quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Veganos correm mais riscos de ter doença cardíaca

As pessoas que seguem um estilo de vida vegano, que é um vegetarianismo mais restrito, sem consumo de carne e nenhum tipo de derivado de animal - como ovos ou leite - têm um risco elevado de desenvolver coágulos de sangue ou endurecimento das artérias, condições que podem levar a ataques cardíacos e AVC.

O estudo sobre o assunto foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry e é resultado de uma análise de dezenas de artigos publicados sobre a bioquímica do vegetarianismo nos últimos 30 anos.

Os pesquisadores afirmam que as dietas costumam ter deficiência em nutrientes essenciais, como ferro, zinco, vitamina B12 e ácidos graxos ômega 3. Como resultado, os veganos tendem a ter níveis elevados de homocisteína no sangue e diminuição dos níveis de HDL, o "bom" colesterol. Ambos são fatores de risco para doença cardíaca.

Conclui-se que há uma forte base científica para vegetarianos e veganos começarem a acrescentar ômega 3 e vitamina B12 em suas dietas. Boas fontes de ômega-3 incluem salmão e outros peixes oleosos, nozes e alguns outros frutos secos. Boas fontes de vitamina B12 incluem frutos do mar, ovos e leite fortificado. Os suplementos dietéticos também podem fornecer esses nutrientes.

Dieta vegetariana deve incluir vitamina B12, ferro e cálcio
O vegetarianismo tem ganhado espaço em todo o mundo. Muitas pessoas vêm evitando comer alimentos de origem animal (leite e derivados, carne, ovos) em favor dos vegetais. "Benefícios à saúde são os principais motivos que levam muitas pessoas a adotar este tipo de alimentação", afirma a nutricionista Karina Gallerani. As carnes vermelhas possuem quantidades significativas de gorduras saturadas e podem trazer sérios problemas à saúde do coração, além de altos níveis de colesterol e triglicérides.

No entanto, deve-se atentar para o fato de que a adoção de uma dieta vegetariana não necessariamente faz com que uma pessoa se torne mais saudável. "Nosso corpo também precisa de proteínas e vitaminas na carne vermelha", afirma Karina.

Abusar dos carboidratos é outro erro comum dos vegetarianos. Exagerar em pães, queijos, bolos e doces pode levar a um consumo de gorduras saturadas maior do que o realizado por uma pessoa que come carne. "Uma dieta vegetariana precisa ser rica em fibras e em alimentos de baixas calorias, visando suprir todos esses nutrientes", diz a nutricionista.

A seguir, ela identifica os erros mais comuns no dia-a-dia de quem resolveu abrir mão da proteína animal e mostra como corrigir a dieta sem pôr a saúde em risco. 
1. Falta de proteínas
Deve-se prestar muita atenção na quantidade de proteínas ingeridas nessa dieta, visto que o nutriente de origem animal é o que tem a melhor absorção pelo nosso organismo. "O corpo necessita de proteína para manter pele, ossos, músculos e órgãos saudáveis", diz Karina. Para esses casos, deve-se dar preferência a outras fontes de proteínas de origem animal, como leite e derivados e ovos, opção bem vista pelos ovolacto-vegetarianos.

O ovo contém vários nutrientes importantes para o organismo, como vitaminas lipossolúveis (A,D, E e K), vitaminas do complexo B e minerais como ferro, fósforo, potássio, sódio. As proteínas do leite e seus derivados são de fácil digestão. Além disso, elas são de elevado valor biológico, contendo os aminoácidos essenciais a uma dieta equilibrada e nutritiva.

Alimentos à base de soja também são freqüentemente utilizados para suprirem essa necessidade. Outras leguminosas como feijão, lentilha, grão de bico também são ótimas alternativas, assim como as frutas oleaginosas como a castanha-do-pará e os cereais integrais. Os cereais integrais merecem destaque, uma vez que também possuem diversas vitaminas do complexo B, zinco e ferro.

