quinta-feira, 23 de junho de 2016

Miocardite

É uma inflamação (irritação e inchação) das paredes musculares do coração. A inflamação causa danos em células individuais do músculo do coração. Quando muitas destas células estão danificadas, o coração não consegue bombear eficientemente. O processo pode ser rápido e resultar em morte. Mas, o mais comum é que o coração comece a se regenerar. O músculo cardíaco começa a melhorar trocando células mortas por tecidos cicatricial que não se contraem e não ajudam o coração a bombear, como resultado de muitas cicatrizes o coração pode falhar.

Como isso ocorre?


Muitas coisas podem inflamar o coração. As causas de miocardite incluem:
  • Infecção, especialmente infecção viral (a causa mais comum);
  • Reações a alguns medicamentos, como Anti neoplásicos;
  • Exposição a produtos químicos, como chumbo, arsênico e monóxido de carbono;
  • Parasitas em algumas partes da América Central e do Sul
  • Doenças autoimunes (uma reação excessiva do sistema imunológico do corpo), como lúpus e artrite reumatóide.
O que dá inicio a uma inflamação não é sempre sabido. Quando a causa não é conhecida ela chamada de miocardite idiopática.

Quais são os sintomas?


Às vezes não há sintomas. Quando eles ocorrem, são os sintomas da falha do coração, como:

  • Falta de força;
  • Diminuição do fôlego ou problemas com a respiração, primeiro durante exercícios e depois com qualquer atividade e até quando se está descansando;
  • Acordar à noite com problemas falta de ar e ter dificuldades em estar deitado pela falta de fôlego;
  • Inchaço nos tornozelos e nos pés, e ganho de peso devido ao excesso de fluidos no corpo.

Como é diagnosticado?


Seu médico irá perguntar sobre os seus sintomas e o examinará. Ele escutará o seu coração com um estetoscópio.

O primeiro teste é usualmente um ecocardiograma (um escaneamento ultrassônico do coração).

Um pequeno pedaço do músculo cardíaco pode ser removido para ser examinado sob um microscópio (uma biópsia). Você receberá um anestésico local para que não sinta dor durante este procedimento. Amostras do músculo cardíaco são retiradas com um biótomo que é um tubo flexível (cateter), fino com uma pequena tesoura na sua ponta. Ele é inserido por uma veia no pescoço e movido por esta veia até o coração. A tesoura remove um pequeno pedaço do músculo do coração. Os resultados ficam disponíveis dentro de 48 horas.

Uma vez diagnosticada a miocardite, você poderá realizar teste de sangue para identificar a causa da infecção.

Como é tratada?


A miocardite é tratada com analgésicos e antiinflamatórios. Se a miocardite é causada por doença, tratá-la também será cuidar do coração. Se a miocardite é causada por infecção bacteriana, antibióticos serão prescritos. Medicamentos para o coração poderão ser prescritos para regular as batidas do coração e para ajudar o bombeamento. Um aparelho chamado balão intra aórtico poderá ser utilizado para ajudar o bombeamento do coração. Os objetivos do tratamento são ajudar o bombeamento cardíaco enquanto ele se recupera e limitar os danos o máximo possível.

Complicações da miocardite, como a falha do coração, podem ser tratadas se ocorrerem. Se o coração está muito prejudicado, um transplante de coração poderá ser realizado.

Como posso me cuidar?


  • Manter uma dieta saudável;
  • Pergunte ao seu médico sobre atividades físicas ou exercícios;
  • Fale com o seu médico antes de usar algum medicamento que não foi prescrito por um médico para você, inclusive os remédios que não precisam de prescrição e suplementos;
  • Se você fuma, pare;
  • Faça checkups regularmente;
  • Perca peso, se você está com sobrepeso;
  • Aprenda maneiras de reduzir ou administrar o estresse;
  • Reduza o sal de sua dieta, se o seu médico recomendar;
  • Chame por assistência médica logo, se:
·        Se os sintomas piorarem;
·        Se você tiver uma redução de fôlego;
·        Se você tiver tonteiras;
·        Se você tiver uma aceleração dos batimentos cardíacos ou se eles estiverem irregulares (palpitações);
·        Se você tiver dor no peito.

Por quanto tempo duram os efeitos?


