa, beta e gama, sendo o tipo gama o mais perigoso, pois consegue penetrar no corpo.

Consequências do excesso de radiação

A gravidade das consequências do excesso de radiação no corpo dependem do tipo de radiação, da quantidade e do tempo de exposição à radiação, sendo as principais consequências:
  • Vômitos;
  • Queimaduras;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Mal funcionamento de órgãos;
  • Catarata;
  • Câncer;
  • Bebês com malformações.
Algumas dessas alterações, como queimaduras e catarata, também podem aparecer durante tratamentos de radioterapia para o câncer e em funcionários responsáveis por esses tratamentos.

Como se proteger da radiação

Para se proteger da exposição à radiação nuclear e dos seus efeitos no caso de algum acidente nuclear é preciso:
  • Limitar o tempo de exposição à fonte de radiação;
  • Ir para o mais longe possível da fonte de radiação. No caso de um acidente nuclear, é necessário evacuar a área atingida pela radiação, que aumenta de acordo com a quantidade de radiação emitida;
  • Usar roupas próprias que dificultem a passagem da radiação até o contato com a pele e com os pulmões, como luvas e máscaras;
  • Evitar comer ou beber água que tenha origem no local contaminado, pois isso leva a radiação diretamente par ao interior do corpo, causando mais danos ao organismo.
Distúrbios gastrointestinais como náuseas e vômitos podem ser imediatamente percebidos após a ingestão de alimentos contaminados, principalmente em bebês e crianças.

Cuidados com exames médicos

Além desses cuidados que devem ser tomados em casos de acidente nuclear, também é importante só realizar exames que utilizam radiação, como tomografia computadorizada e a mamografia, com orientação médica.
Deve-se ter ainda mais cautela na realização desses exames em crianças, pois o efeito da radiação acumula ao longo da vida, podendo provocar alterações celulares e doenças no futuro.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Chorar com cebola?

cebola possui compostos que, ao se misturarem, produzem ácido sulfúrico, que faz os olhos arderem e lacrimejarem.
As cebolas contêm compostos de enxofre, responsáveis pelo seu forte cheiro, e também uma grande concentração de aminoácidos, dentre os quais está a cisteína, que contém enxofre. Quando a cebola é cortada acontecem ruptura em suas paredes celulares, o que provoca o contato entre os aminoácidos e as enzimas presentes em outras células, dando início a uma diversidade de reações químicas que conduzem à formação de compostos de enxofre voláteis, como o dissulfureto de alilopropila.
Estas substâncias são muito voláteis e chegam rapidamente aos olhos de quem está cortando a cebola. Quando elas entram em contato com a água, presente nas lágrimas, ocorre mais uma reação química, que transforma a substância em ácido sulfúrico, um ácido extremamente forte.
Outro fenômeno também ocorre neste caso. A ação enzimática que ocorre sobre os aminoácidos da cebola cortada provoca a formação do óxido de tiopropionaldeído, que é um agente lacrimejante. Para evitar a ardência há vários truques como lavar a cebola, usar um palito de fósforo na boca ou picar a cebola embaixo d'água. O princípio de todas é o mesmo, evitar que o gás chegue aos olhos. No entanto, é importante destacar que o fósforo não ajuda em nada, pois também contém enxofre. Mas há algumas dicas que podem ajudar, como cortar a cebola com um ventilador ligado, pois o vento afasta as substâncias voláteis produzidas pela cebola dos olhos; Molhar as mãos antes de cortar a cebola, pois isso faz com que as substâncias encontrem água antes de chegar aos olhos; Mergulhar a cebola em água quente por pelo menos cinco minutos, isso desnatura suas enzimas; ou ainda cortar a cebola em água corrente.

terça-feira, 10 de maio de 2016

A mistura café com leite não é perigosa

A mistura café com leite não é perigosa, pois 30 ml de leite já são suficientes para fazer com que a cafeína não atrapalhe a absorção do cálcio do leite.
Na verdade, o que acontece é que as pessoas que tomam muito café acabam tomando pouco leite, o que diminui a quantidade de cálcio disponível no corpo. É comum o leite ou o iogurte que deveriam ser tomados nos lanches ao longo do dia, serem substituídos por xícaras de café.
Assim, em pessoas que consomem a quantidade adequada de cálcio por dia, a cafeína não provoca deficiência em cálcio.
CaféCafé
Café com leiteCafé com leite