2. Falta de ferro
Esse também é um nutriente bastante comentado em dietas vegetarianas, já que a melhor fonte do mineral são os alimentos de origem animal, principalmente a carne vermelha. Karina lembra que o ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. "Com a falta de ferro nosso sistema imunológico fica deprimido, pode ocorrer também queda de cabelo e alterações nas unhas", diz Karina.

É possível obter este mineral através de alimentos e origem vegetal, como as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha). No entanto, a absorção do ferro proveniente das leguminosas, principalmente, é inferior se compararmos com o ferro de origem animal. Alimentos fontes de vitamina C potencializam esse processo. Inclua goiaba, laranja, kiwi, morango, caju, tomate, acerola ou limão na mesma refeição.

Outra dica é evitar o consumo de chás, como o preto e o mate, cafés, leites e derivados próximo às refeições que contém ferro, pois a cafeína e o cálcio também são componentes que prejudicam a absorção do mineral.

3. Falta de vitamina B12
A falta desse nutriente é comum entre as pessoas que não comem carnes, ovos e nem laticínios. São os chamados vegans. O problema é que esses alimentos são nossas fontes de vitamina B12, usada na produção de glóbulos vermelhos.

A carência de vitamina B12 no organismo pode provocar anemia e alterações neurológicas. Em casos de deficiência já instalada, suplementos de via oral ou injeções com grande dosagem da vitamina fazem a reposição da substância. Os veganos também podem obter vitamina B12 a partir de suplementos que contenham esta vitamina, cereais enriquecidos ou produtos de soja fortificados.

4. Excesso de carboidratos
A dieta vegetariana bem planejada tende a oferecer um bom suprimento da maioria dos minerais e vitaminas, além de quantidades balanceadas de carboidratos, proteínas e lipídios. Entretanto, se a dieta for mal planejada, pode contribuir para o surgimento de deficiências nutricionais e até mesmo para o excesso de peso em alguns casos.

"Quem deseja adotar a dieta vegetariana e, ao mesmo tempo, emagrecer, deve evitar frituras, massas, alimentos com molhos gordurosos oudoces gordurosos como bolos, tortas, cremes, chocolates", lembra a nutricionista.

5. Falta de cálcio
O cálcio é um mineral essencial para a saúde de dentes e ossos. É também essencial para a coagulação sanguínea e ainda tem um papel especial na contração muscular. O leite e seus derivados são a melhor fonte do mineral. Além disso, muitos novos alimentos vegetarianos são enriquecidos com cálcio.

"Só se aconselha a suplementação para vegans caso não atendam à necessidade de cálcio com a alimentação", afirma Karina. Isso porque folhas verde-escuro (especialmente brócolis, folhas de couve e mostarda) nozes, avelãs e amêndoas também contêm cálcio.

Há ainda alguns compostos alimentares, chamados prebióticos, não digeríveis e que estimulam o crescimento de um número de bactérias benéficas no intestino. "Essas bactérias harmonizam a flora intestinal e favorecem a absorção do cálcio", explica Karina. Cebola, alcachofra, escarola, alho-poró e chicória são alimentos que incentivam o crescimento dessas bactérias. 
6. Falta de zinco
A baixa ingestão de zinco, presente nas carnes bovinas, também pode ser detectada em dietas vegetarianas. Quando o mineral está em falta, ocorrem lesões de pele e cabelo, perda do paladar e infecções devido a menor eficiência do sistema imunológico.

Mesmo assim, a dieta vegetariana pode e costuma fornecer quantidades suficientes de zinco. "Os cereais integrais (farelo de trigo, gérmen de trigo) assim como os feijões, leguminosas em geral, sementes (girassol, linhaça, gergelim) são boas fontes de zinco", diz a especialista.  