Por volta de um terço das pessoas que tiveram miocardite voltaram ao normal após algumas semanas até alguns meses. Os outros têm danos permanentes ao músculo cardíaco. Os danos variam de brando até severo. Há tratamentos efetivos para pessoas que o coração não retorna ao normal.
Fonte: MD Consultant: Myocarditis: Patient Education.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Virose

Vírus
Virose é um termo pouco específico, que significa doença viral ou infecção provocada por um vírus. Se formos interpretar a expressão virose ao pé da letra, estaremos diante de um gigantesco grupo de doenças que engloba centenas de infecções virais diferentes, desde as mais simples, como resfriados e verrugas de pele, até as mais graves, como AIDS, raiva, hepatite e ebola.
Apesar do termo virose abranger todas as infecções de origem viral, na prática, os médicos costumam reservar esse diagnóstico para as infecções virais leves, de origem respiratória ou gastrointestinal, que habitualmente são autolimitas e curam-se espontaneamente após alguns dias. Nenhum médico diz para o paciente que está com sarampo, ebola ou AIDS que ele tem “apenas uma virose”.

“É SÓ UMA VIROSE”

Imagine a seguinte situação: dois pacientes aguardam consulta médica em um centro de pronto atendimento. O primeiro entra e relata ao médico que está sentindo cansaço, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, espirros e nariz entupido. Ao fim da consulta, o médico diz que ele tem apenas um virose e que deve ir pra casa descansar e se hidratar bem. Chega a vez do segundo paciente, que relata ao médico estar com mal-estar, cansaço, cólicas, diarreia e vômitos. Novamente, o médico diz que ele tem apenas um virose e que deve ir pra casa descansar e se hidratar bem.
Como pode o médico dar o mesmo diagnóstico e indicar o mesmo tratamento para dois pacientes com sintomas tão diferentes?
Por mais que para o público leigo possa parecer que o médico está “chutando” o diagnóstico, existe uma grande chance do profissional ter acertado nas duas situações. A imensa maioria dos quadros respiratórios, com espirros e dores pelo corpo, e dos quadros gastrointestinais agudos, sem febre alta ou sangue nas fezes, são provocados por infecções virais de curta duração, como aquelas causadas pelos vírus Rinovírus, Parainfluenza, Influenza, Coronavírus, Rotavírus ou Norovírus.
Nestes casos, o importante para o médico não é fazer um diagnóstico preciso do vírus responsável pelo quadro clínico, mas sim ter certeza que o paciente não apresenta sinais e sintomas que possam indicar um outro problema, que não apenas uma simples virose. Entre esses sinais e sintomas estão a febre alta, pus nas amígdalas, sangue nas fezes, dor abdominal intensa, sinais de desidratação, hipotensão arterial, sintomas com mais de 1 semana de duração, etc.
Em alguns casos, quadros de infecções mais graves podem se apresentar nos primeiros dias de forma muito parecida com uma virose comum, só vindo a manifestar os sintomas mais claramente após 48-72 horas. Além disso, apesar de não ser o habitual, algumas viroses comuns podem causar complicações. A gripe é um exemplo bem claro. A imensa maioria dos pacientes com gripe recupera-se espontaneamente após alguns dias, mas cerca de 1% dos pacientes podem ter complicações sérias.
O correto, portanto, é o médico examinar o paciente à procura de sinais e sintomas de gravidade e explicar que as viroses comuns costumam melhorar espontaneamente após 3 ou 4 dias. Se o paciente, em vez de melhorar, notar um agravamento dos sintomas ao longo das próximas 48 horas, uma nova avaliação médica costuma ser necessária.