Quantidade de leite necessária por dia

A tabela abaixo mostra a quantidade mínima de leite que deve ser ingerido por dia para atingir o valor de cálcio recomendado de acordo com a idade.
IdadeRecomendação de cálcio (mg)Quantidade de leite integral (ml)
0 a 6 meses200162
0 a 12 meses260211
1 a 3 anos700570
4 a 8 anos1000815
Adolescentes de 13 a 18 anos13001057
Homens de 18 a 70 anos1000815
Mulheres de 18 a 50 anos1000815
Homens maiores de 70 anos1200975
Mulheres maiores de 50 anos1200975
Para atingir a recomendação mínima, deve-se tomar leite, iogurtes e comer queijos ao longo do dia, além de frutas e vegetais que também são ricos em cálcio. Pessoas que não tomam ou não toleram o leite podem optar pelos produtos sem lactose ou pelos produtos de soja enriquecidos com cálcio.

Cafeína

cafeína é considerada um composto químico, ela é classificada como alcaloide que é uma substância principalmente extraída das plantas e pertence ao grupo das xantinas. A cafeína atua no sistema nervoso central e também causa o aumento da produção de suco gástrico, o que é grave para pessoas com úlcera digestiva. Ela também ativa o estado de alerta, pois bloqueia a recepção da adenosina.
A cafeína mesmo sendo considerada uma droga e também causar dependência química, é a mais consumida no mundo, pois além dela ser encontrada no café é também encontrada em alimentos como o chocolate, guaraná, cola, chá-mate e no cacau. Este composto também pode ser encontrado em analgésicos e inibidores de apetite. A quantidade ideal é considera cerca de 300 mg por dia, ou seja, 2 a 3 xícaras de café ou então 5 a 6 latas de refrigerantes derivados de cafeínas, como os com extrato de cola.
Em excesso a cafeína pode causar agitação, ansiedade, dor de cabeça, insônia, também causa a contração das veias e artérias o que dificulta a circulação sanguínea e acelera os batimentos cardíacos. Para as mulheres grávidas é recomendado que se tome pouco ou até mesmo corte o café, pois pode causar deformações fetais ao bebe.

Uma curiosidade desta substância é que ela é incluída nos regulamentos de
 doping de todas as federações desportivas, para ser considerada doping a dose deve ser a partir de 12mcg/ml, o que se consegue com a  quarta xícara.Porém, além de trazer alguns malefícios à saúde, ela também ajuda no aumento da concentração, melhora o humor, diminui a fadiga, controle de peso e apesar de causar dores de cabeça se consumida em excesso, alguns médicos usam o café como tratamento de enxaqueca, porque ela contrai os vasos sanguíneos que normalmente são os causadores da dor de cabeça. Ela também traz efeitos no sistema respiratório, pois possui um aumento discreto da frequência e intensidade da respiração. Um grande benefício, porém ainda em fase de estudo é que essa substância pode ajudar na doença do Mal de Parkinson, pois ajuda a amenizar a doença ou até mesmo impedi-la de se manifestar. Para as mulheres também tomar pouco antes da menstruação ajuda nos sintomas da TPM. A cafeína possui um grande efeito diurético, o que por sua vez pode causar desidratação com atividades prolongadas.
Todo produto que contenha a cafeína pode ser consumido, porém sem exagero, dependendo da pessoa pode causar problemas graves a saúde, como qualquer outra droga também pode levar ao vício, onde começa causar os danos a saúde.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ópio