Deficiência em vitamina B12 e Omêga-3 no organismo é a principal causa


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quanto de carboidrato você deveria comer por dia, para perder peso ?

por Kris Gunnars


Boy Eating Carrots
Reduzir a quantidade de carboidratos na sua dieta é uma das melhores maneiras de perder peso.
Ela tende a reduzir o seu apetite e a causa perda de peso "automática", sem a necessidade de contar calorias ou controlar porções.
Isso significa que você pode comer até ficar cheio, se sentir satisfeito e ainda perder peso.

Por que você quer fazer low-carb ?

Nas últimas décadas, as autoridades de saúde recomendaram que comamos uma dieta restrita em calorias e pobre em gorduras.
O problema é que essa dieta não funciona de verdade. Mesmo quando as pessoas conseguem aderir a ela, não veem bons resultados (1, 2, 3).
Uma alternativa que tem estado disponível há muito tempo é a dieta low-carb. Essa dieta restringe a sua ingesta de carboidratos tais como açúcare e amidos (pães, massas, etc) e a substitui com proteína e gordura.
Estudos mostram que dietas low-carb reduzem seu apetite e te fazem comer menos calorias e perder peso praticamente sem esforço, dado que você consiga manter os carboidratos em baixa (4).
Em estudos nos quais dietas low-carb e low-fat são comparadas, os pesquisadores precisam ativamente restringir as calorias nos grupos low-fat para tornar os resultados comparáveis, mas ainda assim os grupos em low-carb geralmente vencem (5, 6).
Dietas também tem vantagens que vão muito além da simples perda de peso. Elas abaixam a glicemia, pressão e triglicérides. Elas aumentam o colesterol HDL (o bom) e melhoram o padrão do colesterol LDL (o ruim) (7, 8, 9, 10).
Dietas low-carb causam mais perda de peso e melhoram a saúde muito mais que as dietas de restrição calórica, low-fat, recomendadas em geral. Isso é um fato científico a essa altura (11, 12, 13).
Há muitos estudos mostrando que dietas low-carb são mais efetivas 
e saudáveis que a dieta low-fat que ainda é recomendada mundo afora.

Como descobrir qual a sua necessidade de carboidratos

Não há uma definição clara do que exatamente constitui uma "dieta low-carb", e o que é "low" para uma pode não ser "low" para a outra.
A ingesta ótima de carboidratos de um indivíduo depende da idade, gênero, composição corporal, nível de atividade, preferência pessoal, cultura alimentar e saúde metabólica atual.
Pessoas que são fisicamente ativas e tem mais massa muscular podem tolerar muito mais carboidratos que pessoas sedentárias. Isso aplica-se particularmente aos que fazem um grande quantidade de exercício anaeróbico de alta intensidade, tal como levantar pesos ou correr "sprints".
A saúde metabólica também é um fator muito importante. Quando as pessoas apresentam síndrome metabólica, tornam-se obesas ou desenvolvem diabetes tipo 2, as regras mudam.
Pessoas que caem nessa categoria não podem tolerar a mesma quantidade de carboidratos que as aquelas saudáveis. Alguns cientistas até mesmo referem-se a esses problemas como "intolerância a carboidratos".
A quantidade ótima de carboidratos varia de pessoa para pessoa, dependendo 
do nível de atividade, saúde metabólica atual e um punhado de outros fatores.

Regras que funcionam 90% do tempo

Girl Eating Sandwich
Se você simplesmente remover as fontes menos saudáveis de carboidratos da sua dieta, trigo (incluindo o integral) e açúcares adicionados, então você já está meio caminho andado para uma saúde melhor.
Entretanto, para desfrutar inteiramente dos benefícios das dietas de baixo carboidrato, você também precisa restringir outras fontes de carboidratos.
Ainda que não haja nenhum artigo científico que explique exatamente como atender a necessidade de carboidratos individual para um indivíduo, eu particlarmente achei essas regras muito eficientes.
100-150 Gramas por dia
Isso é mais uma ingesta "moderada" de carboidratos. É muito apropriada para pessoas que são magras, ativas e simplesmente tentando permanecer saudáveis e com peso estável.
É bem possível perder peso com essa (e com qualquer uma das outras) ingestas de carboidratos, mas pode requerer que você conte calorias e/ou controle porções.
Carboidratos que você pode comer:
  • Todas as verduras e legumes que puder imaginar
  • Diversos pedaços de fruta por dia
  • Alguma quantidade (não muita) de amidos saudáveis como batatas, batatas-doces e grãos mais saudáveis como arroz e aveia