SINTOMAS DE VIROSE

Tecnicamente, qualquer infecção provocada por um vírus pode ser chamado de virose, logo, existe uma vasta gama de sinais e sintomas possíveis. Entretanto, conforme já explicamos, na prática, o termo virose acaba ficando restrito aos tipos de infecção viral que são brandos e autolimitados.
Podemos dividir em três grandes grupos os principais quadros clínicos provocados por viroses: viroses respiratórias, viroses gastrointestinais e viroses exantematosas. Vamos falar um pouco sobre cada uma das três.
1- Sintomas das viroses respiratórias
As viroses respiratórias são provocados pelo vírus da gripe, chamado vírus Influenza, ou pelos vários vírus que provocam o resfriado comum, entre eles: Rinovírus, Adenovirus, Vírus sincicial respiratório, Coronavirus, Parainfluenza.
Entre os sintomas mais comuns das viroses respiratórias podemos citar:
  • Febre.
  • Espirros.
  • Coriza.
  • Sinusite.
  • Tosse.
  • Conjuntivite.
  • Dor de cabeça.
  • Dor de garganta.
  • Dor no corpo.
  • Cansaço.
  • Mal-estar generalizado.
Cabe salientar que o paciente não precisa apresentar todos os sintomas listados acima para ter uma virose. Um paciente que apresente apenas coriza, espirros, dor de cabeça e cansaço já apresenta um quadro bastante rico para o diagnostico de virose respiratória.
Quadros alérgicos, como a rinite alérgica, também podem cursar com alguns dos sintomas das viroses e o tratamento deve ser feito com medicamentos antialérgicos.Quando o médico se depara com uma virose respiratória, é importante que ele procure descartar infecções bacterianas que possam ter sintomas semelhantes, mas que precisam ser tratados com antibióticos, tais como a faringite bacteriana, a pneumonia e a sinusite bacteriana.
As viroses respiratórias duram de 2 a 7 dias e curam-se espontaneamente.
Raramente há complicações.

2- Sintomas das viroses gastrointestinais
A maioria dos quadros de diarreia aguda costuma ser causada pelas viroses gastrointestinais, que incluem infecções pelos vírus rotavírus, Norovírus, Astrovírus e Adenovírus entérico.
As viroses gastrointestinais se caracterizam por um quadro de diarreia aguda que dura, em média, de 3 a 7 dias, e está frequentemente acompanhada por cólicas abdominais e vômitos, principalmente nos primeiros dias. Febre baixa, abaixo de 38,5ºC, também é um sintoma bastante comum.
Quando um médico se depara com um paciente com quadro sugestivo de virose gastrointestinal, ele precisa estar atento para alguns sinais e sintomas que possam indicar outra causa que não uma infecção viral simples. Entre os sinais de alerta estão:
  • Febre alta.
  • Intensa e persistente dor abdominal.
  • Diarreia sanguinolenta.
  • Sinais de desidratação grave.
  • Sintomas prolongados, geralmente por mais de 10 dias.
  • Perda de peso importante.
A maioria das viroses gastrointestinais resolve-se espontaneamente, sem necessidade de tratamento ou dietas muito rigorosas. A complicação mais comum é a desidratação, que pode ser evitada, caso o paciente consiga manter uma boa hidratação.
3- Sintomas das viroses exantemáticas
As viroses exantemáticas são um grupo de doenças de origem viral que cursam com o aparecimento de exantemas, que nada mais são do que erupções avermelhadas na pele. Entre as viroses exantemáticas mais conhecidas podemos citar a catapora (varicela), a rubéola e o sarampo. A dengue, a febre Chicungunha e a febre Zika também são exemplos de viroses que podem cursar com exantemas, apesar das lesões de pele não serem os sinais mais importantes destas infecções.
Nem sempre, porém, as viroses que produzem exantemas apresentam um quadro clínico típico que nos permite enquadrá-las em um diagnóstico específico. Muitas vezes, o paciente recebe mesmo é o inespecífico diagnóstico de virose. Algumas das viroses respiratórias e gastrointestinais citadas nos tópicos anteriores podem também causar machas avermelhadas na pele, que não possuem características de nenhuma doença em especial. Não é incomum encontrarmos um paciente com um quadro de curta duração que consista em manchas avermelhadas na pele, febre, dores no corpo e alguns sintomas respiratórios.
Também não é incomum que os pacientes tenham formas brandas e atípicas de algumas viroses exantemáticas clássicas. Algumas pessoas só descobrem que tiveram catapora, dengue ou rubéola quando fazem exames de sangue, pois, na época da infecção, vários anos atrás, os sintomas foram tão inespecíficos, que muitas vezes nem atendimento médico o paciente procurou.
Portanto, se as lesões de pele não tiverem algumas características próprias, nem sempre é possível fazer o diagnóstico preciso de uma virose exantemática, principalmente se ela for de curta duração e com sintomas leves.