A palavra ópio em grego significa suco, o qual é obtido realizando-se incisões na cápsula de uma planta quando ainda verde, denominada Papaver somniferum, mais popularmente conhecida como papoula do Oriente, que é originária da Ásia Menor e cultivada na China, Irã, Índia, Líbano, Iugoslávia, Grécia, Turquia e sudoeste da Ásia. Desta mesma planta, também podem ser extraídas várias outras substâncias com propriedades farmacológicas.
Atualmente, o ópio é ilegal e considerado uma das substâncias mais viciantes que existem, no entanto possui propriedades anestésicas, e por milhares de anos foi utilizado como sedativo e tranquilizante, e também ministrado como remédio para diarréia, gota, diabetes, disenteria, tétano, insanidade e ninfomania.O ópio é produzido à partir deste suco resinoso, que é um látex leitoso e coagulado, que depois de seco, torna-se uma pasta de cor acastanhada, e então é fervida para transformar-se em ópio, que por sua vez tem um cheiro típico e desagradável, manifestando-se potencialmente com o calor, de sabor acre e amargo.
Do ópio também pode-se obter opiáceos naturais , como a morfina (alcalóide com efeito narcótico), e acodeína, e os opiáceos semi-sintéticos, onde temos como exemplo a heroína. Ainda temos as substâncias totalmente sintéticas, isto é fabricadas em laboratório que denominam-se opióides, que são narcóticos ou hipnoanalgésicos, ou seja, tem efeito analgésico e hipnótico (dão sono), utilizados sob prescrição médica como medicamentos, em casos extremos sem que se tenham outras opções.

Efeitos

De um modo geral. todos os opiáceos e opióides são depressores do SNC (Sistema Nervoso Central), ou seja, diminuem o seu funcionamento, produzindo uma hipnose e uma analgesia, mas, estão diretamente relacionados às doses administradas, pois quando utilizadas em doses maiores que a terapêutica poderão deprimir algumas outras regiões cerebrais, como por exemplo, a freqüência cardíaca, a respiração, pressão sangüínea, etc.
Algumas dessas drogas tem efeito farmacológico, quando administradas corretamente, e sob prescrição médica, como é o caso da codeína, muito eficiente como anti-tussígeno (contra a tosse). No caso de uso de substâncias ilícitas ou sem indicação médica flagra-se o que chama-se de abuso, onde o indivíduo estará sujeito à ações indiscriminadas e imprevisíveis da droga.
No caso do ópio, quando utilizado, na forma de pó, cápsulas, comprimidos, ou chás seus efeitos , durarão aproximadamente de três à quatro horas e dependerão da quantidade de droga utilizada, da freqüência do uso e das condições físicas e psicológicas do usuário, podem ser agudos ou crônicos, porém, de um modo geral são os seguintes:

Físicos

Vômitos, náuseas, ansiedade, tonturas, falta de ar, contração acentuada da pupila dos olhos, paralisia do estômago, prisão de ventre., palidez, perda de peso, membros pesados, queda da pressão arterial, alteração da freqüência cardíaca e respiratória, podendo chegar à cianose(cor azulada da pele), com o uso crônico poderá ocorrer intensificação de alguns sintomas, tais como: má digestão e prisão de ventre crônicas e problemas de visão devido à miose.

Psíquicos

O uso freqüente do ópio e à longo prazo diminui a atividade cerebral podendo causar: deterioração intelectual, irritabilidade crescente, apatia, mente letárgica, indisposição, declínio dos hábitos sociais, diminuição da capacidade de vigília (provoca o sono), alteram os centros da dor, causam depressão geral do cérebro ocasionando uma perda de contato com a realidade e mente obnubilada (sem rumo).

Overdose

Quando ocorre um aumento nas dosagens, os efeitos poderão evoluir para casos de overdose, com sonolência descontrolada, coma e em casos mais graves, a morte por falha respiratória.
A overdose ainda poderá ocorrer por mistura da droga com álcool e barbitúricos.

Tolerância e dependência

A maioria das drogas inicialmente, parecem inofensivas, trazendo falsas sensações de bem-estar, relaxamento e tranqüilidade momentâneas, diminuição da ansiedade cotidiana, mudança de estados psíquicos, agitação e vivência de experiências e visões totalmente ilusórias.
Após esse período, e com o uso freqüente, poderá desenvolver-se a tolerância (que é a busca de doses cada vez mais elevadas para um mesmo resultado). com possível dependência física e psíquica (trata-se de necessitar do entorpecente para sentir-se bem ou até mesmo para viver), que varia de acordo com a substância utilizada.
Igualmente à seus derivados, o ópio provoca no organismo, a tolerância e não pode-se prever o ponto em que o indivíduo torna-se grave dependente. Nesse caso, o usuário deixa de sentir o estupor causado pela droga, porém neste estágio já encontra-se totalmente aprisionado, de uma vez que, normalmente não deixa de consumi-la para escapar da inevitável e terrível síndrome de abstinência, que pode iniciar-se dentro de aproximadamente doze horas e estender-se de um à dez dias, incluindo: cólicas musculares e abdominais, lacrimejamento, dores cruéis, insônia, falta de apetite, inquietação, sudorese, arrepios, diarréias, tremores, instabilidade emocional com crises de choro, vômito,náuseas e vertigens. Além disso o o uso da droga não poderá ser descontinuado abruptamente, ficando o usuário neste caso, sujeito a sua morte.