50-100 Gramas por dia

Essa faixa é excelente se você quer perder peso sem esforço, enquanto ainda permite um pouco de carboidratos na dieta. É também uma excelente faixa de manutenção para pessoas que são sensíveis a carboidratos.
Carboidratos que você pode comer:

  • Muitas verduras e legumes
  • Talvez 2-3 pedaços de fruta por dia
  • Quantidades mínimas de carboidratos ricos em amido

20-50 Gramas por dia

É aqui que os benefícios metabólicos realmente começam a mostrar a cara. Essa é a faixa perfeita para pessoas que precisa perder peso rápido, ou estão metabolicamente desarranjadas e tem obesidade ou diabetes.
Ao comer menos de 50g por dia, seu corpo vai entrar em cetose, fornecendo energia para o cérebro via os chamados "corpos cetônicos". Isso provavelmente vai reduzir muito o seu apetite e fazer com que você perca peso automaticamente.

Carboidratos que você pode comer:
  • Muitas verduras e legumes low-carb
  • Algumas frutas vermelhas, talvez com creme batido
  • Traços de carboidratos de outras comidas, tais como abacates, oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas, macadâmias) e sementes (gergelim, girassol, semente de abóbora, linhaça).
Tenha consciência de que low-carb NÃO QUER DIZER "sem carboidratos". Há espaço para muitos vegetais low-carb (a lista completa está aqui). Pessoalmente, eu nunca comi tantos vegetais como quando comecei uma dieta low-carb.

Importante experimentar


Somos todos únicos e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. É importante fazer alguma auto-experimentação e descobrir o que funciona para você.
Se você tem uma condição clínica, então tenha certeza de conversar com seu médico antes de fazer mudanças, porque essa dieta pode reduzir drasticamente a sua necessidade de medicação.
Para pessoas fisicamente ativas ou que querem manter o peso, a faixa de 
100-150g/dia pode ser ótima. Para pessoas com problemas metabólicos, ficar 
abaixo dos 50g/dia é uma boa idéia.

Carboidratos bons, carboidratos ruins


Shocked Woman Eating Bread
Uma dieta low-carb não é apenas sobre perder peso - espera-se que ela também melhore a sua saúde.
Por essa razão, ela deve ser baseada em comida de verdade, não-processada, e em fontes saudáveis de carboidratos.
Os chamados "comida-lixo de baixo carboidrato" são uma má escolha.
Se você quer melhorar a sua saúde, então escolha comidas não-processadas: carnes, peixe, ovos, verduras, oleaginosas, gorduras saudáveis e laticínios integrais.
Escolha fontes de carboidratos que contenham fibras. Se você preferir uma ingesta "moderada" de carboidratos, então prefira fontes não-refinadas de amido como batatas, batatas-doces, aveia, arroz e outros grãos sem glúten.
Açúcar adicionado e trigo são sempre opções ruins e devem ser evitados - consuma, talvez, em ocasiões especiais.
Para mais detalhes sobre quais comidas comer, especificamente, dê uma olhada nesse exemplo de plano de refeições e menu low-carb.
É muito importante escolher fontes de carboidratos saudáveis, ricas
em fibras. Há espaço para muitos vegetais, mesmo na faixa de ingesta 
de carboidratos mais estreita.

