quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Inflamação dos Tendões do Polegar (Tendinite de Quervain)

Caracterizada por dor na base do dedo polegar, que se intensifica quando o movimentamos para um dos lados do punho, em direção ao dedo mínimo. Comum em mulheres - especialmente durante o período gestacional, pós-parto, e na menopausa, pelas alterações hormonais do organismo -, um cuidadoso exame físico demonstrará a diferença entre essa tendinite e outros problemas, como a artrose (processo degenerativo de uma articulação) da base do polegar, fraturas e artroses dos ossos do punho. O tratamento normalmente utiliza anti-inflamatórios e analgésicos e a imobilização do polegar pode ser necessária. A cirurgia é simples, geralmente com anestesia local, proporcionando alívio definitivo. 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Tendinite do Bíceps

Os músculos denomidados bíceps têm uma importância muito grande na realização dos movimentos dos ombros, braços e cotovelos. E quando os membros superiores são utilizados com bastante intensidade - no caso de arremessadores, nadadores, por exemplo - pode ocorrer uma doença conhecida como tendinite da cabeça longa do bíceps, localizada geralmente entre o ombro e o cotovelo. Esse problema caracteriza-se pela inflamação ou ruptura do tendão do bíceps. A localização exata dessa tendinite - que pode ocorrer em qualquer ponto do cabo longo do bíceps - só pode ser determinada através de exames físicos e radiológicos, possibilitando o tratamento adequado, sem aquelas "famosas" infiltrações do passado. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Unhas e saúde: uma estreita relação

Manchinhas brancas nas unhas, unhas que descamam com facilidade ou que apresentam alteração de cor, são alguns dos motivos que nos levam a procurar um dermatologista. Ou pelo menos deveriam ser, uma vez que essas alterações podem indicar desde uma simples micose até doenças cardíacas, sabia?
Não é à toa que muitos médicos fazem uma inspeção cuidadosa nas unhas durante o exame clínico. Isso acontece porque em casos de doenças mais graves o organismo reserva sua fonte de proteína, vitamina e de defesa para órgãos vitais, deixando unhas e cabelos em segundo plano.
Os problemas mais comuns apresentados no consultório, segundo a dermatologista Luciana Godói , são unhas quebradiças, esbranquiçadas ou que apresentam descolamento.
“Quando as unhas estão quebradiças é preciso investigar tanto uma deficiência nutricional (anemia, falta de vitaminas, regimes muito rigorosos) quanto alterações hormonais. Estas alterações podem estar relacionadas com a tireoide (hipo ou hipertireoidismo) ou com a gravidez (gestação e pós-parto). Nos dois casos, um médico dermatologista deve ser procurado para que seja feita a investigação e o tratamento adequados.”
Como saber se suas unhas indicam algum problema em sua saúde? Perguntamos isso à dermatologista Ana Cristina Trench e ela apontou as causas prováveis para as seguintes alterações:
- Unhas fracas, quebradiças ou que descolam da pele: alterações na glândula tireóide (hipotireoidismo), anemia, estoques baixos de ferro (ferritina) e deficiência de biotina são as principais causas metabólicas. Traumatismo repetitivo com instrumentos para limpar debaixo das unhas também podem levar a uma inflamação, que impede a correta adesão entre a unha e a pele do dedo. O excesso de água também pode enfraquecer as unhas. Assim é importante o uso de luvas para lavar louça e roupas, por exemplo.
– Ondulações: podem ser causadas por traumatismo na matriz da unha (região que fica abaixo da cutícula). A retirada excessiva das cutículas acaba levando a inflamações e infecções por comprometer a "produção" da unha, gerando saliências e ondulações leves. A paroníquia (inflamação da cutícula ), comumente causada por fungo do tipo cândida e pela umidade excessiva, também pode causar ondulações. Doenças como psoríase e líquen plano, que produzem lesões características na pele, podem manifestar-se, mais raramente, somente nas unhas. Nesse caso as alterações são mais importantes, como espessamentos, ondulações, descolamentos e alterações na coloração das unhas.
– Unhas arroxeadas: podem ser indício de doenças reumatológicas, problemas renais ou cardíacos, dependendo das características e da localização do arroxeamento. É preciso procurar um dermatologista para investigar o problema com urgência.
- Unheiro: é o nome popular que se dá à paroníquia, inflamação da pele que circunda as unhas. Provocada pela infecção causada pelo fungo cândida, ela também pode estar associada a bactérias. O local fica avermelhado, inchado, dolorido, muitas vezes com saída de pus. Quem trabalha muito com as mãos mollhadas (lava louça, roupa, etc) é mais propenso a desenvolver a paroníquia pelo excesso de umidade. Retirar as cutículas em demasia também contribui.
- Micoses: infecções causadas por fungos, são mais comuns nas unhas dos pés, que se tornam amareladas, espessas e descoladas. Podem ser causadas pelo uso de objetos contaminados (material de manicure e sapatos, por exemplo) e pelo uso de piscinas e vestiários em más condições de higiene. Doenças como diabetes também podem levar ao aparecimento de micoses, por conta da queda da imunidade do corpo.
- Unhas encravadas: na grande maioria das vezes as unhas encravadas se dão pelo corte incorreto. Os cantos das unhas jamais devem ser arredondados, o corte deve ser sempre quadrado. Micoses nas unhas também podem levar ao encravamento, já que ocorre uma alteração na estrutura da lâmina ungueal. Grávidas também ficam um pouco mais propensas ao encravamento pela produção excessiva de tecido nos "cantinhos" nas unhas, o que chamamos de granuloma periungueal.
Seja qual for a alteração apresentada em suas unhas o importante é sempre consultar um médico, de preferência um dermatologista, e investigar a causa a fundo. Portanto não bobeie, a qualquer sinal de alteração no aspecto de suas unhas consulte um médico. Elas podem dar preciosos avisos sobre a sua saúde. Fique atento!