DIAGNÓSTICO DAS VIROSES

Umas das maiores frustrações do paciente que recebe o diagnóstico de virose é o fato do médico solicitar poucos ou nenhum exame e não estabelecer um diagnóstico mais preciso. Isso do ponto de vista médico, entretanto, não é um problema. Se há um grupo de doenças que tenham sintomas semelhantes, sejam de curta duração e não necessitem de nenhum tratamento específico, não faz sentido gastar tempo e dinheiro do paciente para fazer um diagnóstico mais preciso, uma vez que isso em nada irá alterar a conduta do médico. Mesmo que o paciente tenha um quadro de catapora ou dengue branda, com manifestações atípicas, saber ou não o diagnóstico correto não vai mudar em nada o tratamento. Da mesma forma, saber se o paciente tem um resfriado por adenovírus ou por Parainfluenza não traz nenhuma vantagem na maioria dos casos.
A solicitação de exames complementares pode ser indicada quando o médico não se sente seguro com o diagnóstico de virose. Análises de sangue, radiografia de tórax ou uma amostra de secreções da orofaringe podem ser solicitadas, caso o médico queira ter mais certeza que a infecção não tem origem bacteriana.
Outra situação em que o diagnóstico mais preciso pode ser interessante é nos períodos de epidemia de gripe. Do ponto de vista de saúde pública, saber se há ou não uma nova cepa do vírus Influenza pode ajudar no estabelecimento de estratégias de tratamento, prevenção e na formulação de vacinas para os anos seguintes.

TRATAMENTO DAS VIROSES

A maioria dos quadros que chamamos de virose são autolimitados, ou seja, curam-se espontaneamente após alguns dias. Sendo assim, não há necessidade de nenhum tipo de tratamento específico. Isso não significa, porém, que o médico não possa prescrever alguns remédios visando o alívio dos sintomas do paciente, principalmente nos casos de febre e dor. Nos pacientes com vômitos e diarreia, o tratamento deve visar a adequada hidratação do paciente.
Uma medida importante para evitar a transmissão das viroses para outras pessoas e a lavagem frequente das mãos. A principal forma de transmissão dos vírus não é através do ar, mas sim através de mãos contaminadas 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Bronquiolite