Você vai se tornar uma máquina de queimar gordura


Woman Celebrating Successful Weight Loss
Dietas low-carb reduzem enormemente os seus níveis sanguíneos de insulina, um hormônio que direciona a glicose (oriunda dos carboidratos) para as células.
Uma das funções da insulina é armazenar gordura. Muitos experts acreditam que a razão pela qual low-carb funciona tão bem, é porque ela reduz os seus níveis desse hormônio.
Outra coisa que a insulina faz é dizer aos rins para acumular sódio. Essa é razão pela qual dietas ricas em carboidratos podem causar retenção excessiva de água.
Quando você corta os carboidratos, você reduz a insulina e seus rins começam a descartar o excesso de água (14, 15).
É comum as pessoas perderem uma grande quantidade de água nos primeiros dias em uma dieta low-carb, chegando a 2.5-4.5kg.
A perda de peso vai ficar mais lenta após a primeira semana, mas agora a gordura estará vindo das suas reservas.
Um estudo comparou dietas low-carb e low-fat e usou exames DEXA (muito precisos) para medir composição corporal. Os praticantes de low-carb perderam quantidade significativas de gordura corporal e ganharam músculo ao mesmo tempo (16).
Estudos também mostram que dietas low-carb são particularmente efetivas em reduzir a gordura na sua cavidade abdominal (pança), que é a gordura mais perigosa e mais altamente associada com doenças (17).
Se você ainda é novo no estilo low-carb, vai provavelmente precisar passar por uma adaptação na qual seu corpo vai se acostumar a queimar gordura ao invés de carboidratos.
Isso é chamado "gripe low-carb", e geralmente termina em poucos dias. Depois que essa fase inicial acaba, muitas pessoas reportam ter mais energia que antes, sem "baixas" de energia depois do almoço - que são tão comuns em dietas ricas em carboidrato.
Nos casos dessa "gripe", comer mais gordura e sódio pode ajudar.
É comum se sentir sub-ótimo nos primeiros dias de diminuição da ingesta de carboidrato. Entretanto, a maioria das pessoas se sente excelente após essa fase inicial de adaptação.

Leve a mensagem para casa


Se você quer experimentar isso, então eu recomendo que você tente rastrear a sua ingesta de comida por alguns dias para ter uma idéia da quantidade de carboidratos que come.
Meu aplicativo favorito para isso é chamado Cron-O-Meter. É grátis e fácil de usar.
Como a fibra não conta realmente como carboidratos, você pode excluir os gramas de fibras do número total. Ao invés, conte carboidratos líquidos (carboidratos líquidos = carboidratos totais - fibras).
Entretanto, um dos grandes benefícios das dietas low-carb é que elas são ridiculamente simples. Você não precisa manter controle de nada, se não quiser.
Apenas coma alguma proteína, gorduras saudáveis, verduras e legumes em cada refeição. Adicione algumas castanhas, sementes e laticínios integrais que fica melhor ainda. Escolha comidas não-processadas. Não fica muito mais simples que isso!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Deixar o pé para fora do cobertor da uma melhor noite de sono

atalie Dautovitch, pesquisadora da National Sleep Foundation, afirma que dormir com os pés fora do cobertor garante um sono melhor. Para a cientista da Universidade do Alabama, atos que “esfriam” o corpo garantem uma boa noite de descanso.
Segundo estudos, o organismo inicia um processo de esfriamento assim que começamos a dormir. Nos estágios mais profundos do sono, podemos esfriar até dois graus, mostrando que a relação entre dormir e temperatura é muito forte.

Cientistas afirmaram que exatamente por isso, temperaturas mais baixas são capazes de causar sonolência. Para dormir com maior qualidade, os pesquisadores ainda sugeriram que as pessoas tomem banhos quentes antes de deitar, estimulando o corpo a  diminuir a temperatura de forma natural, aumentando o sono.

“Eu acredito que tiramos o pé para fora da coberta para esfriar nossos corpos, já que às vezes nos esquentamos demais antes de dormir”, disse Natalie. A cientista também explica a razão de escolhermos essa parte do corpo como escape de resfriamento: “A pele dos pés e das mãos é única por possuir estruturas vasculares responsáveis pela diminuição de calor”.