domingo, 9 de outubro de 2016

Síndrome de Impacto (Bursite do Ombro)

Conhecida como bursite, "reumatismo" ou, simplesmente, dor no ombro, a Síndrome do Impacto é uma inflamação do músculo supraespinhal e da bursa (bolsas sinoviais espalhadas pelas principais articulações do corpo), que surge devido ao impacto entre os ossos, toda vez que você levanta seus braços. E essa dor no ombro, que se irradia para a porção média do braço, costuma piorar com atividades que exijam a elevação dos braços (professores, pintores, carregadores), com exercícios físicos intensos (vôlei, natação) e à noite, quando se estende o braço ao longo da cama, estirando os tendões já inflamados. Em cerca de 70% dos casos, o tratamento clínico alivia os sintomas. Já os 30% restantes apresentam recorrências frequentes da dor e, muitas vezes, precisam de procedimentos cirúrgicos para melhora definitiva do quadro. 

sábado, 8 de outubro de 2016

Anemia mais comum

Felizmente, a anemia mais comum é a justamente a ferropriva, que pode ser revertida com acompanhamento médico e evitada por meio de uma boa alimentação. “Se a pessoa comer carne, verduras de cor verde escura e feijão, ela consegue a quantidade de ferro necessária para o dia”, conta a ginecologista Barbara Murayama.
O ferro é absorvido no estômago e no início do intestino, conta Rogério Alves. A hematologista explica que a vitamina C ajuda o ferro ser absorvido. “Sempre que for comer algum alimento com ferro, ingira antes vitamina C, como limão ou laranja”, diz ela. Se a refeição for acompanhada por refrigerante à base de cola, todo o esforço foi em vão, pois essa bebida diminui a absorção de ferro. Além disso, o café e chá preto estão na lista negra daqueles que querem evitar a doença.
Os vegetarianos, por não consumirem carne – o ferro mais bem absorvido é o da carne – precisam estar atentos para os vegetais ricos no nutriente e manter uma dieta constante para que não haja carência. Descuidos podem fazer com que a hemoglobina caia e cause todos os sintomas de anemia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Anemia

Anemia não é uma doença banal!