O que é a bronquiolite?
O ar que inspiramos entra pela boca/nariz e segue o seguinte trajeto: faringe » laringe » traqueia » brônquio » bronquíolo » alvéolo (veja a ilustração ao lado para melhor entender).pulmão
Conforme avançamos ao longo da arvore respiratória, as estruturas vão se tornando cada vez mais ramificadas e finas. Os bronquíolos são a última porção da árvore respiratória antes dos alvéolos, que são as estruturas que entregam o oxigênio respirado para o sangue.
Os bronquíolos são estruturas quase microscópicas, com diâmetro menor que 1 mm. São através de canais tão pequenos que o ar precisa passar para chegar nos alvéolos. Qualquer processo inflamatório que acometa os bronquíolos causa inchaço na parede dos mesmos, fechando a passagem de ar e aumentando a produção de muco dentro das vias aéreas. A bronquiolite – inflamação dos bronquíolos – se traduz clinicamente por broncoespasmo (chiado no peito) e tosse com expectoração.
Causas e fatores de risco da bronquiolite
A bronquiolite é habitualmente causada por uma infecção viral, na maioria dos casos por uma vírus chamado Vírus sincicial respiratório (VSR). Outros vírus também podem ser os responsáveis, como Rinovírus, Influenza, Parainfluenza e Adenovírus. A transmissão é feita de forma semelhante a qualquer outra virose respiratória, como gripes e resfriados.
A bronquiolite é uma infecção altamente contagiosa, que ataca preferencialmente crianças menores de 2 anos. Os bebês com menos de 6 meses são as principais vítimas.
O VSR é muito comum e existe no mundo inteiro. Praticamente todas as crianças terão tido contato com ele até os três anos de idade. Algumas desenvolvem quadros brandos, semelhantes a resfriados, enquanto outras, geralmente as mais novas, podem ter quadros graves, com necessidade de hospitalização. Habitualmente, as crianças acima dos 2 anos que entram em contato com o VSR não desenvolvem a bronquiolite, apenas um quadro de resfriado simples. É possível se infectar com o Vírus sincicial respiratório mais de uma vez, porém, em geral, as infecções subsequentes são mais brandas que a infecção inicial, principalmente nas crianças mais velhas.
Os principais fatores de risco para desenvolver bronquiolite são:
– Prematuridade.
– Baixo peso ao nascer.
– Idade inferior a 3 meses.
– Crianças com doença pulmonar, neurológica ou cardíaca prévia.
– Imunodeficiência.
– Fumo passivo.
– Frequentar creche.
– Ter irmãos mais velhos que frequentemente trazem infecções respiratórias para casa.
– Morar em casa amontoado com muitas pessoas.
– Ambientes frios (o vírus costuma circular com mais facilidade no inverno).
Sintomas da bronquiolite
O período de incubação do VSR costuma ser de 2 a 5 dias. Os primeiros sintomas são inespecíficos, típicos de qualquer resfriado, com coriza, espirros, tosse e febre baixa. Na maioria das crianças, o vírus fica restrito às vias aéreas superiores e o quadro não evolui muito a partir daí. Nas crianças mais novinhas, porém, o vírus pode alcançar áreas mais profundas da árvore respiratória, atacando os brônquios e bronquíolos, levando à bronquiolite.
Na bronquiolite os sintomas surgem após 2 a 5 dias de resfriado, apresentando o seguinte quadro:
– Recusa alimentar.
– Cansaço para mamar.
– Letargia e sonolência.
– Broncoespasmo (chiado no peito).
– Tosse persistente, que pode durar por mais de 2 semanas.
Nos casos de bronquiolite grave, a criança pode apresentar:
– Dificuldade respiratória, caracterizada por frequências respiratórias elevadas, geralmente acima de 60 incursões por minuto e uso da musculatura abdominal e intercostal durante a respiração.
– Cianose (dedos e lábios arroxeados).
– Rebaixamento do nível de consciência.
Em crianças menores de 2 meses um dos sintomas da bronquiolite pode ser pausas respiratórias (apneia) de até 20 segundos.
Na maioria dos casos, a bronquiolite é uma doença autolimitada, com resolução espontânea após alguns dias. O pico dos sintomas costuma ocorrer entre 5 a 7 dias. A recuperação completa geralmente se dá em 1 ou 2 semanas, mas pode demorar até 4 semanas em alguns casos.
Os casos mais graves são aqueles em que o bebê apresenta dificuldade respiratória, principalmente quando há sinais de esforço para respirar. Em geral, apenas 3% dos casos precisam de hospitalização.
O diagnóstico da bronquiolite é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. Na maioria dos casos, não há necessidade de exames laboratoriais ou radiológicos.
Tratamento da bronquiolite
Por segurança, todo bebê menor que 6 meses com quadro de infecção respiratória deve ser avaliado pelo pediatra.
Assim como na gripe, não há um tratamento específico para a bronquiolite. Nas casos mais leves, o tratamento pode ser feito em casa, com repouso, antipiréticos e soro nasal. Nebulização com soro também pode ajudar. Se houver algum grau de broncospasmo, a nebulização com broncodilatadores está indicada.
Não se deve usar anti-histamínicos, descongestionantes ou antibióticos para tratar bronquiolite.
Os bebês que ainda mamam costumam ficar mais cansados, não conseguindo mamar com a mesma eficiência. Nestes casos, ofereça o peito com mais frequência para que o mesmo mantenha-se sempre bem hidratado e alimentado.
Nunca fume perto de uma criança, principalmente durante um quadro de infecção respiratória.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bronquite

A bronquite consiste na inflamação dos brônquios: canais que conduzem o ar da traqueia até os alvéolos pulmonares. Nessas condições, o paciente tem tosses persistentes, acompanhadas de secreção. Essa doença pode ser aguda ou crônica. A duração e o agravamento das crises é o que diferencia uma da outra.

Bronquite aguda:

Está relacionada à inalação de substâncias tóxicas, irritantes ou alergênicas. É, geralmente, rápida e a cura acontece por completo após a recuperação pulmonar do indivíduo. Bactérias como a Mycoplasma pneumoniaeBordetella pertusis e Chlamydia pneumoniaepodem causar a bronquite infecciosa aguda.

Manifesta-se, muitas vezes, após um resfriado ou gripe: momento em que os pulmões já se apresentam irritados e a imunidade está baixa. Inicialmente, mal-estar, aumento das secreções nasais e tosse seca a caracterizam. Essa tosse, com o passar do tempo, passa a eliminar muco e podem surgir dores no peito e/ou costelas.