Para a pesquisadora, o ser humano tende a dormir com mais qualidade quando a temperatura não passa dos 20ºC. “Então tirar o seu dedão ou o pé inteiro pode ser ideal para uma noite de sono totalmente proveitosa”, conclui Natalia.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Corrimento marrom

corrimento marrom é normal após a menstruação porque é comum a saída de alguns coágulos de sangue até alguns dias após o término da menstruação.
Além disso, o corrimento marrom também é comum após o contato íntimo ou quando existe alergia ao látex, devido á irritação das paredes da vagina, principalmente durante a menstruação ou gravidez.
Porém, o corrimento marrom quando dura mais de 3 dias também pode indicar a presença de infecções vaginais, como candidíase ou tricomoníase, que surgem especialmente quando o pH vaginal está alterado devido a frequentes duchas vaginais, por exemplo.

Corrimento marrom ao tomar anticoncepcional

No caso das mulheres que utilizam o anticoncepcional, especialmente o implante, é normal o surgimento de corrimento marrom antes da menstruação ou em substituição do período menstrual normal.
Porém, caso o corrimento aconteça em grande quantidade ou por mais de 4 dias é recomendado consultar o ginecologista para iniciar o tratamento adequado.

Corrimento marrom pode ser gravidez?

Normalmente o corrimento marrom não é sinal de gravidez pois é mais comum que, no início da gestação, a mulher apresente um pequeno corrimento rosado que indica a implantação do feto no útero.

Corrimento marrom na gravidez

O corrimento marrom na gravidez, geralmente, não é um problema grave, sendo, frequentemente, resultado de pequenos sangramentos da parede vaginal que está mais sensível durante a gestão.
No entanto, caso o corrimento marrom seja acompanhado por cheiro fétido ou outros sintomas como dor abdominal, coceira ou sangramento abundante a gestante deve consultar o ginecologista, ou o obstetra que está seguindo a gravidez, para fazer um exame ginecológico e despistar problemas mais graves como gravidez ectópica ou aborto, por exemplo.

Quando ir ao médico

É recomendado consultar um ginecologista quando o corrimento marrom:
  • Dura mais de 3 dias;
  • Surge acompanhado de outros sintomas como dor abdominal, cheiro fétido ou coceira, por exemplo;
  • É intercalado com sangramento vermelho vivo.
Nestes casos o médico irá fazer o diagnóstico do problema e recomendar o tratamento adequado que pode incluir o uso de antibióticos, como Ceftriaxona ou Azitromicina, por exemplo.

Inflamação no útero

A inflamação no útero pode ocorrer na sua região mais estreita, localizada no fundo da vagina, o colo do útero ou cérvix, tendo o nome de cervicite ou na região interna, o endométrio, resultando numa endometrite, como mostram as imagens.
A inflamação do colo do útero na maior parte dos casos não apresenta sintomas, mas pode levar a problemas mais graves quando a inflamação ou infecção atinge os ovários, trompas de falópio ou o endométrio, podendo causar a doença inflamatória pélvica (dip).
O exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ é o papanicolau e o ginecologista ou o obstetra são os médicos indicados para o tratamento destas doenças.

Sintomas da inflamação no útero

Os sintomas de inflamação no útero podem ser:
  • Corrimento amarelado, marrom ou cinza com mau cheiro;
  • Sangramento, principalmente durante ou após o contato íntimo;
  • Dor ao urinar e durante o contato íntimo;
  • Dor na parte inferior da barriga.
A inflamação no útero também pode causar atraso na menstruação. 

Causas da inflamação no útero

As causas da inflamação no útero incluem:
  • Transmissão de microrganismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia e a clamídia através do contato íntimo;
  • Presença de microrganismos na vagina;
  • Alergia ao látex dos preservativos, diafragma ou produtos químicos como espermicidas;
  • Lesões provocadas pelo parto ou duches vaginais frequentes.
Dependendo da causa que origina a inflamação no útero, o tratamento é diferente.