Tratamento

Como vimos o ópio e seus derivados são substâncias com grandes possibilidades de causar dependência e mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, ocasionando uma pré-disposição ao uso, que mesmo depois de anos de privação da droga , o ex-dependente poderá retornar ao vício.
De qualquer forma, havendo o desejo de descontinuar o seu uso este deverá ter acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo com possível inclusão de medicamentos que auxiliam no abandono da droga.

domingo, 8 de maio de 2016

Quiabo

De origem africana, o quiabeiro é atualmente cultivado em várias regiões tropicais, subtropicais e regiões temperadas do mundo, por conter frutos comestíveis saborosos e cheio de nutrientes. No Brasil, ele foi introduzido com o comércio de escravos e é cultivado em todas as regiões, principalmente na região Sudeste, com destaque para o Estado de São Paulo (Araçatuba e Campinas), que é o maior produtor do país.
Da família das Malvaceas da qual fazem parte mais de 2.000 espécies, entre elas o famoso cacaueiro, o quiabeiro assim como a maioria dos membros de sua família é uma planta arbustiva, porém existem algumas espécies, em menor quantidade, que são árvores e cipós. No entanto, todas as espécies desta família possuem canais mucilaginosos e indumento constituído geralmente por pêlos ramificados ou escamosos.
Presente na alimentação de muitos brasileiros, principalmente na dos baianos e mineiros, e, apreciado na culinária de várias culturas do mundo, o quiabo é consumido de variadas maneiras, tais como crus em saladas, refogados, cozidos, assados, grelhados e como ingrediente de diversas receitas. Desprezado por algumas pessoas por conter uma gomosidade característica o quiabo chama atenção em outro quesito, nutrição. Seu perfil nutricional é bem chamativo, e apesar da textura grudenta, que pode ser facilmente removida de acordo com a forma de preparo, o quiabo fornece vários nutrientes importantíssimos à saúde. Ele é rico em vitamina A, C e B1 e possui ainda em sua composição minerais como o cálcio, fibras e proteínas. Por fornecer poucas calorias (100 gramas contém cerca de 30 kcal) o quiabo pode estar contido em dietas de restrições calóricas e com a vantagem de ser um alimento de fácil digestão.
Além de todos estes nutrientes presentes no quiabo, ele também é conhecido por conter propriedades medicinais. Ele é anti-helmíntico, antiparasitário, demulcente e indicado como tratamento de várias enfermidades como diarreia, verminoses, disenteria, inflamações e irritação do estômago, rins e intestino.
Para conservar os quiabos por mais tempo após serem comprados, recomenda-se guardá-los em sacos plásticos e colocá-los na parte inferior da geladeira. Assim, o quiabo pode ser consumido em até uma semana. É importante ao prepará-lo, lavá-lo devidamente, para eliminar sujeiras e possíveis parasitas impregnados em sua casca. Para as pessoas que desejam remover a sua baba característica, uma dica é fritar os quiabos e pingar algumas gotinhas de limão.