Para tratamento é feito o uso de fármacos, a fim de aliviar os sintomas e combater o patógeno - em caso de infecções. Ingerir líquidos e evitar o agente causador são ações também necessárias.

Pessoas que já apresentam problemas respiratórios ou de coração devem estar atentas para que não se desenvolvam complicações.

Bronquite crônica:

Também conhecida por doença pulmonar obstrutiva crônica, a bronquite crônica se caracteriza quando o portador tem tosse com muco pelo menos três meses ao ano, por dois anos consecutivos. É consequência da alteração da mucosa dos brônquios em razão da exposição prolongada de agentes irritantes, como o cigarro (a principal causa de sua manifestação). Esta se apresenta com suas glândulas de muco aumentadas e bronquíolos inflamados. Febre, tosse com expectoração espessa, chiado no peito e respiração dificultada são os sintomas principais em momentos de crise.

Além do afastamento dos fatores desencadeantes da crise, corticoides ou broncodilatadores, aliados a xaropes expectorantes, podem ser prescritos pelo médico.

Vale ressaltar:

O cigarro é o principal agente desencadeante de ambas as bronquites e, portanto, evitá-lo ao máximo é necessário para prevenir a doença. Isso vale tanto para o fumante ativo quanto o passivo.

Portadores da bronquite crônica devem ser vacinados, anualmente, contra a gripe. A dose única para pneumococos é também indicada, uma vez que previne a pneumonia e outras infecções respiratórias.
 
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: 
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

domingo, 19 de junho de 2016

Meningite

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou também por processos não infecciosos. As meningites bacterianas e virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, devido sua magnitude, capacidade de ocasionar surtos, e no caso da meningite bacteriana, a gravidade dos casos. No Brasil, A meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e das virais no verão.

sábado, 18 de junho de 2016

Pneumonia

O que é Pneumonia?

Pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões (órgão duplo localizado um de cada lado da caixa torácica). Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro).
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Ilustração de infecção nos pulmões
Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue.
Diferentes do vírus da gripe, que é uma doença altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Tipos

Existem diversos tipos de pneumonia. Entre eles estão:
  • Pneumonia provocada por vírus
  • Pneumonia provocada por fungos
  • Pneumonia provocada por bactérias
  • Pneumonia química.

Fatores de risco

  • Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos
  • Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório
  • Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias
  • Resfriados mal cuidados
  • Mudanças bruscas de temperatura.

 sintomas

Sintomas de Pneumonia

Entre os sintomas de pneumonia estão:
  • Febre alta
  • Tosse
  • Dor no tórax
  • Alterações da pressão arterial
  • Confusão mental
  • Mal-estar generalizado
  • Falta de ar
  • Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada
  • Toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue)
  • Prostração (fraqueza).

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Pneumonia

O diagnóstico de pneumonia é feito com exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax.
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Radiografia de tórax permite detectar pneumonia

 tratamento e cuidados

Tratamento de Pneumonia

O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Otite

Otite é uma infeção do ouvido médio. O ouvido médio é um pequeno espaço cheio de ar atrás do tímpano. As infecções de ouvido frequentes são dolorosas devido à inflamação e acúmulo de fluidos no ouvido médio.
As crianças são mais propensas do que os adultos a ter infecções de ouvido. Otite em bebês e casos graves no geral podem necessitar de medicamentos antibióticos. Complicações relacionadas à otite, como fluidos persistentes no ouvido médio, infecções persistentes ou infecções frequentes, podem causar problemas de audição e outras complicações graves.