Tratamento para inflamação no útero

O tratamento para inflamação no útero quando causada por microrganismos é feito com a ingestão de medicamentos antibióticos se o microrganismo for uma bactéria ou antivirais se for um vírus. Nestes casos, os parceiros sexuais também devem ser tratados, mesmo que não tenham sintomas.
O tratamento para inflamação no útero causada pelas alergias referidas é feito através do não uso dessas substâncias e com o auxílio de medicamentos, dependendo do tipo de lesão causada.
Quando a inflamação do colo do útero progride para o endométrio, ela pode ser tratada com medicamentos pela veia ou através de injeções e às vezes internamento.

Inflamação no útero na gravidez

A inflamação no útero na gravidez quando tratada adequadamente não interfere no desenvolvimento da gestação. No entanto, quando o tratamento da infeção no útero não é logo realizado, ela pode ser transmitida ao filho durante o parto.
Apesar de ser difícil, a inflamação no útero não impede a mulher de engravidar.

Menstruação escura é sinal de alerta

A menstruação escura e pouca, dentro ou fora do período menstrual, pode ter diversas causas, que variam desde uma simples alteração hormonal provocada por estresse, até uma Doença Sexualmente Transmissível. Por isso, ela deve ser investigada por um ginecologista.

Menstruação escura é normal?

A menstruação escura é normal quando:
  • A mulher troca uma pílula anticoncepcional por outra;
  • A mulher tenha utilizado recentemente a pílula do dia seguinte;
  • Ela aparece no início ou no fim do ciclo menstrual nas mulheres que possuem uma menstruação regular.
Nas situações acima citadas a menstruação pode ficar temporariamente escura e isto não representa nenhum problema de saúde.

Menstruação escura, o que pode ser?

A menstruação preta e pouca, marrom ou tipo borra de café, pode ser causada por:
  • DSTs,
  • Gravidez;
  • Miomatose;
  • Endometriose;
  • Inflamação no útero;
  • Alterações hormonais;
  • Mudança de anticoncepcional;
Uma outra hipótese é o efeito colateral de algum medicamento.

O que fazer em caso de menstruação escura

O que se deve fazer em caso de menstruação escura é marcar uma consulta com o ginecologista para que ele observe a região íntima e solicite a realização de exames como exame de urina, de sangue e o papanicolau, para poder identificar e tratar as causas do problema.
Por vezes, a menstruação escura pode não ser nada. Basta esperar 1 ou 2 dias, até que o organismo se habitue à alteração hormonal e, então, a menstruação volta à sua coloração normal. Mas o ideal é que a mulher, sempre que note que a sua menstruação está mais escura que o normal, acompanhada ou não de mau cheiro ou de algum tipo de corrimento, vá ao ginecologista para investigar melhor o assunto.

Disfunção hormonal

A disfunção hormonal é um problema de saúde que em algumas mulheres está ligada à menstruação e que pode produzir sintomas como aumento do peso, acne e excesso de pelos no corpo.
A disfunção hormonal mais comum nas mulheres é a Síndrome dos Ovários Policísticos, uma doença genética e hereditária que leva à produção de cistos nos ovários. Estes cistos são os responsáveis pelos sintomas citados acima, além de aumentar o estresse na mulher e os níveis de infertilidade. Diabetes, trombose, hipertensão e doenças cardíacas são também algumas das doenças que atingem mais facilmente estas mulheres.
A síndrome dos ovários policísticos pode ser totalmente neutralizada com o uso de anticoncepcionais, mas não basta a mulher escolher uma pílula qualquer e achar que vai ficar curada. É preciso tomar medicamentos específicos e ser acompanhada de perto por um médico, que a esteja sempre reavaliando.
Nos homens, a disfunção hormonal pode levar a problemas como a andropausa e a infertilidade devido à secreção inadequada de testosterona, uma alteração que pode ocorrer em qualquer idade, mas que é mais frequente após os 40 anos de idade. Muitas vezes não é necessário realizar nenhum tratamento, pois os sintomas são sutis.