Muitas pessoas acreditam que a anemia é uma doença de menor importância. Mas não deveriam. Ela pode debilitar uma pessoa e causar problemas sérios no coração, se não tratada corretamente. Tudo isso por falta de ferro, vitaminas ou ácido fólico. Além disso, ela nunca vem sozinha: há sempre uma causa para a doença acontecer. O câncer é uma das doenças que provoca anemia, por exemplo.

A anemia consiste em ter uma baixa de hemoglobina, uma célula do sangue que carrega oxigênio. Sem elas, não há oxigenação adequada dos tecidos do corpo e aí surgem os problemas.
“A anemia nunca é causa de alguma coisa, mas consequência”, explica o hepatologista e gastroenterologista do Hospital Beneficência Portuguesa, Rogério Alves.
Ele conta que assim que se descobre que um paciente está com anemia é necessário investigar as causas por trás da doença. “Pode ter um tumor no trato gastrointestinal, esôfago ou intestino, a pessoa pode estar perdendo ferro por aí, ou até mesmo uma verminose”, conta.
Além disso, há a causada por carência de ferro, de ácido fólico, vitamina B12 e menstruação excessiva, explica Rogério. Conhecendo melhor o problema, é possível direcionar o tratamento.
Alves explica ainda que a gama de doenças que causam anemia é grande. “Leucemias, doenças autoimunes, linfomas, doenças hereditárias, entre outras”, diz.
No caso de mulheres jovens, a menstruação excessiva é, mais comumente, uma das causas de anemia ferropriva, aquela causada por carência de ferro.
“Quando o fluxo é muito intenso, a mulher perde muito sangue e pode ter anemia imediatamente ou esperar alguns meses para ter”, explica a ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, Barbara Murayama. “Nesse caso é preciso entrar com suplementação de ferro. Dependendo do caso, uma das opções é suspender a menstruação”, conta. "O mais importante é investigar a razão desse sangramento para então direcionar o tratamento".

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Transtorno Alimentar

Transtorno alimentar é quando há uma intensa perturbação do comportamento alimentar, trazendo conseqüências negativas (prejuízos) a pessoa. Podem ser bulimia nervosa, anorexia nervosa,compulsão alimentar.

Anorexia Nervosa

A pessoa apresenta um medo intenso de engordar ou de se tornar gorda; não aceita manter o peso mínimo normal proporcional a sua altura e idade; imagem corporal distorcida se percebe como gorda, sendo que muitas vezes já está com seu peso extremamente baixo; sua vida gira em torno do corpo (muita atividade física, controle da alimentação); amenorréia (ausência de pelo menos três ciclos menstruais consecutivos). Em um estágio mais avançado de desnutrição a pessoa pode ter problemas gastrintestinais e cardiovasculares, como também pele seca, amarelada e recoberta pó uma penugem, tontura, unhas e cabelos quebradiços e anemia.

Bulimia Nervosa

Sua característica principal é o chamado “binge-eating”, que pode ser traduzido como orgia alimentar (a pessoa come de forma compulsiva, sem controle, durante um certo período, às vezes durante 1 hora) e após ingerir tanta comida se sente culpada por este comportamento e então vomita, usa laxantes e diuréticas. Neste episódio que pode ocorrer diversas vezes por dia, podem ser ingeridas até mais que 10.000 Kcal. Além disso, a pessoa pode possuir uma imagem corporal distorcida, achando-se gorda, mesmo estando magra, além de intensa preocupação com o seu corpo.

Compulsão Alimentar Periódica

A pessoa apresenta comportamentos de comer exageradamente, mas não faz uso de laxantes, diuréticos e vômitos ou intensa atividade física e só param de comer “quando não agüentam mais”. Alguns fazem dieta devido a insatisfação com o seu corpo, pois possuem obesidade moderada a grave, mas não está relacionado a distúrbios da imagem corporal.