Causas

Otites são causadas por bactérias e vírus. Um inchaço, uma infecção respiratória superior ou alergia pode bloquear as trompas de Eustáquio – dois tubos que ligam as orelhas médias à garganta. Dessa forma, o ar não consegue chegar ao ouvido médio. Isso cria vácuo e sucção, que puxa o fluido e os germes do nariz e da garganta para o ouvido médio. O tubo inchado impede este fluido seja drenado, tornando aquele ambiente perfeito para as bactérias ou vírus proliferarem, formando a otite.
Outra forma de contrair otite é pela inflamação dos adenoides, duas pequenas pastilhas de tecidos localizadas na parte de trás do nariz, que desempenham um papel na atividade do sistema imunitário. Esta função pode torná-los particularmente vulneráveis à infecção e inflamação. Como o adenoides estão perto da abertura da trompa de Eustáquio, uma inflamação ou aumento dessas estruturas pode bloquear as trompas, contribuindo assim para a otite.
  • Infecções bacterianas são as causas mais recorrentes de ottie. Os tipos mais comuns são o Streptococcus pneumoniae (pneumococos), Haemophilus influenzaeMoraxella catarrhalis
  • Infecções virais são menos comuns, mas podem causar otite. O vírus sincicial respiratório (RSV) e o vírus da gripe (influenza) são os tipos mais frequentemente encontrados.
Condições que podem estar relacionadas à otite incluem:
  • Otite com efusão: inflamação e acúmulo de líquido (derrame) no ouvido médio sem infecção bacteriana ou viral. Isso pode ocorrer porque o acúmulo de líquido persiste após uma otite que foi tratada. Também pode ocorrer devido a alguma disfunção ou bloqueio não infeccioso das trompas de Eustáquio
  • Otite média crônica supurativa: uma infecção do ouvido persistente que resulta em ruptura ou perfuração do tímpano.

Fatores de risco

Alguns fatores que aumentam o risco de otite não podem ser prevenidos. Estes incluem:
  • Idade, sendo que crianças de até três anos estão mais suscetíveis
  • Doenças congênitas, como fenda palatina ou síndrome de Down
  • Sistema imunológico enfraquecido
  • Histórico familiar de otite
  • Alergias respiratórias
  • Baixa qualidade do ar
  • Estações do ano, sendo que o tempo mais frio aumenta o risco.
Outros fatores que aumentam o risco de infecção de ouvido incluem:
  • Resfriados e infecções das vias respiratórias superiores frequentes
  • Exposição à fumaça de cigarro
  • Falta de amamentação
  • Crianças que ficam em creches e centros de cuidados infantis, uma vez que convivem com muitas outras crianças
  • Uso de chupeta.
O risco de otite crônica ou recorrente pode ser maior se há:
  • Infecção de ouvido em uma idade precoce (antes dos seis meses)
  • Acúmulo persistente de fluido no ouvido
  • Infecções anteriores.

 sintomas

Sintomas de Otite

Os sintomas de otite muitas vezes começam dois a sete dias após o início de uma infecção respiratória. Os sintomas de uma infecção no ouvido podem incluir:
  • Dor de ouvido (leve a grave). Os bebês muitas vezes puxam seus ouvidos quando sente dor
  • Febre
  • Líquido espesso e amarelado ou sanguinolento saindo do ouvido. Isso significa que o tímpano provavelmente estourou (rompido)
  • Perda de apetite
  • Vômitos
  • Dor de cabeça
  • Comportamento mal-humorado
  • Problemas para dormir.
Os sintomas de acúmulo de líquido podem incluir:
  • Zumbido ou sensação de pressão no ouvido. Crianças muitas vezes têm dificuldade em descrever esse sentimento, e podem esfregar as orelhas na tentativa de aliviar a pressão
  • Problemas de audição. Crianças que têm problemas de audição podem parecer sonhadoras ou desatentas, mal-humoradas ou irritadas
  • Problemas de equilíbrio
  • Tonturas.
Algumas pessoas não têm nenhum sintoma.

 diagnóstico e exames

Buscando ajuda médica

Sinais e sintomas de uma infecção no ouvido podem indicar uma série de condições. É importante obter um diagnóstico preciso e tratamento imediato. Marque uma consulta médica se:
  • Sintomas duram mais de um dia
  • A dor de ouvido é grave
  • O bebê ou criança está insone ou irritado após uma infecção respiratória superior, resfriado e outros
  • É possível observar uma descarga de líquido, pus ou secreção sanguinolenta do ouvido.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar e acompanhar otite são:
  • Clínico geral
  • Pediatra
  • Otorrinolaringologista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quais são os sinais e quando eles começaram?
  • A dor de ouvido é leve, moderada ou grave?
  • Você já observou possíveis sinais de dor em seu bebê ou criança pequena, como puxões de orelha, dificuldade em dormir ou irritabilidade incomum?
  • O seu filho teve febre?
  • Houve algum tipo de corrimento saindo da orelha? Ele é claro, turvo ou com sangue?
  • Você já observou alguma deficiência auditiva?
  • O seu filho recentemente teve um resfriado, gripe ou outros sintomas respiratórios?
  • O seu filho tem alergias sazonais?
  • O seu filho teve uma infecção no ouvido no passado? Quando?
  • Seu filho é alérgico a algum medicamento, como a penicilina?