sábado, 7 de maio de 2016

O Feijão na Alimentação

O feijão comum (Phaseolus vulgaris, L.) é a leguminosa mais consumida no Brasil, sendo considerado o ingrediente-símbolo da gastronomia brasileira. Junto com o arroz, forma a base da nossa alimentação e contribui significativamente como fonte de proteína e caloria.
Não há um consenso sobre a origem do feijão, mas há, no entanto, o senso comum de que realmente a origem do feijoeiro é o continente americano. Na Ásia, na África e na Europa existem variedades consideradas secundárias.
O feijão é um excelente alimento, muito rico nutricionalmente, pois fornece nutrientes essenciais ao ser humano, como proteínas, ferro, cálcio, magnésio, zinco, vitaminas (principalmente do complexo B), carboidratos e fibras.
Na alimentação dos brasileiros, o feijão é a principal fonte de proteína, seguido, em importância, pela carne bovina e pelo arroz. Apenas esses três alimentos básicos contribuem com 70% da ingestão protéica, além de ser uma cultura de grande expressão sócio-econômica no Brasil (Machado, Ferruzzi & Nielsen, 2008). A importância alimentar do feijão deve-se, especialmente, ao menor custo de sua proteína em relação aos produtos de origem animal (Mesquita et al, 2006).
Dentre os componentes do feijão, destacam-se principalmente os compostos fenólicos, substâncias antioxidantes vinculadas a um menor risco no desenvolvimento de alguns tipos de câncer e a uma menor incidência de doenças degenerativas (Machado, Ferruzzi & Nielsen, 2008); a isoforma 1 do inibidor da alfa-amilase, que apresenta potencial efeito no combate à obesidade e no tratamento adjuvante do diabetes (Obiro, Zhang & Jiang, 2008); e as fibras solúveis que, depois de ingeridas, se transformam em gel, permanecendo mais tempo no estômago, o que acarreta uma maior sensação de saciedade. Tal “gel” atrai as moléculas de gordura e de açúcar, que são eliminados pelas fezes, ajudando assim, a reduzir os níveis de colesterol e glicemia do sangue.
O consumo em quantidades média a alta de feijão está sendo associado a diminuição de riscos para outras doenças como o diabetes, doenças cardiovasculares e até mesmo neoplasias. Acredita-se que esse efeito benéfico do consumo do feijão é devido à presença de metabólitos secundários nessa leguminosa, os fitoquímicos, principalmente os compostos fenólicos e os flavonóides.
Este alimento apresenta, porém, um problema: suas proteínas têm valor nutricional pouco inferior ao apresentado pelas carnes, o que é decorrente do teor e biodisponibilidade reduzidos de aminoácidos sulfurados (Evans & Bauer, 1978; Antunes & Sgarbieri, 1980; Fukuda et al., 1982), principais aminoácidos que participam da síntese protéica (Geraldo, 2006); entretanto, quando combinado com arroz, por exemplo, forma uma mistura de proteínas mais nutritiva. Isto porque o arroz é relativamente rico em aminoácidos sulfurados (Mesquita et al, 2006).
Na análise do consumo de feijão no Brasil, primeiramente deve-se ressaltar que, apesar de importante, o feijão tem merecido pouca atenção. O consumo médio per capita de feijão na década de 1960 foi de 23 kg/habitante/ano, enquanto nas décadas de 1970, 1980 e 1990 foi, respectivamente de, 20, 16 e 17 kg/habitante/ano. Por outro lado, enquanto no período de 1974 a 1975, o consumo metropolitano per capita foi de 16,5 kg/ ano, o consumo rural foi quase o dobro, 32 kg/ ano.
Alguns estudos mostram que o processo de urbanização explica mais da metade da redução no consumo do feijão no período compreendido entre meados da década de 1970 e final dos anos 80. De acordo com o senso 2000, cerca de 81% da população brasileira estava concentrada nas cidades, que abrigam 137 milhões de pessoas. Entre outros fatores, essa rápida urbanização, associada à acentuada inserção da mulher no mercado de trabalho, provocaram um efeito acentuado nas mudanças do hábito alimentar da população e originaram novas demandas quanto à qualidade, apresentação, facilidade e menor tempo de preparo dos alimentos. Outros estudos indicaram que, no período de 1974 a 1988, a redução no consumo de feijão deveu-se à mudança no hábito alimentar e não ao fator preço, afirmando que a renda per capita explicava apenas pequena parcela da variação. Comparando-se esses resultados, concluiu-se que, no período de 1974 a 1988, o decréscimo do consumo de feijão foi menor nas metrópoles do que a média geral no país.
Os economistas afirmam que à medida que a renda do consumidor aumenta o consumo do feijão diminui. Por sua vez, outros afirmam que ocorreu um crescimento do preço real do feijão em comparação a outros alimentos. Outros ainda apontam a dificuldade de preparo caseiro e o tempo de cozimento que se contrapõe à necessidade de redução do tempo de trabalho doméstico. Além disso, há maior número de pessoas fazendo suas refeições fora do lar e a substituição do feijão por outras fontes de proteína, principalmente as de origem animal.