Diagnóstico de Otite

Otites geralmente são diagnosticadas através do histórico de saúde, um exame físico e um exame auditivo. O médico ou médica usa um otoscópio pneumático para olhar o tímpano, procurando por sinais de uma infecção ou acúmulo de líquido. Por exemplo, o médico pode ver se o tímpano move-se livremente quando o otoscópio pneumático empurra o ar para dentro do ouvido.
Outros testes podem incluir:
  • Timpanometria
  • Testes de audição
  • Timpanocentese
  • Exames de sangue, que são feitos se houver sinais de problemas imunológicos.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Otite

O primeiro tratamento de uma infecção do ouvido médio se concentra em aliviar a dor. Se a condição melhora no primeiro par de dias, tratar os sintomas em casa pode ser tudo o que é necessário. Caso contrário, pode ser necessário procurar ajuda médica, que poderá indicar algum desses tratamentos:

Antibióticos

Se a infecção for bacteriana, podem ser receitados antibióticos. O uso desses medicamentos vai depender da idade do seu filho é quão grave é a infecção. Se seu filho tem implantes cocleares, o médico ou médica provavelmente irá prescrever antibióticos, uma vez que complicações graves de otite são mais comuns em crianças que têm implantes cocleares do que em crianças que não têm implantes cocleares.
Se uma criança tem infecções de ouvido de repetição (três ou mais infecções de ouvido em um período de seis meses ou quatro em um ano), você pode querer considerar o tratamento para prevenir futuras infecções.
Uma opção que tem sido muito utilizada no passado é o tratamento com antibióticos por via oral a longo prazo. Há um debate dentro da comunidade médica sobre o uso de antibióticos em uma base de longo prazo para prevenir infecções de ouvido. Muitos médicos não querem receitar antibióticos a longo prazo, porque eles não tem certeza de que eles realmente funcionam. Além disso, quando os antibióticos são utilizados, muitas vezes, as bactérias podem tornar-se resistentes aos antibióticos.

Miringotomia

Se as otites são recorrentes (três episódios em seis meses ou quatro episódios em um ano) ou é uma otite média com efusão, pode ser recomendada a drenagem de líquido do ouvido médio.
Nesses casos, o médico ou médica pode indicar a miringotomia, ou timpanotomia, que consiste em fazer um pequeno corte na membrana do tímpano, removendo o líquido do ouvido. Um pequeno tubo de plástico ou de metal é colocado na abertura, deixando o ar entrar no ouvido médio e evitando o acúmulo de líquido.
Na maioria dos casos, o tubo será removido logo após a drenagem, e o corte feito no tímpado se cura espontaneamente. Em outras situações, o tubo permanecerá por um período, em média seis meses, de forma a drenar todo o líquido e tentar evitar novas infecções. Nesse último, o tubo é expelido do ouvido naturalmente e o tímpano se fecha.
Estes procedimentos podem ser realizados sob restrição adequada da criança pequena sem sedação ou anestesia geral, podendo-se administrar anestesia local. Entretanto, mesmo em crianças menores e também nas crianças maiores, tem-se optado por sedação ou anestesia geral.
Em certos pacientes, a remoção do tecido adenoidiano poderá ser realizada juntamente com a miringotomia. Na dúvida, converse com seu médico ou médica.

Adenoidectomia

A remoção da adenoide pode ajudar algumas crianças que têm otite de repetição ou fluido atrás do tímpano. Crianças com menos de quatro geralmente não têm seus adenoides retirado a menos que tenham obstrução nasal severa.
A remoção de adenoides só é recomendada depois que a miringotomia e os antibióticos falharam. Adenoidectomia pode melhorar a remoção de ar e o escoamento de fluido nas passagens nasais. Isto pode reduzir a possibilidade de acúmulo de fluidos no ouvido médio. Quando usado junto com outros tratamentos, a remoção de adenóides pode ajudar algumas crianças que têm infecções de ouvido de repetição, mas raramente o procedimento é feito sozinho.